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Os pilotos que foram da F1 para os Estados Unidos

Kevin Magnussen deixou a Fórmula 1 e segue para os Estados Unidos, para correr no SportsCar. Na esteira da mudança do dinamarquês, o GRANDE PREMIUM lembra outros pilotos que mudaram de categoria e continente no passado

Kevin Magnussen está de saída da Fórmula 1 para correr no SportsCar (Foto: Haas)

Após seis temporadas na Fórmula 1, Kevin Magnussen vai explorar novos ares no esporte a motor. Demitido pela Haas, o dinamarquês não perdeu tempo e anunciou que vai para os Estados Unidos, correr no SportsCar em 2021 pela tradicional equipe Chip Ganassi.

A mudança de categoria, e também de continente, não é tão rara como pode parecer. Ao longo da história, diversos pilotos seguiram para os Estados Unidos após longos ou curtos ciclos na Fórmula 1. No “novo continente”, alguns desses pilotos tiveram sucesso e conquistaram títulos ou vitórias marcantes. Outros, no entanto, passaram sem o mesmo brilho de outrora na Fórmula 1 e rapidamente foram para outras categorias.

No embalo da inesperada mudança de Magnussem, o GRANDE PREMIUM recorda dez pilotos que saíram da Fórmula 1 e foram direto para os Estados Unidos — contando Indy, CART (dissidência da Indy), Nascar, SportsCar, entre outros.

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Kevin Magnussen disputou seis temporadas na Fórmula 1 (Foto: Haas)

Kevin Magnussen

Começamos nossa lista, claro, com a mudança mais recente. Kevin Magnussen foi informado que deixaria a Haas ainda no meio da temporada 2020. Por isso, teve tempo para especular e analisar diversas oportunidades. O dinamarquês chegou a sondar equipes da Indy, disse que cogitava uma mudança, mas acabou no SportsCar com a Ganassi.

Nigel Mansell chegou à Indy em 1993, como campeão da F1, e levou o título nos EUA também (Foto: IndyCar)

Nigel Mansell

Nos anos 90, sair da Fórmula 1 para os Estados Unidos era uma mudança pouco comum. Por isso, todos ficaram espantados com a saída de Nigel Mansell, então campeão mundial com a Williams, para correr na Indy em 1993. Em outro continente, tendo que encarar os temidos ovais, o ‘Leão’ surpreendeu e foi campeão na temporada de estreia com a Newman/Haas. Em 1994, alternou provas entre as duas categorias e em 1995 anunciou o retorno para a F1, correndo pela McLaren. A passagem, no entanto, durou somente duas corridas e foi um grande fracasso.

Rubens Barrichello saiu da Fórmula 1, aventurou-se na Indy em 2012, e depois foi para a Stock Car (Foto: IndyCar)

Rubens Barrichello

Quando deixou a Fórmula 1 no fim de 2011, Rubens Barrichello detinha o recorde de largadas na categoria. Sem espaço no grid depois de 18 anos, sondou diversas oportunidades e encontrou uma vaga na Indy, para correr na KV Racing. Na modesta equipe, enfrentou dificuldades normais de um estreante e marcou 289 pontos, terminando na modesta 12ª posição no campeonato. No ano seguinte, foi para a Stock Car, onde conquistou o título em 2014 e é, até hoje, um dos mais importantes e competitivos pilotos do grid.

Christian Fittipaldi saiu da Fórmula 1 e foi para a Indy em 1995 (Foto: IndyCar)

Christian Fittipaldi

Outro brasileiro nessa lista, Christian Fittipaldi seguiu os passos do tio Emerson, já campeão da Indy e duas vezes vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, quando tomou a decisão de mudar de categoria em 1995. Depois de três anos na Fórmula 1 em equipes modestas como Minardi e Footwork, atravessou o oceano em busca de sucesso.

Não conquistou título — foram duas vitórias correndo pela tradicional equipe Newman/Haas —, mas marcou uma geração dos pilotos que tentaram a sorte na Indy — e, após a ruptura, na CART. Christian ainda se aventurou na Nascar antes de brilhar no IMSA SportsCar com títulos e vitórias na mais tradicional das corridas do endurance norte-americano: as 24 Horas de Daytona. Christian se retirou das competições no fim de 2019.

Justin Wilson passou apenas um ano na F1, depois foi para a Champ Car e também passou pela Indy até 2015 (Foto: IndyCar)

Justin Wilson

Justin Wilson chegou à Fórmula 1 sem grande destaque, correndo pela sempre lanterna Minardi. No meio do ano, porém, ganhou uma chance na Jaguar, substituindo o brasileiro Antonio Pizzonia, mas pouco conseguiu fazer. Com isso, no ano seguinte, foi tentar a sorte nos Estados Unidos e correu por quatro temporadas na finada Champ Car — conquistando, inclusive, o terceiro lugar em 2005. Na Indy, correu até 2015, quando uma peça de carro atingiu o capacete do inglês em Pocono e tirou sua vida.

