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Uma escolha nada difícil

Aos 41 anos, Valentino Rossi se vê diante de uma importante decisão: dar a carreira por encerrada em uma temporada para lá de atípica ou mudar para a SIC e começar uma nova empreitada na MotoGP

Valentino Rossi vive um ano decisivo. Aos 41 anos, o #46 fará a última temporada no time de fábrica da Yamaha, mas ainda precisa decidir se é hora ou não de pendurar o capacete e dar outro rumo para a vida.

Inicialmente, o italiano queria usar as primeiras provas da temporada para avaliar sua competitividade e, então, definir o próximo passo. A pandemia do novo coronavírus, entretanto, jogou o planejamento de Valentino ladeira abaixo e ele já admitiu que terá mesmo de se definir no escuro.

Enquanto a MotoGP tenta planejar o futuro em alinhamento com as decisões de variados governos em relação ao combate à pandemia, Rossi tem nas mãos a experiência de 2019, a performance da pré-temporada e sua própria ‘intuição’. Não é bem o tipo de informação que ele esperava ter, mas são dados o suficiente para basear uma escolha que não é assim tão difícil.

Sendo assim, o GRANDE PREMIUM listou dez razões que mostram que a optar pela SIC e seguir na MotoGP é uma boa opção.

Valentino Rossi completou 41 anos em fevereiro (Valentino Rossi (Foto: Yamaha))

SIC já provou que é uma boa equipe

Apesar de ter debutado na MotoGP apenas no ano passado, a SIC já contava com estruturas em Moto3 e Moto2. E não deixou a desejar na primeira temporada na MotoGP: foram sete pódios e seis poles em 2019, todas com Fabio Quartararo. 

Além disso, para 2020, Razlan Razali se afastou do posto de CEO do circuito de Sepang para focar totalmente na equipe. 
 

É a casa de um velho conhecido

Outro ponto que pode contar na decisão de Rossi é a presença de Wilco Zeelenberg na SIC. Afinal, o chefe do time trabalhou muitos anos na equipe de fábrica da Yamaha, ainda que estivesse envolvido apenas com as equipes de Jorge Lorenzo e, depois, Maverick Viñales.
 

Apoio integral da Yamaha

É compreensível que a Yamaha tenha decidido pensar no futuro e assegurar a permanência de Fabio Quartararo. No entanto, a fábrica dos três diapasões tratou de dar um jeito de garantir a felicidade de Rossi: oferecendo uma moto do ano e apoio total da fábrica.

Se ainda sonha com o décimo título no Mundial de Motovelocidade, Valentino precisa contar com o melhor material disponível. E isso, a Yamaha garantiu.
 

YZR-M1 em boa forma

É bem verdade que a Yamaha não tem sido lá um primor de competitividade nos últimos anos, mas a performance na pré-temporada foi bastante animadora, especialmente com Viñales e Quartararo. 

Nos testes de Malásia e Catar, os pilotos andaram todos bastante próximos, mais um indício de que Rossi precisa dar um passinho em sua performance para brigar rotineiramente pelo top-3 mais uma vez.
 

Um bom patrocinador

É fato notório que a economia mundial vai sofrer um forte impacto da pandemia do coronavírus. O próprio Rossi já mencionou que o futuro da MotoGP está em jogo neste momento. Sendo assim, importante que a equipe conte com um patrocinador-máster grande e capaz de oferecer o suporte necessário ao trabalho ao longo do ano.

Valentino Rossi vai deixar o time de fábrica da Yamaha no fim de 2020 (Valentino Rossi (Foto: Yamaha))

O mentor e o pupilo

Outro ponto que conta a favor de uma mudança para a SIC é Franco Morbidelli. Valentino sempre foi um estudioso dos números e da história da MotoGP e, certamente, seria curioso ver o multicampeão dividindo a equipe com uma dos integrantes da Academia de Pilotos VR46.

Se ainda não dá para sonhar em ver Rossi compartilhando o grid com o irmão Luca Marini, pelo menos tem a chance de ver o #46 dividindo os boxes com um futuro que ele mesmo ajudou a preparar.
 

Não é o melhor momento para dar adeus

Não que Valentino precise de uma turnê de despedida eterna como a do Kiss, mas, pela carreira que fez, o italiano merece a chance de sair com um campeonato inteiro. Se não por ele, pelos muitos fãs que acumulou ao redor do mundo. É justo dar à torcida a chance de um adeus de verdade ao piloto que ajudou a popularizar a MotoGP. 
 

A motivação ainda existe

Rossi é um apaixonado pelas motos, então é difícil imaginar que, mesmo aposentado, ele se afaste da prática em seu Rancho Motor. Mas quem, em sã consciência, seguiria treinando como um atleta de alto nível para depois ficar jogado no sofá?

Valentino segue treinando, se preparando e empenhado em melhorar. Ou seja…
 

… a gente sabe que ele quer ficar

Faz total sentido que Rossi só queira seguir se puder ser competitivo. Mas ele também sabe que, em todas as vezes em que pareceu acabado, ele deu um jeitinho de voltar ao topo. Por que seria diferente agora? 

O filho de Graziano Rossi e Stefania Palma já admitiu que quer continuar. Então seja feita a vossa vontade.
 

A voz do povo

Ainda que nem todo mundo tenha sido seduzido pelo talento e o carisma de Rossi, boa parte dos fãs da MotoGP foram atraídos pelo #46. E a torcida ainda não está pronta para abrir mão dele. E, se o povo está com ele, quem estará contra?
 

E tem o amor, né…
 

Rossi segue amando a MotoGP. Isso é fato notório. E é sempre muito difícil deixar para trás aquilo que se ama de verdade.

Se, mesmo aos 41 anos, Valentino se sente competitivo, tem o material necessário e a vontade de seguir fazendo os mesmos sacrifícios que sempre fez ― como é normal de todos os atletas ―, não há motivo para pendurar o capacete

Valentino Rossi ainda persegue o sonho do 10º título (Valentino Rossi (Foto: Yamaha))

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