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Análise

Alberto Puig

Chefe da Honda, Alberto Puig vê a vitória como obrigação na temporada 2020 da MotoGP. Mas não espera uma nova dinâmica nos boxes com Marc e Álex Márquez dividindo as atenções

A temporada 2020 da MotoGP começa no próximo dia 8, com o GP do Catar. Ostentando a tríplice coroa de 2019, a Honda tem neste ano um campeonato especial, afinal, será a primeira chance de Marc Márquez igualar a marca de Valentino Rossi com sete títulos na classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

Além da marca ímpar, a Honda vem também com uma equipe repaginada, já que Álex Márquez assumiu o lugar deixado vago por Jorge Lorenzo no ano passado. Assim, o campeão vigente da Moto2 vai dividir as atenções com o irmão mais velho na garagem do time da asa dourada.

A julgar pela pré-temporada, a Honda não começa o ano sossegada. Marc segue se recuperando de uma cirurgia no ombro direito e a RC213V sofreu na pré-temporada, especialmente no Catar. Foi só no último dia de testes que o #93 afirmou que a montadora nipônica encontrou o caminho.

Às vésperas do início do campeonato, Alberto Puig, chefe da Honda, conversou com o GRANDE PREMIUM e falou das expectativas para a temporada 2020 da MotoGP. 

Álex e Marc Márquez formam a dupla da Honda para 2020 (Álex e Marc Márquez (Foto: Repsol))

GRANDE PREMIUM: 2019 foi um grande ano para a Honda. Qual a sua expectativa para esta nova temporada?

ALBERTO PUIG: A expectativa é sempre a mesma. Nós temos o melhor piloto e não podemos começar o campeonato sem pensar que a nossa prioridade é vencer. Nossa meta e obrigação é tentar vencer.

GP*: Parece que Marc apresenta uma versão atualizada de si mesmo a cada temporada, porque ele está sempre melhorando e ficando mais forte. Depois de seis títulos na MotoGP, você acha que ele ainda tem margem para melhorar?

AP: Acho que ele ainda tem margem para melhorar. Mas, também, ele passou por uma cirurgia e, no início, estava menos agressivo do que no ano passado, mas, no fim das contas, é parecido. Quando ele se sentir de volta à plena forma, ele terá margem para melhorar. Não só a margem, mas também a vontade. Esse é o ponto chave. Marc tem o desejo de melhorar.

 

Marc Márquez tem um encontro com a história em 2020 (Marc Márquez (Foto: Repsol))

GP*: Você espera uma nova dinâmica no time com dois irmãos na garagem?

AP: De forma nenhuma. São dois pilotos e a única diferença é o sobrenome. Mas não vai mudar o dia a dia.

GP*: Essa será a primeira temporada do Álex na MotoGP. O que você espera dele? Tem alguma meta que você gostaria que ele atingisse?

AP: Eu espero que ele sofra e aprenda. Em termos de resultados, não é fácil ficar no top-10 nesta categoria, mas estamos pedindo dele não perfeição, mas foco no progresso.
 

Honda sofreu na pré-temporada no Catar (Álex Márquez (Foto: Repsol))

GP*: Nos últimos três anos, a Ducati foi a principal rival da Honda. O que você espera dos seus rivais em 2020?

AP: A minha opinião nessa questão é diferente. Nosso rival, não só neste ano, mas também nos últimos três anos, é a Yamaha. Baseado nos resultados que a Yamaha teve na história das corridas, baseado no time, em muitas coisas. A Ducati fez uma moto rápida que, pontualmente, faz coisas boas, mas o competidor real será a Yamaha. 

GP*: No ano passado, a Honda deu um grande passo em termos de velocidade. Qual foi o foco principal com a moto deste ano?

AP: Nosso foco é sempre tentar melhorar a moto no geral. Essa é a nossa meta. Nós podemos melhorar velocidade, aceleração, mas ainda não sabemos exatamente qual o desfecho disso para este 2020.

Marc Márquez é sempre um candidato ao título na MotoGP (Marc Márquez (Foto: Honda))
GUIA DA MOTOGP 2020
 

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