Alexander Rossi fez algumas poucas corridas na F1, voltou para os Estados Unidos e está até hoje na Indy (Foto: IndyCar)

Alexander Rossi

É raro encontrarmos americanos se aventurando na Fórmula 1. Pois bem, Alexander Rossi é um deles. O piloto fez todo o caminho até chegar na maior categoria do esporte a motor, quando foi alçado a piloto de testes de Caterham e Marussia. Em 2015, porém, ganhou cinco oportunidades na Manor e, obviamente, não conseguiu bons desempenhos. Na temporada 2016, voltou para o país de origem e mudou-se para a Indy, conquistando as 500 Milhas de Indianápolis na primeira tentativa. Rossi segue até hoje na categoria.

Takuma Sato passou pela F1 como atrapalhado, foi para a Indy e venceu duas vezes as 500 Milhas de Indianápolis (Foto: IndyCar)

Takuma Sato

A chegada de Takuma Sato na Fórmula 1 foi impulsionada pela Honda, em 2002. Protegido da fornecedora de motores, correu por Jordan, BAR e Super Aguri até 2008, quando a última equipe fechou as portas. Após um sabático, voltou ao automobilismo em 2010 na Indy. Desde então, o japonês parece ter encontrado seu destino e já venceu as 500 Milhas de Indianápolis em duas oportunidades: 2017 e 2020.

Scott Speed passou sem grandes lembranças pela F1, depois correu na Nascar e tentou até participar da Indy 500 (Foto: IndyCar)

Scott Speed

Você lembra de Scott Speed na Fórmula 1? É normal se disser que não, pois a passagem do americano foi bem apagada. Protegido da Red Bull, correu pela Toro Rosso entre 2006 e 2007 sem grande sucesso. Acabou substituído por um tal Sebastian Vettel na metade da segunda temporada. Em 2008, foi para a ARCA, uma categoria de turismo dos Estados Unidos, seu país natal. Depois ainda correu na Nascar e tentou uma chance até mesmo na Indy.

Felipe Nasr saiu da F1 após insucessos na Sauber e foi para o SportsCar, mas também já testou na Indy (Foto: IndyCar)

Felipe Nasr

Quando estreou na Fórmula 1 em 2015, Felipe Nasr conseguiu um feito no automobilismo do Brasil. Com o quinto lugar no GP da Austrália, alcançou o melhor resultado de um piloto brasileiro uma corrida de estreia da categoria. Depois de uma difícil temporada 2016, quando pontuou apenas uma vez, perdeu espaço no grid e foi para o outro lado do Atlântico. Primeiro, em 2018, fez as 24 Horas de Daytona. Depois, foi para o SportsCar, onde está até o momento, ao lado do outro brasileiro Pipo Derani e chegou a testar com a Indy no último ano.

Max Papis fez breve aparição na Fórmula 1, fracassou e seguiu para os Estados Unidos (Foto: IndyCar)

Max Papis

Sim, é verdade, Max Papis já correu na Fórmula 1. Em 1995, disputou sete etapas pela Footwork e conquistou um 7º lugar no GP da Itália como melhor resultado. Por isso, no ano seguinte, foi se aventurar na Indy, onde teve um pouco mais de sucesso. Conquistou três vitórias e ficou na quinta colocação na temporada 1999. Papis passou pela Nascar e pelo SportsCar na passagem pelos Estados Unidos.

Juan Pablo Montoya colocou a Colômbia no mapa da F1 (Foto: Reprodução/Twitter)

Bônus: Juan Pablo Montoya e Michael Andretti

Os dois mencionados neste bônus merecem uma explicação. Montoya e Andretti passaram primeiro pela Indy antes da Fórmula 1 e, posteriormente, Indy novamente.

Montoya foi bem sucedido na CART, conquistando o título em 1999, com a Ganassi. Depois, na F1, teve brilhos e momentos empolgantes entre 2001 e 2006, quando mudou-se para a Nascar e retornou à Indy na sequência. Nos Estados Unidos, ainda venceu a Indy 500 em duas ocasiões — 2000 e 2015.

Andretti tem uma história curiosa. Filho de um campeão da F1, aventurou-se na categoria em 1993 pela poderosa McLaren. Nao deu certo, foi trocado durante a temporada e retornou para a Indy, onde já havia conquistado o título em 1991. Depois, virou dono de equipe.

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