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Dez nomes para prestar atenção nas pistas da temporada 2021

Das categorias de base ao topo do automobilismo, o GRANDE PREMIUM listou dez competidores que, por uma ou outra razão, chegam à temporada 2021 trazendo muita expectativa sobre o que será possível alcançar nas pistas ao redor do mundo

FELIPE DRUGOVICH;
Felipe Drugovich desponta como favorito ao título da F2 em 2021 (Foto: FIA Fórmula 2)

Há quem coloque na temporada 2021 a chance de dar a volta por cima na carreira, enquanto muitos sonham com a grande oportunidade da vida, seja em uma categoria de ponta, seja em uma equipe capaz de conquistar vitórias e títulos, seja simplesmente pela chance de respirar novos ares.

Sem vaga na Fórmula 1 ao ser rebaixado ao posto de reserva da Red Bull, Alexander Albon vai buscar manter o ritmo de corrida no DTM, enquanto outro ex-F1, Kevin Magnussen, já brilha e volta a ter a chance de brigar por vitórias, mas agora com a Ganassi no IMSA SportsCar, o principal campeonato de endurance das Américas.

Os dois citados acima chegaram à Fórmula 1, o topo do automobilismo, diferente, por exemplo, de jovens que vão buscar algo novo nas respectivas carreiras neste ano.

A seguir, o GRANDE PREMIUM lista dez nomes que, por uma ou outra razão, chegam à temporada 2021 trazendo muita expectativa sobre o que será possível alcançar nas pistas ao redor do mundo.

Cabe lembrar que a relação diz respeito apenas aos pilotos que já tiveram seus destinos neste novo ano anunciados até o momento desta publicação.

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Maya Weug

Nascida na Espanha, mas filha de mãe belga e pai holandês, a pilota de 16 anos desbancou as brasileiras Júlia Ayoub e Antonella Bassani, além da francesa Doriane Pin, para levar a final na seletiva ‘Girls on Track’, promovida pela FIA em conjunto com a Ferrari, e assegurou uma cobiçada vaga na Academia nesta temporada. A seletiva começou com a participação de nada menos que 70 jovens pilotas.

Maya impressionou os avaliadores da Ferrari no processo seletivo, arrancando elogios de Laurent Mekies e Marco Matassa, diretor-esportivo da equipe e chefe da Academia da Ferrari, respectivamente.

MAYA WEUG;
Maya Weug foi a pilota selecionada pela Ferrari para a Academia e vai competir na F4 Italiana (Foto: Scuderia Ferrari)

Com a vitória na seletiva ‘Girls on Track’, Maya ganhou uma vaga no grid da Fórmula 4 Italiana neste ano, com a opção de renovar contrato por mais uma temporada.

Ainda não se sabe por qual equipe Maya vai competir em 2021. Claro que será uma temporada de aprendizado para a pilota, que até pouco tempo atrás estava no kartismo. Mas a boa avaliação por parte da cúpula da Ferrari e da FIA a credencia como um dos bons nomes a acompanhar neste ano.

Eduardo Barrichello

O filho mais velho de Rubens Barrichello trilhou o início da sua carreira nos Estados Unidos. Depois da passagem pelo kartismo, ‘Dudu’ disputou a Fórmula 4 Norte-Americana em 2018 e desde o ano seguinte correu na USF2000. Em 2020, Eduardo alcançou seu melhor resultado: venceu três corridas, somou um total de nove pódios e foi vice-campeão com a equipe Pabst, ficando só atrás do dinamarquês Christian Rasmussen.

Quando se imaginava que o jovem piloto, hoje com 19 anos, pudesse dar um salto na trilha para a Indy para disputar a categoria de acesso Lights, Dudu Barrichello optou por cruzar o Atlântico e correr na Europa na Fórmula Regional Alpine. Resultado da fusão entre a antiga Fórmula Regional Europeia e a Fórmula Renault Eurocup, a nova categoria vem mais forte em 2020 e serve também como uma grande preparação visando a Fórmula 3.

