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Mulheres do esporte a motor

As mulheres estão conquistando cada vez mais espaço no esporte a motor. Pensando nisso, o GRANDE PREMIUM trouxe uma lista de categorias que contam com nomes de dentro e fora das pistas

As mulheres têm ganhado cada vez mais espaço no cenário do esporte a motor mundial. Nas mais diversas categorias, têm estado presentes seja dentro das pistas, como pilotas, ou fora, em papeis mais administrativos.

É verdade que a temporada 2020 dos principais certames ao redor do mundo está em pausa por conta do coronavírus. Entretanto, isso não tira o foco de como as competidoras estão crescendo cada vez de número no esporte.

Um grande exemplo é a W Series, categoria exclusivamente feminina. Com sua estreia em 2019, traz para este ano grandes novidades, como a distribuição de pontos na superlicença e corridas preliminares da Fórmula 1 nos Estados Unidos e México.

No Brasil, as pilotas também têm o seu espaço. Infelizmente, na última semana, Indiana Muñoz, que disputada o Superbike Goiás, sofreu um acidente durante uma corrida e não resistiu aos graves ferimentos.

Mas pensando em dar foco às pilotas e dirigentes, o GRANDE PREMIUM listou dez categorias que contam com mulheres dentro e fora das pistas.

 

Stock Car: Rachel Loh, Bia Figueiredo

A Stock Car conta com dois grandes nomes dentro e fora das pistas. Bia Figueiredo já é bastante conhecida na categoria brasileira, onde fez estreia em 2014. Após passar pela ProGP, Bassani e Full Time, atualmente defende a Ipiranga, onde teve sua melhor temporada – ficou em 24ª em 2018. Em 2020, entretanto, está grávida e vai ficar um tempo afastada das pistas.

Acontece que, na mesma equipe, existe outra mulher com cargo bastante importante. Rachel Loh é engenheira de competições e está no time desde 2017 – mas com a Mattheis desde 2016, trabalhando na Red Bull. A engenheira ainda tem passagens por Pamplona Motorsport, e RZ Motorsport. São 16 temporadas no certame nacional.

 

(Rachel Loh (Foto: Duda Rairros/Vicar))

 

Fórmula 1: Claire Williams, Tatiana Calderón, Jamie Chadwick

Na Fórmula 1, apesar de uma mulher não disputar uma corrida há 44 anos – a última foi Lella Lombardi, e uma mulher não participar de um final de semana há 18 anos – Giovanna Amati carrega o marco, a categoria ainda tem nomes de peso.

Claire Williams é importante representante das mulheres. Atualmente, está no cargo de chefiar a Williams. Assumindo o papel em 2013, pegou a equipe em difícil fase e admitiu que ouviu comentários machistas, culpando até mesmo sua gravidez pela falta de resultados.

Ainda, a F1 conta com Tatiana Calderón na Alfa Romeo como pilota de testes e embaixadora do time; enquanto isso, Jamie Chadwick está com a Williams e é pilota de desenvolvimento da escuderia inglesa.

 

(Claire Williams (Foto: Reprodução))

 

Fórmula E: Susie Wolff

A Fórmula E conta com uma mulher bastante conhecida em seu paddock. Susie Wolff assumiu o comando da equipe Venturi após deixar o mundo da Fórmula 1. A esposa de Toto está à frente do time que conta com Edorardo Mortara e o brasileiro Felipe Massa desde 2018. Em duas temporada conseguiu três pódios, sendo dois com o suíço – contando com uma vitória, e uma com o brasileiro.

 

(Susie Wolff (Foto: Reprodução))

 

ELMS: Katherine Legge, Sophia Flörsch, Tatiana Calderón, Michelle Gatting, Rahel Frey, Manuela Göstner

A European Le Mans Series vai contar com dois times totalmente femininos. O primeiro, composto por Katherine Legge, Tatiana Calderón e Sophia Flörsch. As duas primeiras já correram juntas nas 24 Horas de Daytona, abertura da temporada do SportsCar. O trio vai defender a Signatech.

