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No GP de Teruel de Moto3, Jaume Masià deu à Honda a vitória de número 800 no Mundial de Motovelocidade. Mas os números da marca da asa dourada não param por aí

Jaume Masià conquistou a vitória 800 da Honda no Mundial de Motovelocidade (Foto: Honda)

Jaume Masià garantiu um espaço na história da Honda. No último dia 25 de outubro, no GP de Teruel de Moto3, o piloto da Leopard deu à montadora da asa dourada a 800ª vitória no Mundial de Motovelocidade.

O caminho da Honda no campeonato começou em 1954, quando Soichiro Honda, fundador da marca, publicou uma carta manifestando a intenção de participar do Troféu Turista da Ilha de Man, que, na época, fazia parte do calendário. Cinco anos depois, em 59, a marca da asa dourada se tornou a primeira fabricante japonesa a disputar uma corrida do Mundial.

No ano seguinte, a Honda se tornou participante regular do campeonato nas categorias de 125 e 250cc. Mas a glória só chegou em 61: com as primeiras vitórias e os primeiros títulos, em ambas as categorias. Motivada, a fabricante aumentou o alcance, entrando também em 50, 350 e 500cc. 138 vitórias depois, em 1967, a marca fundada por Soichiro decidiu interromper a participação.

Jaume Masià venceu o GP de Teruel de Moto3 (Foto: Honda)

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Em 1979, a Honda voltou ao Mundial, nas 500cc, mas levou três anos para que Freddie Spencer encerrasse um jejum de quase 15 anos: uma vitória no GP da Bélgica de 1982, com a NS 500. A vitória de ‘Fast Freddie’ abriu caminho para os números ostentados pela montadora atualmente.

No 10+ desta terça-feira (3), o GRANDE PREMIUM repassa a história da Honda, desde o triunfo de Tom Phillis no GP da Espanha de 125cc de 1961 até a vitória de Masià no MotorLand de Aragão.

As vitórias centenárias

Se Phillis entrou para a história como o primeiro a vencer com a Honda, Mike Hailwood deu à montadora da asa dourada o centésimo triunfo: no GP da Holanda de 250cc de 1966.

A vitória 200 chegou em 1988, pelas mãos do norte-americano Jim Filice, que subiu ao topo do pódio da corrida das 250cc no GP dos Estados Unidos. No GP da Holanda de 500cc de 1992, Alex Crivillé colocou no currículo a vitória 300 da marca, já guinado a lendária NSR 500.

Hoje extinto, Jacarepaguá também faz parte da história da Honda. Foi no GP do Brasil de 125cc de 1996 que Haruchika Aoki conquistou o 400º triunfo. Valentino Rossi conseguiu a vitória 500, no GP do Japão de 500cc de 2000. Cinco anos depois, Dani Pedrosa, ainda nas 250cc, completou mais uma centena de taças de primeiro lugar.

Em 2015, foi Marc Márquez que alcançou mais um marco: no GP da Austrália, já com a RC213V, o espanhol de Cervera registrou a vitória 700 da Honda no Mundial. O feito de Masià neste ano foi com a NSF250RW.

A equipe da Honda para o TT da Ilha de Man de 1959 (Foto: Honda)

As máquinas da Honda

Ao longo da história, a Honda utilizou uma série de motos diferentes no Mundial de Motovelocidade. A primeira delas foi a RC142, de 1959, que correu nas estreia no TT da Ilha de Man de 125cc. Na classe menor, a máquina seguinte foi a RC143, usada entre 1960 e 1961. Foi esta, aliás, a moto da primeira vitória.

A RC145 veio na sequência, entre 62 e 63, e conquistou dez vitórias. Em 66, a Honda colocou a RC149 na pista, uma máquina que alcançou cinco triunfos. A última das máquinas nas 125cc foi a RS125R, usada entre 1987 e 2009. Com esta moto, foram 131 vitórias.

Nas 250cc, foram seis motos diferentes: a RC161, de 1960; a RC162, de 1961; a RC163, do ano seguinte; a RC164, de 64; a RC166, de 66; e a RS250RW/NSR250, usada entre 85 e 2005. Nas 350cc, a Honda usou a RC171 em 62 e a RC174 em 1967.

Para as 500cc, a Honda trabalhou em quatro projetos: RC181, usada entre 1966 e 67, venceu dez vezes. A NR500, de 1979 a 81, não conseguiu vencer. Em 82 e 83, a NS500 conquistou nove vitórias, enquanto a lendária NSR500, que esteve na pista entre 1984 e 2002, alcançou 132 triunfos.

Na Moto3, o projeto da NSF250RW está em uso desde 2014 e já acumula 72 vitórias. Na era da MotoGP, já são três protótipos diferentes: a RC2111V, usada entre 2002 e 2006, rendeu 48 vitórias. A sucessora, a RC212V, foi usada entre 2007 e 2011, venceu 24 vezes. A atual RC213V começou a ser usada em 2012 e já rendeu 81 triunfos.

Os títulos

Desde a estreia, em 1961, a Honda já conquistou 63 títulos no Mundial de Motovelocidade: um nas 50cc, 19 entre 125cc e Moto3, 16 nas 125cc, seis nas 350cc e 21 entre 500cc e MotoGP.

