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O que dita a Stock Car 2020

Passou voando: um terço da temporada 2020 da Stock Car ja se foi, e o GRANDE PREMIUM raz as principais histórias até aqui

Cesar Ramos (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Foram meses de paralisação, mas a Stock Car voltou em julho e, quase dois meses depois, já disputou um terço da temporada 2020: quatro de 12 etapas.

Até o momento, muitas dúvidas são geradas pela volta do conceito multimarcas, diversos favoritos têm dificuldades, algumas zebras começam a surgir e ninguém consegue descolar no topo.

Ou seja: a temporada está animada! E, por isso, o GRANDE PREMIUM traz abaixo os 10 principais tópicos que ditam o campeonato até o momento.

Daniel Serra (Foto: Duda Bairros/Vicar)

O campeão pena

Ele é possivelmente o melhor piloto brasileiro em atividade no mundo na atualidade – ou ao menos entra na discussão -, mas Daniel Serra tem sofrido no começo de temporada da Stock Car.

Atual tricampeão, no momento ele aparece apenas em 12° na classificação, com 58 pontos, quase metade dos 105 do líder Rubens Barrichello. Seu melhor resultado foi o quarto na estreia, na corrida 1 de Goiânia, mas ele não passou do 10° posto em Londrina, por exemplo, e sequer largou una Corrida do Milhão por problema no câmbio.

“Um ano difícil”, já resumiu o piloto, que não consegue esconder sua frustração no momento: “Foi um bom resultado (Londrina) mas, por mais que a corrida de recuperação seja legal, eu prefiro ganhar”. Não descarte Serra, porém: afinal, ele mesmo pode descartar três resultados ruins antes da final e voltar à briga.

O truque de sempre

Já o citado Barrichello lidera o campeonato e tem usado um truque que não é segredo para ninguém – e, mesmo assim, segue funcionando bem. O experiente piloto e a Full Time sabem que o carro #111 não tem conseguido brigar pela corrida 1, então apostam tudo na 2 – e, assim, venceu em Goiânia e foi segundo em Londrina.

“Mas e quando a etapa é de prova única?”, podem questionar. Na Stock Car, pontuar bem um pouco acima do pelotão intermediário já ajuda, e Barrichello foi sétimo e quarto nas corridas em Interlagos. Ou seja: não deixou nenhum rival abrir vantagem. É o suficiente.

Bruno Baptista, de Corolla, e Tuca Antoniazi, de Cruze (Foto: Duda BAirros/Vicar)

Toyota x Chevrolet

Se a categoria virou multimarcas, é claro que a discussão sobre qual está melhor vai rondar toda a temporada. E, após quatro etapas, o domínio é completo da Toyota .

Em praticamente todas as estatísticas, os Corolla levam vantagem sobre os Cruze. Será que vai ser assim até o fim?

Recuperações

Ao menos dois pilotos têm mostrado resultados muito acima dos que entregaram em temporadas recentes – e eles são companheiros: Nelsinho Piquet e Rafael Suzuki.

Ambos já venceram, seus primeiros triunfos na categoria, tem ido bem em classificações e andado, no mínimo, entre os 10 primeiros, constantemente. No momento, Piquet é o quinto na classificação, enquanto Suzuki é o oitavo – separados por apenas 11 pontos.

Outros também tem surpreendido: Cesar Ramos chegou a liderar o campeonato após a corrida 1 de Londrina e conquistou duas poles em Interlagos – ele, que chegou à Ipiranga este ano; e Denis Navarro colocou a Cavaleiro em raro pódio, e logo na Corrida do Milhão.

Ricardo Zonta (Foto: Luís França/Vicar)

O lastro

A Stock Car passou a ter lastro para os líderes em 2020: onde ficaria o banco do carona, vai um peso extra para os cinco primeiros da classificação no início de cada etapa.

Encontrar o acerto para os carros mais pesados tem sido uma dificuldade para todos. Ricardo Zonta e a RCM, por exemplo, não acharam o ponto certo em Londrina, e o então líder teve resultados abaixo com o peso. Tal situação pode ser definidora ao final do ano.

Hora de virar o jogo

Em seis corridas, só uma dentro da zona de pontuação, apenas 9 conquistados, e o companheiro já foi ao pódio. A vida de Marcos Gomes, um dos mais talentosos pilotos do grid, começou difícil na Cavaleiro.

Não é culpa dele, o azar tem rondado o carro #80. Mas mesmo com os descartes por vir, os resultados de Gomes precisam melhorar urgentemente para que ele possa sonhar com algo maior na temporada.

Marcos Gomes (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Estrategista

Ser campeão na Stock Car é, também, um ato de maestria: ao menos dentro do pensamento estratégico, já que pontuar bem em uma rodada dupla, muitas vezes, é melhor que simplesmente vencer.

Quem começou bem nessa tática é Ricardo Maurício, único piloto entre os seis primeiros na tabela que tem em mãos um Cruze – e o único a vencer com o carro no ano. O próprio já declarou que não pegou a mão do carro perfeitamente por enquanto, então tem se virado na base de estratégias ousadas.

Descartes

Eles já foram citados neste texto, mas merecem uma passagem rápida pro si só. Afinal, a possibilidade de eliminar três resultados ruins antes da final da temporada torna impossível prever quem estará na briga pelo título, tal como eliminar algum piloto antes da decisão. É um método interessante e emocionante – só um pouquinho confuso…

Grid da Stock Car em Londrina (Foto: Duda Bairros/Vicar)

Imprevisibilidade

As casas de apostas devem ter pago bem a quem colocou Navarro no pódio do Milhão após um começo de temporada morno do piloto; Ramos com mais pontos que Thiago Camilo, companheiro de equipe, também é algo inesperado; Suzuki venceu, tal como Piquet; Gabriel Casagrande foi o principal pontuador em Londrina após etapas com poucas conquistas. A Stock Car segue entregando seu principal atrativo: (quase) tudo pode acontecer.

Rivalidades

O ano tem sido de brigas boas nas pistas. Todas as etapas tiveram alguns duelos com contato, toques, e poucos com exageros passíveis de punição. Duelos por espaço e por pontos que trazem emoção. Seguindo assim, é difícil dizer que as corridas estão fracas, algo que muitos comentam da Stock Car sem acompanhar, de fato, as etapas.

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