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Grandes corridas de Räikkönen

Kimi Räikkönen empatou com Rubens Barrichello como piloto com mais GPs na história da F1, recorde que será quebrado em Nürburgring. Das 322 corridas, separamos dez das mais especiais

Kimi Räikkönen, campeão mundial em 2007 (Foto: Ferrari)

Kimi Räikkönen está empatado com Rubens Barrichello em um recorde importante da Fórmula 1. Os dois possuem 322 largadas na categoria, com o finlandês pronto para se isolar como maior veterano da categoria no GP de Eifel, próximo do calendário.

Trata-se de uma carreira longeva e altamente vencedora. Mesmo sem os recordes de juventude de Vettel ou os números absolutos de Hamilton, Räikkönen virou figura marcante nas últimas duas décadas. Mesmo com alguns momentos de pouco brilho, o que ficou guardado na memória é uma série de grandes performances do Homem de Gelo, principalmente no começo dos anos 2000.

No embalo das celebrações do recorde de Räikkönen, o GRANDE PREMIUM presta homenagem: é hora de recordar dez grandes performances do finlandês, em dez momentos diferentes da carreira.

GP da Áustria de 2001

Quando se fala da temporada de estreia de Räikkönen, é o GP da Austrália que costuma receber atenção. Afinal, o finlandês começou a carreira na F1 já pontuando. Mas 2001 teve momentos talvez até mais especiais.

O GP da Áustria foi um bom exemplo. Räikkönen aproveitou abandonos alheios e subiu para quarto lugar, mostrando combatividade no pelotão intermediário da época. Ainda com 21 anos, o então piloto da Sauber já deixava claro que merecia uma chance em uma equipe maior.

Kimi Räikkönen venceu a primeira na F1 em 2003, na Malásia (Foto: Reprodução)

GP da Malásia de 2003

A chance em uma equipe maior veio já em 2002, através da McLaren, mas foi só em 2003 que Räikkönen floresceu de vez. Mesmo com um carro desatualizado contra rivais poderosos, Kimi já deixava claro que era um campeão do futuro. A primeira prova disso veio no GP da Malásia de 2003.

Räikkönen largou em sétimo, mas precisou de poucas voltas para ficar em segundo, atrás apenas de Alonso. O espanhol veio aos boxes mais cedo, deixando o finlandês na liderança. Voando baixo, Kimi assegurou que seguiria em vantagem após a parada. Acabou sendo uma vitória tranquila, de 39s de vantagem, para não deixar ninguém com dúvida do poderio.

GP da Bélgica de 2004

Räikkönen não foi campeão em 2003 e, de quebra, viveu 2004 tenebroso. A McLaren errou feio a mão no novo carro e a briga pelo título morreu ainda cedo. Dito isso, bastaria uma corrida um pouco mais confusa para surgir a chance de pelo menos vencer.

A corrida teve uma série de acidentes na largada, com Räikkönen subindo para quarto. Na relargada, uma ultrapassagem inesperada sobre o quase imbatível Schumacher. Incidentes envolvendo Alonso, Trulli e Montoya só facilitaram a jornada de Kimi rumo ao alto do pódio, apesar de que a grande festa do dia foi de Michael, agora heptacampeão.

A icônica ultrapassagem de Räikkönen sobre Fisichella em Suzuka (Foto: Reprodução)

GP do Japão de 2005

Um campeonato perdido não impediu Kimi de realizar uma das atuações mais marcantes da carreira. Semanas após perder o título para Alonso em Interlagos, o finlandês ainda precisava ajudar a McLaren a ser campeã de Construtores. Largar em 17° após uma classificação chuvosa não era o ideal.

Räikkönen abriu o domingo na ofensiva. Combinando uma estratégia acertada com ritmo intenso, o finlandês abriu a última volta colado em Fisichella. O que aconteceria em seguida entraria para a história: uma ultrapassagem épica na primeira curva, garantindo uma vitória que servia como prêmio de consolação em uma caça ao título fracassada.

GP da Austrália de 2007

Räikkönen cansou de se frustrar na McLaren e assinou com a Ferrari para 2007. Era a chance de assumir o vácuo deixado por Michael Schumacher em Maranello, e a primeira chance disso seria no GP da Austrália.

Räikkönen aproveitou a chance da melhor forma possível. A pole foi convincente, com 0s5 de vantagem sobre Alonso. Na corrida, Kimi teve trabalho até calmo: uma atuação dominante permitiu vitória logo na primeira corrida pela Ferrari. Não dava para imaginar ainda, mas era o primeiro passo rumo ao título mundial.