Mundial de Construtores

Entre 1959 e 2020, a Honda venceu 71 vezes o Mundial de Construtores. A primeira conquista foi dupla e veio nas 125cc e 250cc em 1961. Nas 350cc, em 1962. O título das 50cc veio em 1965, enquanto a vitória inaugural nas 500cc data de 1966. O primeiro título de Construtores na MotoGP foi conquistado em 2002 e o da Moto3, em 2015.

A NR500 não conseguiu vitórias no Mundial (Foto: Honda)

As máquinas dominantes

Ao longo dos anos, a Honda teve algumas motos dominantes. A RS125R, por exemplo, conquistou dez títulos nas 125cc: com Loris Capirossi em 1990 e 1991, com Dirk Raudies em 1993, com Haruchika Aoki em 1995 e 1996, com Kazuto Sakata em 1998, com Emilio Alzamora em 1999, com Dani Pedrosa em 2003, com Andrea Dovizioso em 2004 e com Thomas Lüthi em 2005.

A NSR500 também foi dominante, com dez conquistas: Freddie Spencer em 1985, Wayne Gardner em 1987, Eddie Lawson em 1989, Mick Doohan em 94, 95, 96, 97 e 98, Alex Crivillé em 1999 e Valentino Rossi, em 2001.

A NSR250, por sua vez, assegurou oito taças: em 1985 com Spencer, em 87 com Anton Mang, em 88 e 89 com Sito Pons, em 91 e 92 com Luca Cadalora, em 97 com Max Biaggi e em 2001 com Daijiro Kato.

1997 100%

Não é a toa que a NSR500 é uma moto lendária. Em 1997, a Honda venceu todas as 15 corridas da temporada das 500cc com o protótipo: foram 12 triunfos de Mick Doohan ― Malásia, Japão, Itália, Áustria, França, Holanda, Ímola, Alemanha, Rio de Janeiro, Grã-Bretanha, Tchéquia e Catalunha ―, dois com Crivillé ― Espanha e Austrália ― e um com Tadayuki Okada ― na Indonésia.

NSR500 é uma das motos mais lendárias da Honda (Foto: Honda)

Os 33

Ao longo da história da Honda no Mundial, 33 pilotos diferentes conquistaram títulos pela marca, representando dez nacionalidades diferentes. Casey Stoner, Mick Doohan, Wayne Gardner e Tom Phillis foram os representantes da Austrália; Dirk Raudies e Anton Mang, da Alemanha; Danny Kent e Mike Hailwood, da Grã-Bretanha; Ralph Bryans, da Irlanda; Lorenzo Dalla Porta, Andrea Dovizioso, Max Biaggi, Valentino Rossi, Loris Capirossi e Luca Cadalora, da Itália; Hiroshi Aoyama, Daijiro Kato, Haruchika Aoki e Kazuto Sakata, do Japão; Jim Redman, da Rodésia; Marc Márquez, Jorge Martín, Dani Pedrosa, Joan Mir, Álex Márquez, Emílio Alzamora, Álex Crivillé e Sito Pons, da Espanha; Thomas Lüthi e Luigi Traveri, da Suíça; e Nicky Hayden, Eddie Lawson e Freddie Spencer, dos Estados Unidos.

Porcentagem de vitórias

Ao longo desses 61 anos, a Honda disputou 1.788 corridas desde a estreia no TT da Ilha de Man de 1959 e venceu 45% delas. A temporada mais vitoriosa foi a de 1997, com 31 triunfos em 45 corridas.

Na MotoGP/500cc, a porcentagem de vitórias salta para 49%, com 309 vitórias nas 634 disputadas. Em Moto3/125cc, foram 236 conquistas em 620 GPs. O número mais impressionante vem das 350cc, com 35 vitórias em 48 corridas. Nas 250cc, pilotos da marca subiram no topo do pódio em 207 dos 453 GPs, enquanto que nas 50cc foram 13 de 33.

30,4 km/h

Não é segredo para ninguém para que a velocidade das motos aumenta ano a ano, mas, nesses 61 anos de Honda no Mundial de Motovelocidade, o ganho médio foi de 30,4 km/h.

Olhando para os dados coletados em Assen, uma pista que sempre esteve presente na programação ― exceto em 2020, a temporada da pandemia do novo coronavírus ―, é possível identificar um ganho de 33,6 km/h, já que a média de velocidade na primeira corrida, em 1966, foi de 143,4 km/h e a maior marca, de 177 km/h, veio no GP 2002.

Em 125c/Moto3, a média da corrida de 1961 foi de 127,1 km/h, contra 163,8 km/h de 2002, uma diferença de 36,7 km/h. Nas 250cc, a primeira média veio também em 61, com 138,9 km/h, enquanto a maior aconteceu em 1999, com 171,6 km/h, portanto, uma variação de 32,7 km/h.

Com Marc Márquez, a Honda conseguiu a tríplice coroa em 2019 (Foto: Honda)

Não conta

O número de vitórias da Honda no Mundial de Motovelocidade não leva em conta os registros da Moto2, já que a montadora atuava apenas como fornecedora de motor. Na temporada 2012 da Moto3 também não entra na lista, já que, como determina o regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), o construtor registrado era a FTR Honda, que usar motor da NSF250R.

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