DUDU BARRICHELLO;
Eduardo Barrichello vai buscar novos horizontes na Europa em 2021 (Foto: Divulgação)

Com a perspectiva de ter até 36 carros no grid, número bem maior do que na USF2000 e também na Indy Lights, que vai voltar a ser disputada neste ano após um ano sem atividades, a categoria europeia terá um total de 20 corridas, proporcionando a ‘Dudu’ ampla condição de lapidar seu talento e proporciona a chance de medir forças com outros nomes da sua geração.

Dudu vai correr pela equipe JD Motorsport e terá o apoio da Toyota Sul-Americana, impulsionado pelo pai.

Arthur Leclerc

O irmão de Charles Leclerc foi o principal adversário de Gianluca Petecof na luta pelo título da Fórmula Regional Europeia em 2020. O brasileiro levou a melhor e ficou com a taça, mas, sem patrocínio, viu Arthur ser o escolhido para dar o próximo passo na carreira e correr com a Prema na temporada 2021 da Fórmula 3.

O monegasco de 19 anos vai disputar a categoria de acesso pela equipe mais forte do grid e terá a grande oportunidade de colocar em prova seu potencial como piloto. Na Fórmula Regional Europeia, Arthur alternou ótimas performances com outras corridas bem instáveis, com erros aqui e ali.

ARTHUR LECLERC;
Arthur Leclerc vai colocar sua capacidade à prova na F3 nesta temporada (Foto: Scuderia Ferrari)

Membro da Academia de Pilotos da Ferrari, Leclerc terá pela frente um ano complicado, já que vai lutar contra nomes como do seu novo companheiro de equipe, o norueguês Dennis Hauger, com mais de um ano de experiência na categoria.

Mesmo assim, correndo pela equipe Prema, Arthur precisa apresentar uma performance decente para mostrar que não é somente o irmão mais novo de Charles Leclerc.

Sergio Sette Câmara

Depois de andar bem na rodada sêxtupla com a Dragon, Sergio Sette Câmara enfim vai ter a oportunidade de correr em uma categoria de ampla visibilidade no automobilismo em tempo integral. Confirmado como um dos pilotos da equipe chefiada por Jay Penske, o mineiro vai ter pela frente uma temporada toda como titular na Fórmula E.

Ainda que a Dragon tenha sido a segunda pior equipe na temporada passada, essa era a porta disponível para Sette Câmara, ainda um piloto bastante jovem, de somente 22 anos, entrar no grid da categoria dos carros elétricos.

SERGIO SETTE CÂMARA
Sergio Sette Câmara terá a grande chance na Fórmula E (Foto: Dragon)

Ex-piloto de testes da McLaren, com experiência de três anos — e duas vitórias — na Fórmula 2 e ainda uma breve passagem pela Super Fórmula japonesa, chegou a hora do próximo passo.

Nas categorias de base, Sette Câmara se consolidou como um piloto bastante maduro. Na Fórmula E foi bem, mesmo levando em conta o um carro que não permitia buscar muito mais. Agora, o piloto vai poder usar sua cancha no automobilismo para tentar ajudar a Dragon a elevar seu patamar na Fórmula E.

Jüri Vips

Estoniano de 20 anos, Jüri Vips tem uma carreira bastante peculiar. O piloto despontou com um grande futuro. Campeão da F4 Alemã em 2017 e quarto colocado nas duas últimas temporadas da Fórmula 3, o jovem, já como membro do programa de jovens da Red Bull, precisava somente somar os pontos da superlicença para garantir uma vaga quase certa para a Fórmula 1 em 2021.

Mas 2020 foi um desastre para Vips. A Red Bull optou por um caminho que julgava ser mais plausível para que o estoniano conquistasse os pontos da superlicença e o encaminhou para a Super Fórmula.

