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Análise

Bottas na pole é 2º episódio de série com final feliz para Hamilton

Finlandês sai na frente no GP dos 70 Anos, mas ainda não rouba do inglês o papel de herói, mocinho e quase campeão da temporada 2020 de Fórmula 1. Hülkenberg, em terceiro, merece cumprimentos e liga alerta em Stroll

Valtteri Bottas, Mercedes, GP dos 70 Anos,
(Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

Como na segunda temporada de uma série, tão em moda nos serviços de streaming, os atores e cenários são os mesmos. O desfecho, no entanto, pode ser diferente. Valtteri Bottas contrariou o enredo visto na semana passada e neste sábado (8) cravou a pole-position para o GP dos 70 Anos, em Silverstone, na Inglaterra, mesmo palco da última corrida. Lewis Hamilton, ainda o personagem principal, ficou com a segunda colocação com a outra Mercedes. O papel de grande coadjuvante ficou com Nico Hülkenberg, de volta à Fórmula 1, e que marcou o terceiro tempo com a Racing Point. 

A largada para a quinta corrida da temporada atípica por conta da pandemia do novo coronavírus acontecerá neste domingo, às 10h10 (de Brasília). O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo ao vivo e em tempo real.

Bottas não é exatamente um vilão dessa série, mas vibrou demais ao ouvir a confirmação das sua 13ª pole na carreira. Apesar da vice-liderança no campeonato, o finlandês vive exatamente desses brilhos em um episódio e outro. Na semana passada, ele já havia ficado perto do inglês e agora tomou a vantagem por 0s063. Com o resultado de Hülkenberg ainda, as três primeira posições então são formadas por motores Mercedes — Lance Stroll, também da Racing Point, ficou na sexta posição. 

O que contribui, em muito, para classificatórios diferentes no mesmo lugar foi a disponibilidade de pneus ofertada pela Pirelli. Apesar dos sucessivos estouros de borracha na exigente pista de Northamptonshire, a fabricante decidiu entregar às equipes  conjuntos mais macios em relação à semana passada. Ou seja, os apoios nas velozes curvas Maggots, Becketts e Chapel deverão ficar ainda mais prejudicados, forçando os carros a trabalharem com a estratégia de duas paradas pelo menos.

Lewis Hamilton, Mercedes, GP dos 70 Anos,
Lewis Hamilton demonstrou preocupação com estratégias de pneus das outras equipes (Foto: Reprodução/Twitter/@MercedesAMGF1)

“Valtteri [Bottas] fez um grande trabalho mas, para mim, não foi uma última volta perfeita. Não acredito que muitos times vão fazer uma corrida de uma parada amanhã, então vamos esperar e ver como as coisas saem”, resumiu Hamilton, já preocupado com outras ameaças que possam vir além do seu companheiro de garagem.

A preocupação faz sentido por que na contramão desse enredo todo, está a sempre inventiva Red Bull. Como claramente não tem carro para brigar com as Mercedes, sejam elas pretas/pratas ou rosas, o time tenta fazer alguma coisa fora do comum. Max Verstappen, em quarto na classificação, passou para o Q3 com os pneus médios, enquanto os principais rivais vão de macios. Aí pode estar uma grande surpresa para a corrida, já que uma estratégia diferente parece pintar por aí. Nos treinos livres, inclusive, em ritmo de corrida, o holandês foi quem mais se aproximou de Bottas e Hamilton.

Nico Hülkenberg, Racing Point, GP dos 70 Anos,
Hülkenberg, de volta à F1 no lugar de Pérez, fez bonito e ficou com o terceiro tempo (Foto: Reprodução/Twitter/@RacingPointF1)

Outro destaque do classificatório, Hülkenberg fez cara de que estava tudo normal na entrevista – aliás, o piloto que substituiu Sergio Pérez, afastado por ter contraído a covid-19, já até largou mais à frente, na pole-position do GP do Brasil de 2010. O feito, no entanto, é para se comemorar. Não por ter sido um resultado chamativo para quem ficou nove meses sem pilotar um F1, mas por estar na frente de Stroll, o queridinho e já conhecedor do carro. Vale o alerta ligado sobre o próprio desempenho do canadense. Bonito ver os cumprimentos dos rivais ao alemão ao final da sessão.

Já o quase heptacampeão Hamilton ainda é o herói, o mocinho, o ator principal e todos os demais papéis de destaques dessa série em Silverstone. Por isso, terá só um pouco mais de trabalho no episódio deste domingo, no GP dos 70 Anos da F1. A vitória pode não acontecer, mas não há dúvidas de que haverá final feliz ao final da temporada. 

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