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Análise

No milésimo GP da Ferrari, quem ganhou o presente foi a F1

O GP da Toscana foi criado para comemorar as mil corridas da famosa Scuderia, mas acabou sendo um presente de grego para a Ferrari

O GP da Toscana foi bastante acidentado (Foto: Twitter / @F1)

Fórmula 1 e Ferrari são uma simbiose quase que perfeita. Um poderia viver sem o outro? É possível. Porém, são melhores juntos. Por isso, ainda que pese as circunstâncias desse 2020 fora de qualquer padrão, ter uma corrida comemorativa do milésimo GP da Ferrari justamente em Mugello foi marcante. Porém, na prova que aconteceu neste domingo, 13, não foram os italianos que acabaram felizes com o presente.

A pista toscana, usada no Mundial de Motovelocidade e em testes particulares da F1, se mostrou desafiadora – recebendo rasgados elogios de Lewis Hamilton. Talvez por justamente não se encaixar não higiênicos preceitos atuais da maior categoria do automobilismo mundial, ela acrescentou um tempero muito bem-vindo.

Tudo isso ajudado, claro, por mudanças no regulamento e uma nova política de segurança da FIA, que, combinadas com o improvável, nos proporcionaram três largadas paradas.

Hamilton no GP da Toscana
Hamilton suou, mas venceu pela 90ª vez na carreira – dessa vez, na casa da Ferrari (Foto: Twitter / Mercedes)

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Mercedes dominante

Bom, lá na frente nada disso influenciou o domínio da Mercedes. São indiscutivelmente os melhores carros, que se deram muito bem em Mugello. O imponderável que circundou a pista ferrarista poderia ter ampliado a disputa entre Lewis Hamilton e Valtteri Bottas, mas a verdade é que o inglês não só sabe cuidar melhor dos pneus, como também sabe fazer a diferença na hora h.

Falando em Bottas, o finlandês deu a sua contribuição para a agitação toscana: segurar a relargada quando liderava, combinando eu seu zigue-zague fora de hora, causou toda a confusão no fim do pelotão. Não ter sido punido demonstra que os comissários acreditam que a atitude foi totalmente regular, mas talvez fosse a hora de repensar isso.

Com essa soma de fatores, o GP da Toscana teve muita disputa em pista, ultrapassagens, toques e muito mais. Foi um presente para a Fórmula 1 e para os espectadores.

Vettel no GP da Toscana no milésimo GP da Ferrari
Vettel passou boa parte da corrida sozinho ou disputando posição contra Alfa Romeo, Williams e Haas (Foto: Twitter / Ferrari)

Ferrari: milésimo GP para equecer

Quem acabou com o mico, mesmo, foi a dona da casa e “aniversariante”. Charles Leclerc até que largou em quinto e, nas idas e vindas da prova, chegou a estar em terceiro – para, logo em seguida, ser ultrapassado por quase todo mundo. Vettel, então, mal fez figuração.

Por isso, os pilotos da Ferrari se viam disputando posição (e sendo ultrapassados) até por outros carros que usam os motores italianos.

No final, Leclerc acabou em oitavo e Vettel em 10º. Em um GP que teve apenas 12 carros cruzando a linha de chegada. Seria vexame em qualquer momento, mas é ainda mais duro no milésimo GP da Ferrari. O renascimento não veio.

Apesar disso tudo, obrigado, Ferrari. Até nos seus momentos ruins você nos faz, de alguma forma, sorrir – mesmo que seja emprestando o seu salão para os outros fazerem a festa.

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