Só que as restrições de acesso ao Japão em razão da pandemia comprometeram toda a temporada de Jüri, que só disputou nove corridas na Fórmula Regional e substituiu Sean Gelael no cockpit da Dams em oito corridas na Fórmula 2 no ano passado.

JÜRI VIPS;
Jüri Vips viveu um 2020 terrível. Agora, tenta dar a volta por cima (Foto: Red Bull Content Pool)

Para piorar, Vips ainda viu Yuki Tsunoda, em teoria atrás na corrida por um lugar na F1, ultrapassá-lo e garantir a vaga como titular na AlphaTauri em 2021. Agora, o nórdico vai ter uma temporada inteira como piloto da forte equipe Hitech na F2 para ter a chance de dar a volta por cima. Talento, o estoniano já mostrou que tem de sobra.

Alexander Albon

Eis um ótimo nome para seguir ao longo da temporada 2021. Alexander Albon saiu de cena da Fórmula 1 em baixa e perdeu seu lugar na Red Bull para Sergio Pérez, mesmo tendo a seu favor uma paciência inédita por parte dos dirigentes taurinos. O fato é que o anglo-tailandês não correspondeu e fez muito pouco, chegando ao pódio apenas duas vezes, com o segundo melhor carro do grid.

O destino encontrado pela Red Bull para manter Albon de alguma forma em atividade foi o DTM, categoria que passa por um processo de reformulação e que a partir de 2021 vai correr com carros GT.

Albon jamais correu de turismo na sua carreira, de modo que tudo será novo para o piloto. Por um lado, é positivo se manter em atividade enquanto ainda sustenta as esperanças de um dia voltar à Red Bull ou à F1 como um todo. Entretanto, por outro, será muito difícil competir contra nomes mais experientes na modalidade.

Alexander Albon saiu de cena da F1 e vai acelerar no DTM nesta temporada (Foto: Red Bull)

O grande desafio de Albon será manter a motivação e fazer um campeonato decente. Caso siga sem vaga na F1, o piloto poderá trilhar outros caminhos tão bons quanto, como no WEC, que tem a tendência de crescer bastante com a regra dos hipercarros.

Contudo, uma má performance na classe baseada na Alemanha pode comprometer de vez sua trajetória nas pistas.

Oscar Piastri

O australiano de apenas 19 anos tem uma trajetória de enorme sucesso nas categorias de base. Campeão da Fórmula Renault em 2019, o piloto conquistou o forte campeonato da F3 pela Prema no ano passado, levando a melhor na disputa interna da equipe italiana contra Logan Sargeant e Frederik Vesti.

Em 2021, Oscar Piastri terá a missão de substituir ninguém menos que o campeão da Fórmula 2, Mick Schumacher, no cockpit da Prema na categoria de acesso à Fórmula 1. Apadrinhado por Mark Webber e membro da Academia da Renault, o jovem vai estrear pela melhor equipe do grid na última temporada.

OSCAR PIASTRI;
Oscar Piastri foi um dos melhores pilotos das categorias de base no ano passado (Foto: FIA Fórmula 3)

Piastri terá pela frente um grid dos mais fortes e com adversários com mais cancha na categoria. Mas o australiano tem no seu antecessor um exemplo de como construir, com paciência, uma trajetória que pode levá-lo ao sucesso e, por consequência, à Fórmula 1 num futuro próximo.

Kevin Magnussen

De todos os pilotos desta lista, o dinamarquês foi o primeiro a abrir sua participação na temporada 2021. Feliz da vida com a chance de voltar a ser competitivo, Kevin Magnussen deixou a Fórmula 1 e abraçou o novo ciclo da carreira no IMSA SportsCar como piloto da Ganassi, seguindo os passos do pai ao partir rumo ao endurance.

