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Análise

Hamilton e o paradoxo do recorde

Quanto mais próximo do recorde de vitórias de Michael Schumacher, mais percalços aparecem para Lewis Hamilton superar

Lewis Hamilton ficou em segundo na classificação para o GP de Eifel (Foto: Twitter / Mercedes)

Não é sempre que acontece, mas que ele existe, ah, ele existe. Trata-se de uma teoria nunca escrita, mas que podemos sentir no ar. O nome dela? Paradoxo do Recorde. E esse é o maior inimigo de Lewis Hamilton neste instante, voltando a assombrar o inglês neste sábado (10), na classificação para o GP de Eifel, em Nürburgring.

Explico: a teoria do Paradoxo do Recorde prega que, quando mais próximo um esportista está de um recorde, mais longe ele ficará.

Não entendeu? Bom, a trajetória de Lewis Hamilton na temporada 2020 da Fórmula 1 explica isso. O inglês vinha dominando o campeonato com certa facilidade, caminhando a passos largos para igualar o recorde de vitórias de Michael Schumacher, com 91. Quer dizer, ele ainda está muito próximo do recorde. Só falta uma. Porém, parece que chegar lá ficou um pouco mais complicado.

Nos últimos quatro GPs, que teriam tudo para serem quatro vitórias de Hamilton, foram, na verdade, “apenas” dois P1 para o hexacampeão. Não só isso: as adversidades que poderiam surgir, sim, surgiram, mostrando que o Paradoxo do Recorde também flerta com a Lei de Murphy.

Até penalização por treinar largada fora do ponto correto o piloto levou.

Hamilton busca o recorde de vitórias na Alemanha
Hamilton largará em segundo, o que não é ruim, mas para quem estava dominando as poles… (Foto: Twitter / Mercedes)

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Nisso, o recorde que todo mundo imaginava que aconteceria na casa da Ferrari não veio. Agora, a aposta é que aconteça na Alemanha, terra de Schumacher, em um circuito que viu grandes exibições do heptacampeão. Só que aí, hoje…

Hamilton, rei das poles, se viu superado pelo companheiro Valtteri Bottas em um pouco mais de 0.2s. Mais do que isso: Max Verstappen, da Red Bull, também andou muito bem neste sábado – por mais que ele tenha ficado em terceiro, atrás do inglês, os tempos são muito próximos (1:25.525 contra 1:25.562).

Resta saber, agora, como será o desempenho e a sorte de Lewis neste domingo. Afinal, largar em segundo ainda é uma ótima posição e o piloto tem tudo para vencer. Agora, será que ele seguirá em uma disputa acirrada contra Verstappen e Bottas? O azar novamente flertará com o inglês? Ou tudo, finalmente, dará certo?

É claro que Lewis Hamilton igualará e superará as 91 vitórias de Schumacher. Questão de tempo. Não é largar em segundo lugar em Eifel que mudará isso. Só está demorando um pouco mais.

Tudo para nos mostrar que, às vezes, podemos estar tão perto e tão longe de uma coisa, tudo ao mesmo tempo. Mais um dos paradoxos da vida.

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