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10+

Guerreiros do fim do grid

A história do esporte é feita de vencedores, mas também de grandes lutadores. O 10+ de hoje relembra alguns nomes que tiveram de roer o osso por anos na Fórmula 1

É fácil ligar a história da Fórmula 1 a figuras como Michael Schumacher, Ayrton Senna, Alain Prost, Lewis Hamilton ou Juan Manuel Fangio. Mas a categoria, em suas décadas de existência, foi formada por gente que atingiu bem menos resultados expressivos, muitas vezes por falta de oportunidades ou mesmo de talento.

O 10+ de hoje vai relembrar algumas das figuras que marcaram seus nomes na F1 de formas bem diferentes que Senna, Schumacher ou Hamilton. Foram caras que roeram o osso e que passaram anos passando aperto e lutando muito por cada posição no fundo do pelotão.

A lista concentra nomes especialmente dos anos 1980 e 1990, tempos em que a F1 tinha mais equipes pequenas e que alguns pilotos se revezavam entre elas. Os italianos se destacam aí, mas colocamos apenas três deles para haver maior variedade de países representados.

(Christijan Albers (Foto: Reprodução/Twitter))

Pierluigi Martini

 

O nome de Pierluigi Martini é praticamente sinônimo oficial de leão do fundo do pelotão. O italiano virou uma figura folclórica durante a década em que esteve na Fórmula 1, especialmente por conta de sua passagem pela charmosíssima Minardi. Martini foi, por anos, a cara da Minardi e, por mais que tenha conseguido um ou outro pontinho, também sofreu bastante, chegando a zerar em quatro temporadas.
(Pierluigi Martini (Foto: Reprodução/Twitter))

Roberto Guerrero

 

Dois anos, um top-10, seis vezes sem nem conseguir classificar, 13 abandonos e zero ponto. Com as cores das gloriosas Ensign e Theodore, Roberto Guerrero foi mais um piloto que passou por poucas e boas na F1. O colombiano até teve uma passagem melhor pela Indy e, hoje, seu nome é bem mais ligado ao campeonato norte-americano, mas os anos no topo do automobilismo mundial foram duríssimos. 
(Roberto Guerrero (Foto: Reprodução/Twitter))

Marc Surer

 

Se Martini era a cara da Minardi, a Arrows dos anos 80 tinha uma figurinha carimbada: Marc Surer. O suíço, que esteve na F1 entre 1980 e 1986, não era dos piores, inclusive foi campeão da F2 em 1979 e tinha uma taxa de corridas completadas até alta para a época, mas simplesmente não tinha material para sair do fundo do pelotão. Foram 17 pontinhos na carreira, um a menos que Martini, com duas temporadas saindo zerado. 
(Marc Surer (Foto: Reprodução/Twitter))

Manfred Winkelhock

Aqui o buraco é mais embaixo. Winkelhock era braço duro e, em quatro anos, teve bem mais abandonos do que corridas completadas. O alemão somou dois pontos no Brasil em 1982 com a ATS e nada mais. Duas décadas depois, Manfred, que morreu em um acidente em 1985, voltou a ser lembrado, quando seu filho Markus disputou o GP da Europa de 2007 pela Spyker e, do nada, liderou a corrida em meio a estratégias confusas por safety-car e chuva. Foi engolido e abandonou mais tarde.
(Manfred Winkelhock (Foto: Reprodução/Twitter))

Piercarlo Ghinzani

 

Osella. Basta falar a palavrinha mágica que o fã de Fórmula 1 dos anos 80 já tem calafrios – ou boas lembranças, vai saber, tem gosto para tudo. E Piercarlo Ghinzani foi um dos grandes personagens da história da Osella, uma das piores equipes que a categoria já viu. Passando ainda por Zakspeed, Toleman e Ligier, o italiano somou incríveis dois pontos em oito temporadas. Uma verdadeira lenda do fim do grid.
(Piercarlo Ghinzani (Foto: Reprodução/Twitter))

Roberto Pupo Moreno

 

Poucos pilotos enfrentaram tantos carros complicados e diferentes quanto Roberto Pupo Moreno. Muito técnico, o brasileiro era um bravo guerreiro do fim do pelotão, sendo lembrado, por exemplo, pelo calvário que enfrentava com a tenebrosa Andrea Moda, em 1992. O único carro bom de Pupo foi a Benetton, mas o brasileiro acabou sendo trocado por ninguém menos que Michael Schumacher.
(Roberto Pupo Moreno (Foto: Reprodução/Twitter))

Gabriele Tarquini

 

Tarquini foi e é até hoje um piloto muito competente no turismo, mas sua passagem pela F1 foi qualquer nota – baixa. Em cinco temporadas completas, o italiano fez um mísero pontinho, no GP do México de 1989 pela AGS. Em seu currículo de luta na categoria, destaque para passagens pela Osella e pela Coloni. Mais um italiano no nosso 10+.
(Gabriele Tarquini (Foto: Reprodução/Twitter))

Bertrand Gachot

 

Nascido em Luxemburgo e com nacionalidade belga e francesa, Gachot foi um dos pilotos que mais vezes foram gongados ainda na classificação e sequer largaram. Pela Onyx, só se classificou para cinco corridas em 1989, mas ficou ainda pior em 1990, na Coloni, que não conseguiu nem largar em prova alguma. Na Pacific, em 94, drama parecido: 11 eliminações em 16 provas. Fez cinco pontos na F1, quatro pela Jordan.
(Bertrand Gachot (Foto: Reprodução/Twitter))

Yannick Dalmas

 

Aqui temos mais um bravo guerreiro das classificações, mais até que do fundo do grid. O francês é outro que sofria e sofria para conseguir um lugarzinho no grid. Larrousse e AGS tiveram Dalmas em seus quadros e, no total, zero ponto foi conquistado pelo piloto. Sim, zero.
(Yannick Dalmas (Foto: Reprodução/Twitter))

Christijan Albers

 

A F1 mudou muito com o passar dos anos e a troca de pilotos nas equipes sem grana virou ainda mais frenética. Os pagantes passaram a dominar o fundo do grid, mas não duravam mais que dois anos. Albers fez três temporadas, mas entra aqui também porque era bom piloto, mas que pegou muita carroça. O holandês esteve na Midland, na Spyker e, claro, na Minardi onde buscou o quinto lugar no GP dos EUA dos seis carros.
(Christijan Albers (Foto: Reprodução/Twitter))

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