Nas suas primeiras impressões a bordo do Cadillac DPi da Ganassi, K-Mag não teve dúvidas: “É um carro mais fácil de pilotar”, fazendo menção ao que teve nas mãos nos seus últimos anos na Fórmula 1.

KEVIN MAGNUSSEN;
Kevin Magnussen brilhou na sua estreia no endurance nas 24h de Daytona (Foto: Ganassi)

A chance de triunfar nas 24h de Daytona, realizada no último domingo, lhe escapou por pouco, mas voltar ao topo do pódio, o que não acontece ao piloto de 28 anos desde a campanha do título da antiga World Series by Renault, em 2013, parece ser questão de tempo.

Motivadíssimo e ao lado de uma equipe vitoriosa, Magnussen tem tudo para ganhar corridas em 2021. E mostrar, pela enésima vez, que há muita vida fora da Fórmula 1. Vale a pena conferir sua trajetória ao longo deste ano.

Álex Palou

O catalão Álex Palou foi uma das gratas surpresas da temporada 2020 da Indy. Correndo pela Dale Coyne, em parceria com a Team Goh, o piloto fez o incomum caminho ao sair da Super Formula, onde foi muito bem e terminou na terceira posição em 2019, para buscar novos horizontes na carreira nos Estados Unidos.

Na Indy, mesmo correndo por uma equipe do meio para o fim do grid, Palou conseguiu um pódio em Road América e fez boas classificações. Foi bem além do esperado para um ano de estreia.

Álex foi recompensado ao fim da temporada com a grande chance da carreira até agora. O piloto de somente 23 anos foi contratado pela Ganassi para correr no carro #10, que era de Felix Rosenqvist, que deixou a equipe para assumir o lugar deixado por Oliver Askew na McLaren.

ÁLEX PALOU;
Álex Palou e a chance de quebrar a maldição do #10 da Ganassi (Foto: Ganassi)

Palou tem capacidade para fazer um grande trabalho na Ganassi, mas terá ao seu lado uma referência duríssima chamada Scott Dixon. Além disso, o catalão terá de lidar com o que é chamado de ‘maldição’ do carro #10, já que, desde Dario Franchitti, ninguém consegue andar ao mesmo nível do companheiro de equipe e dono do #9.

Felipe Drugovich

Depois de uma temporada mediana na Fórmula 3, Felipe Drugovich subiu um degrau e chegou à F2 dando a impressão de que era um passo dado antes da hora. O paranaense de Maringá queimou a língua de muitos e fez uma temporada gigante correndo por uma equipe mediana, mas que evoluiu bem em 2020, a holandesa MP Motorsport.

‘Drugo’ largou na primeira fila logo na sua primeira prova na categoria, no Red Bull Ring, e venceu no fim de semana de estreia na Fórmula 2. Alternou grandes momentos com outros mais difíceis, mas as três vitórias ao longo da temporada e a postura madura deixaram ótima impressão no paddock.

O trabalho duro rendeu ao piloto de apenas 20 anos a chance de dar um salto de qualidade no grid e assinar com a segunda melhor equipe da categoria, a UNI-Virtuosi, ocupando assim o lugar que era Callum Ilott, piloto britânico vice-campeão no ano passado e que deixou a F2.

FELIPE DRUGOVICH;
Felipe Drugovich fez um ano glorioso na F2 em 2020. Agora, parte para buscar mais (Foto: FIA Fórmula 2)

Pela nova equipe e com um ano de cancha, Drugovich tem totais condições de lutar pelo título. É bem verdade que o brasileiro terá grandes adversários pela frente, com Robert Shwartzman, da Prema, sendo o maior deles.

Mas Felipe desponta até como favorito à taça por tudo o que fez no ano passado e pela maturidade que mostrou nas pistas.

Além do título e dos pontos para a superlicença, Drugovich terá outra missão em 2021: chamar a atenção das equipes da Fórmula 1 para buscar uma vaga na temporada do ano que vem. Olho nele!

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