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Clube das 300+

A Red Bull parte para sua 300ª corrida na Fórmula 1 e se junta a um seleto grupo de times resistentes na história da categoria. Vamos relembrar os dez primeiros colocados na lista

A vitória de Verstappen em 2020 foi no GP dos 70 Anos (Foto: Twitter / Red Bull Racing)

A Red Bull é uma das principais equipes dos anos recentes da Fórmula 1, mas também vai ocupando páginas importantes na história da categoria. No GP da Turquia, os austríacos chegam ao marco de 300 corridas na F1, entrando para um seleto grupo.

Ao todo, a Red Bull soma 63 vitórias, 62 poles, 67 voltas mais rápidas, 180 pódios e 17 dobradinhas nas 299 corridas que disputou com 11 pilotos diferentes. Tudo isso, é claro, além dos quatro títulos do Mundial de Pilotos e do Mundial de Construtores, todos entre 2010 e 2013.

No 10+ de hoje, vamos relembrar quais as dez equipes que mais vezes participaram de corridas da F1, um grupo em que a Red Bull, 11ª colocada na lista, está cada vez mais perto de se meter, possivelmente já em 2022.

Jacques Laffite e a Ligier-Matra de 1976 (Foto: Pinterest)

10º) Ligier – 326 largadas

20 anos de Fórmula 1. Ao longo das duas décadas de grid, a Ligier teve seus momentos de amplo sucesso que funcionaram com alguns dos grandes nomes do automobilismo no manche dos projetos: Flavio Briatore, Ricardo Divila e Ken Anderson por lá estiveram em algum momento de suas carreiras. A equipe nasceu já com pódios, em 1976, nas mãos de Jacques Laffite e chegou a ser vice-campeã mundial de Construtores com Laffite e Didier Pironi em 1980. Saiu de cena ao fim de 1996, ano em que venceu o GP de Mônaco com Olivier Panis e contava ainda com Pedro Paulo Diniz. Tem nos bolsos nove vitórias e poles, além de 50 pódios.

A Minardi sobrava em carisma (Foto: Jerry Lewis-Evans)

9º) Minardi – 340 largadas

A nossa lista segue com a equipe mais folclórica de todos os tempos na F1, a carismática Minardi. Os números são incríveis: 21 temporadas de pura resistência, mas apenas 38 pontos conquistados, uma média de menos de 2 pontos por campeonato. Ainda, nove construtores difeentes de motores e 37 pilotos diferentes passando por lá em ao menos uma corrida, nomes como Fernando Alonso, Mark Webber, Jarno Trulli e Giancarlo Fisichella. No fim, apesar de uma média de 0,1 ponto por corrida, uma história de superação pura e muito carisma.

A Sauber marcou época no pelotão do meio (Foto: Sauber/Alfa Romeo)

8º) Sauber – 373 largadas

Outra garagista, a equipe suíça nasceu pelas mãos de Peter Sauber e ingressou no grid em 1993, após já ter história nos protótipos. Durante quase que a totalidade dos seus anos, a Sauber foi uma equipe regularmente forte no meio de pelotão. Os bons resultados dos anos 1990 viram uma parceria forte com a Ferrari ser montada para os anos 200. Mas apesar dos bons momentos com Heinz-Harald Frentzen, Karl Wendlinger, Jean Alesi, Johnny Herbert, Kimi Räikkönen e Felipe Massa, entre alguns outros, a única vitória veio com Robert Kubica, em 2008, durante a parceria com a BMW. Chegou a ser vice-campeã de Construtores em 2007, após a desclassificação da McLaren. A última jornada foi em 2018, por conta da chegada da Alfa Romeo.

A Brabham teve Nelson Piquet (Foto: Carsten Horst)

7º) Brabham – 394 largadas

Criada por Jack Brabham em 1962 para ele mesmo tocar a carreira, a Brabham seguiu existindo até muito após Jack encerrar sua participação. Foi por ela que Bernie Ecclestone assumiu palco central na Fórmula 1, anos depois. Foi Dan Gurney, em 1964, que conseguiu as primeiras vitórias da escuderia, mas o título viria com o Brabham, em 1966, e Denny Hulme, em 1967, confirmando os dois títulos de Construtores. A Brabham não voltaria a ser campeã entre as equipes, mas ainda consagraria os campeonatos de Pilotos para Nelson Piquet em 1981 e 1983. Piquet deixou o time em 1985 para a Brabham nunca mais vencer até ser dissolvida em 1992.

A Renault segue batalhando na F1 (Foto: Renault)

6º) Renault – 396 largadas

Diferente das primeiras equipes da lista, a Renault não é criação de um garagista apaixonado, mas de uma enorme fábrica. Apesar de ter participação ainda muito mais longa como fornecedora de motor, a Renault tem quase 400 largadas como equipe própria em algumas passagens diferentes. A primeira foi entre 1977 e 1985; depois, 2002 e 2010; agora, desde 2016. Apesar de conquistar somente dois títulos de Construtores e Pilotos – “somente” entre muitas aspas -, em 2005 e 2006 impulsionada por Fernando Alonso e Flavio Briatore, a Renault fez muita coisa diferente ao longo das décadas. A primeira vitória de um motor turbo, por exemplo, em 1979, com Jean-Pierre Jabouille. É difícil contar a história da F1 sem citar a Renault, mas impossível falar do automobilismo francês sem ela. Durante os anos 1970 e 1980, abriu as portas da F1 para Jabouille, Alain Prost, René Arnoux e Patrick Tambay. Ao todo, as 35 vitórias e 102 pódios são muito importantes.