A outra equipe, a Iron Lynx, vai ter o trio composto por Michelle Gatting, Rahel Frey, Manuela Göstner. Inclusive, ambos os trios também conseguiram a inscrição e vão correr nas 24 Horas de Le Mans, que teve sua data alterada por conta do coronavírus.

 

(Michelle Gatting, Rahel Frey, Manuela Göstner (Foto: Reprodução))

 

Fórmula 3: Sophia Flörsch

Sophia Flörsch vai fazer sua estreia em uma temporada completa da Fórmula 3 em 2020. A alemã já participou de duas provas em Macau da categoria. Em 2018 sofreu um forte acidente, quando teve seu carro catapultado e acertou um bunker de fotógrafos. Sem sofrer maiores consequências, em pouco tempo voltou para a pista – e isso lhe rendeu um prêmio no Laureus.

Então, no final de 2019, voltou novamente para a tradicional corrida. Entretanto, dessa vez, não viu a bandeira quadriculada por um problema em seu carro, abandonando a disputa. Sem problemas, compete o calendário completo neste ano usando as cores da Campos.

 

(Sophia Flörsch (Foto: Reprodução))

 

MotoE: María Herrera

Em 2020, María Herrera encara sua segunda temporada na MotoE, campeonato de motos elétricas. Após cinco temporadas na Moto3, fez a mudança para a recém-criada categoria. No primeiro ano, teve um quinto lugar como melhor resultado, fechando a classificação em 14ª. Agora, parte para segundo ano vestindo as cores da Aspar ao lado de Alejandro Medina.

 

(María Herrera (Foto: Reprodução))

 

Jaguar iPace eTrophy: Alice Powell

A Jaguar iPace eTrophy não é exatamente uma novidade para Alice Powell. O motivo é que a inglesa chegou a disputar a primeira etapa da categoria de apoio para a Fórmula E na temporada de estreia, em 2018/19. Na corrida, terminou na quinta colocação.

Agora, fez sua estreia oficial para o campeonato completo. Até o momento, tem dois terceiros lugares e um oitavo, aparecendo na terceira posição da tabela. Ainda, foi convidada pela Virgin para participar do teste de novatos da FE.

 

(Alice Powell (Foto: Reprodução))

 

Super Fórmula: Tatiana Calderón

Com a saída da Arden ao final da temporada 2019 da Fórmula 2, Tatiana Calderón, que fechou a classificação em 22ª, ficou sem vaga na categoria. Mas em uma mudança de rumo em sua carreira, rumou para o Japão e espera sua estreia na Super Fórmula pela DragonCorse. Inclusive, a equipe retorna ao certame nipônico após ter saído ao final de 2016.

 

(Tatiana Calderón (Foto: Reprodução))

 

SportsCar: Christina Nielsen, Rahel Frey, Tatiana Calderón, Katherine Legge

No SportsCar, uma equipe que segue parte da formação da European Le Mans Series. Legge e Calderón estão juntas mais uma vez, agora na companhia também de Rahel Frey e Christina Nielsen. Na primeira etapa da temporada, em Daytona, o quarteto não teve sorte, pois se viu obrigado a abandonar por problemas no carro. Das quatro pilotas, tanto a suíça quanto a colombiana fazem suas primeiras temporadas na categoria norte-americana.

 

(Christina Nielsen, Rahel Frey, Tatiana Calderón e Katherine Legge (Foto: Reprodução))

 

Renault Eurocup: Belén García

Belén García quer se preparar da melhor forma para a W Series. Pensando nisso, a espanhola vai correr a etapa de abertura da Fórmula Renault Eurocup. A estreia veio antes, quando integrou os dois dias de testes coletivos no circuito Ricardo Tormo, em Valência – fechou as atividades em 22ª com 1min30s984. Pela GRS, vai integrar o grid em Silverstone, na Inglaterra, nos dias 9 e 10 de maio.

 

(Belén García (Foto: Reprodução))

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