GP da Bélgica de 2009

A Ferrari de 2009 pouco lembrava a de 2007. Räikkönen era um campeão mundial já com sinais de decadência, o que ficou muito mais acentuado quando a Ferrari errou a mão na F60. O carro tinha poucas virtudes e o desenvolvimento era arrastado. De quebra, Kimi virou o único piloto realmente competitivo após o acidente de Massa na Hungria.

A grande chance do ano veio em um GP da Bélgica atípico desde o começo. Fisichella fez a pole-position pela Force India e virou candidato à vitória. Só que Räikkönen largou em segundo e, com o benefício do KERS, fez ultrapassagem fácil nas voltas iniciais. Kimi não conseguia abrir, mas Giancarlo não tinha como dar o troco. A prova seguiu inalterada na dianteira, com o campeão carregando nas costas um carro altamente limitado.

Kimi Räikkönen tirou a vitória de Giancarlo Fisichella, que não se importou muito (Foto: Ferrari)

GP da Abu Dhabi de 2012

A volta de Räikkönen ao grid após dois anos de ausência se deu com uma temporada muito empolgante pela Lotus. Kimi empilhava pódios com um carro que não parecia tão promissor, mas sofria para conseguir o prêmio maior: a ida ao alto do pódio. O ano se aproximava do fim e, com briga pelo título apenas entre Alonso e Vettel, parecia difícil.

Só que os ventos mudaram de direção em Abu Dhabi. Vettel foi forçado a largar em último por infração na classificação e Alonso fez volta pior que a de Räikkönen. Na corrida, o pole Hamilton quebrou. Kimi virou líder, manteve distância necessária para Fernando e, em meios aos ‘just leave me alone’ transmitidos via rádio. A vitória veio, encerrando longa espera.

GP da Austrália de 2013

Depois de um 2012 tão bom, existia grande expectativa sobre onde Räikkönen poderia chegar em 2013. Uma briga pelo título seria difícil, mas não impossível. Vettel era favorito com a Red Bull, mas a Lotus tinha uma carta na manga: o carro era muito bom para administrar desgaste de pneus, fator fundamental na época.

O baixo desgaste foi crucial para Räikkönen. O finlandês pôde apostar em uma parada a menos que Vettel, que tinha o carro dominante no fim de semana. Mesmo precisando de cuidado com a borracha, o ritmo intenso garantiu vitória. De quebra, o sonho passageiro de uma luta por título.

GP de Mônaco de 2017

O jejum de vitórias de Räikkönen entre 2013 e 2018 é considerado um período plenamente ruim na carreira, mas não é necessariamente assim. Mesmo sem a regularidade necessária para brigar pelas primeiras posições, o finlandês teve brilharecos. Bom exemplo disso foi em Mônaco em 2017.

Räikkönen fez uma pole inesperada, a primeira desde 2008, e liderou ao fim da primeira volta. Vettel vinha atrás e tinha ritmo forte, mas Kimi ainda aparentava ter ritmo forte. Foi aí que a Ferrari entrou em ação: contrariando o senso comum, Seb foi chamado aos boxes primeiro, na altura da volta 33. Foi como uma ordem de equipe camuflada: o alemão voou com pneus novos e passou o companheiro, que parou logo depois. Kimi seguiu com ritmo forte, acompanhando Seb e mostrando que ainda tinha o necessário para vencer na F1.

A provável última vitória de Räikkönen veio nos EUA em 2018 (Foto: Ferrari)

GP dos Estados Unidos de 2018

A provável última vitória de Räikkönen na F1 veio em uma verdadeira luta de titãs em Austin. O finlandês partiu em segundo, mas ultrapassou Hamilton ainda nos primeiros metros de corrida. Era um feito incrível para um piloto que se acostumou a largar mal em anos recentes, e ainda não seria suficiente. A Mercedes fez duas paradas com Lewis, enquanto a Ferrari decidiu por apenas uma.

Hamilton voou com pneus menos desgastados e pareceu encaminhar a vitória em determinado momento. A situação só passou a favorecer Räikkönen quando Lewis fez a segunda parada e voltou atrás de Verstappen. O holandês fez jogo duro para segurar o segundo lugar, o que deixou Kimi mais confortável. Era a garantia de vitória e do fim de um jejum de mais de cinco anos.

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