A Tyrrell teve o lendário carro de seis rodas (Foto: Lothar Spurzem)

5º) Tyrrell – 430 largadas

O que dizer de uma equipe que já chegou a ter um carro de seis rodas? Pois é, a Tyrrell é mais uma daquelas equipes que está no imaginário de todo grande fã de F1 e que marcou seu nome na história com 29 temporadas espalhadas entre os anos 70, 80 e 90. A equipe teve dois títulos de Mundial de Pilotos, ambos com Jackie Stewart, um de Construtores, em 1971, além de 23 vitórias, 14 poles e 77 pódios. É, até hoje, um sinônimo de tradição na categoria, mesmo longe do grid há décadas. Além de Stewart, teve pilotos do calibre de Jody Scheckter, Didier Pironi, Ronnie Peterson e Jean Alesi.

Lotus e um dos carros mais belos que a F1 já viu (Foto: Jerry Lewis-Evans)

4º) Lotus – 606 largadas

Um verdadeiro ícone da história da Fórmula 1. Estreante no Mundial em 1958, a Lotus é um time que nunca saiu de tendência. Tanto é verdade que o esforço para que a equipe voltasse foi gigantesco, ressurgindo das cinzas para alguns anos medianos entre 2010 e 2015. Ao todo foram 43 temporadas, seis títulos de pilotos com Jim Clark, Graham Hill, Jochen Rindt, Emerson Fittipaldi e Mario Andretti, além de outros sete no Mundial de Construtores. A Lotus somou ainda 107 poles, 197 pódios e 81 vitórias, as mais recentes em Abu Dhabi, em 2012, e na Austrália, em 2013, ambas com Kimi Räikkönen. Foi lá também que Ayrton Senna deu o salto para a McLaren.

A Williams dominou a F1 dos anos 90 (Foto: Williams)

3º) Williams – 757 largadas

A partir de aqui, todas as equipes seguem na ativa. Mas a primeira delas é a mais combalida, sem nenhuma dúvida. Recentemente repassada para um grupo de investidores, a equipe fundada por Frank Williams é gigantesca e tem história para dar e vender. Infelizmente, a Williams mudou de patamar depois dos anos 2000 e, por mais que tenha até tido alguns momentos, nunca mais foi a mesma. O cenário agora é de tentar sobreviver, mas de olhar também para um passado que empolga e emociona. Foram sete títulos entre os pilotos, um de cada: Alan Jones, Keke Rosberg, Nelson Piquet, Nigel Mansell, Alain Prost, Damon Hill e Jacques Villeneuve. Dona de um carro de outro mundo nos anos 1990, soma 114 vitórias e 128 poles até hoje.

A McLaren viveu uma das rivalidades mais pesadas da F1 (Foto: McLaren)

2º) McLaren – 876 largadas

Outra que passou por maus bocados recentemente, a McLaren vem se reerguendo, especialmente em 2020, com um carro mais competitivo e uma ótima jovem dupla de pilotos formada por Carlos Sainz Jr. e Lando Norris. Mas a briga pelo top-3 do Mundial de Construtores é pouco para um time tão glorioso. Garagista raiz, a McLaren tem 12 títulos no Mundial de Pilotos, mas tomou conta da F1 dos anos 1980, especialmente por conta do duelo entre Prost e Senna, um dos maiores, mais equilibrados e mais tensos que a categoria já viu. Além dos dois, fez de Fittipaldi, Niki Lauda, James Hunt, Mika Häkkinen e Lewis Hamilton também campeões do mundo. Um time lendário e repleto de pilotos lendários em sua história de 55 temporadas.

Ferrari foi dominante na primeira década dos anos 2000 (Foto: Ferrari)

1º) Ferrari – 1004 largadas

Sim, se a Red Bull chegou a 300 corridas em 2020, a Ferrari foi a nada menos que 1000. A única equipe de quatro dígitos de provas na categoria é, obviamente, a mais lembrada quando o tema é F1. Na Itália, por exemplo, é maior do que qualquer piloto, mas é algo quase que mundial: dificilmente alguém vai ser maior do que a Ferrari na categoria. A fase está longe de ser das melhores, o jejum de títulos vem desde 2008 nos Construtores e 2007 nos Pilotos, mas o time segue sendo o maior de todos os tempos. São 15 campeonatos de pilotos conquistados, 16 de construtores e incríveis 71 temporadas. Por lá passaram figuras como Lauda, Juan Manuel Fangio, Alberto Ascari, John Surtees e, claro, Michael Schumacher, o maior que a escuderia já viu e dono de um domínio absurdo na primeira década dos anos 2000.

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