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Análise

Guia FE 2019/20: Equipes e pilotos

Falta apenas um dia para o início da sexta temporada da história da Fórmula E. O GRANDE PREMIUM, então, aproveita o momento e apresenta todas as equipes e pilotos titulares que estarão no grid

DS Techeetah

Melhor resultado: campeã (2018/19)
Vitórias: 8
Poles: 6
Pódios: 20

Jean-Éric Vergne se tornou o primeiro bicampeão da história da Fórmula E, e a DS Techeetah finalmente conquistou o sonhado título dos construtores. Para a próxima temporada, a expectativa é de se manter em alta.

Além do melhor piloto do grid, o time chinês acertou a vinda do português António Félix da Costa, e com bom desempenho na pré-temporada, a esperança é que o time tenha a dupla brigando pelo título.

Jean-Éric Vergne (Jean-Éric Vergne (Foto: FE))

Jean-Éric Vergne #25

25 de abril de 1990 (29 anos), Pontoise, França
56 ePs
8 vitórias
9 poles
19 pódios
Na última temporada: campeão
Melhor resultado: campeão (17/18, 18/19)

Vergne ainda é o homem a ser batido na Fórmula E. Por mais que a Techeetah seja uma equipe cada vez mais ameaçada pela ascensão das montadoras, que chegam aos montes, o francês parece ter aprendido a vencer campeonatos. Mesmo sem sobrar na temporada 2018/19, como aconteceu na 2017/18, o francês conseguiu somar os pontos que precisava ao longo do ano.

Em uma categoria que deve seguir com diversos acidentes e abandonos, isso é chave. Aos 29 anos, Vergne já está no auge da maturidade e sabe os macetes. Talvez a grande ameaça, além claro das rivais competitivas, seja a chegada do sempre competitivo Félix da Costa.

(Jean-Éric Vergne (Foto: FE))

António Félix da Costa #13

31 de agosto de 1991 (28 anos), Lisboa, Portugal
54 ePs
2 vitórias
1 pole
5 pódios
Na última temporada: 6º colocado
Melhor resultado: 6º colocado (18/19)

A temporada 2018/19 chegou a fazer Da Costa sonhar com título até determinado momento, mas a falta de fôlego da BMW colocou água no champanhe. Com a marca alemã fechando o ano em quinto, com apenas cinco pódios, falou mais alto o convite da Techeetah, agora também Campeã de Equipes.

A ida para a equipe chinesa é a chance de ouro da Da Costa, que até pouco tempo atrás só penava na parte de trás do grid, apesar das amostras recorrentes de talento. Ainda é muito cedo para cravar que António tem o necessário para abalar o companheiro Vergne, que representa desafio muito maior do que Sims na BMW. A chance de título, entretanto, existe e é inegável.

(António Félix da Costa (Foto: FE))

Daniel Abt e Lucas Di Grassi (Daniel Abt e Lucas Di Grassi (Foto: FE))

Audi

Melhor resultado: campeã (2017/18)
Vitórias: 12
Poles: 5
Pódios: 40

A Audi nunca ficou abaixo do top-3 entre os construtores desde o início da Fórmula E. A dupla Lucas Di Grassi e Daniel Abt foi mantida, mas o desempenho não foi tão promissor assim.

A pré-temporada não foi das melhores. O time ainda deve colar no pelotão, mas repetindo o campeonato passado, não se apresenta como a grande favorita para a disputa a seguir, mas deve manter a tradição de arrancar uma vitória ou outra.

Lucas Di Grassi #11

11 de agosto de 1984 (35 anos), São Paulo, Brasil
58 ePs
10 vitórias
3 poles
30 pódios
Na última temporada: 3º colocado
Melhor resultado: campeão (16/17)

Di Grassi pode ser apontado o piloto mais constante do grid da FE, sempre aparecendo na briga por títulos, de um jeito ou de outro. Chega a ser até surpreendente que Lucas não tenha sido o primeiro bicampeão do certame. A boa notícia é que 2019/20 traz a esperança de corrigir isso – mais uma vez.

É que a Audi tem tudo para seguir forte e vencedora. O problema é que, ao contrário do visto nos três primeiros anos da FE, os adversários rumo ao título são cada vez maiores. Seja do ponto de vista dos pilotos ou das equipes, Lucas vai precisar suar. Só que, conhecendo a FE como poucos, certamente é possível.

(Lucas Di Grassi (Foto: FE))

Daniel Abt #66

3 de dezembro de 1992 (26 anos), Kempten, Alemanha
58 ePs
2 vitórias
2 poles
10 pódios
Na última temporada: 7º colocado
Melhor resultado: 5º (17/18)

Abt entrou na FE em 2014/15 como o filho do chefe, sem conseguir bons resultados. Cinco temporadas depois, o alemão é um merecido membro do grid. As vitórias começaram a vir, conseguindo por vezes até mesmo tirar Di Grassi da zona de conforto. 2019/20 traz a chance real de esse processo evolutivo ganhar um novo passo.

Posto isso, é difícil acreditar que o alemão vá de fato sonhar com o título. Vencer uma vez que outra, ajudando a Audi a voltar ao título do Mundial de Equipes já é um objetivo tão honesto quanto realista. Para isso, Daniel provou e segue provando que tem talento e experiência.

(Daniel Abt (Foto: FE))

Robin Frijns e Sam Bird (Robin Frijns e Sam Bird (Foto: FE))

Virgin

Melhor resultado: 3º (2015/15, 2017/18, 2018/19)
Vitórias: 10
Poles: 7
Pódios: 25

A equipe de Silverstone voltou a se mostrar como uma das forças do grid na temporada passada. Utilizando o trem de força da Audi, viu cada um de seus pilotos liderarem o campeonato em momentos diferentes, mas problemas apareceram no meio e impediram um resultado melhor.

Para dar passos rumo ao título, o essencial é que o time fique longe dos problemas, já que a dupla formada por Robin Frijns e Sam Bird é uma das mais fortes do grid atual.

Robert Frijns #4

7 de agosto de 1991 (28 anos), Maastricht, Holanda
35 ePs
2 vitórias
0 poles
5 pódios
Na última temporada: 4º colocado
Melhor resultado: 4º colocado (18/19)

Frijns foi uma grata surpresa em 2018/19, acabando com uma sequência de companheiros derrotados por Bird na Virgin, grupo que inclui até mesmo o bicampeão Vergne. O holandês se provou mais confiável ao longo do ano e até mesmo liderou o campeonato no começo da segunda metade. É, inegavelmente, o piloto que começa o ano mais embalado na Virgin.

O que isso vai significar em termos práticos? Ainda é difícil saber. A Virgin tem dificuldades para fazer carros realmente competitivos, apesar de usar o bom trem de força da Audi. Frijns pode se esforçar ao máximo na luta por pódios e vitórias, mas corre o risco de esbarrar novamente na qualidade cada vez maior das equipes rivais.

(Robin Frijns (Foto: FE))

Sam Bird #2

9 de janeiro de 1987 (32 anos), Roehampton, Reino Unido
58 ePs
8 vitórias
12 poles
17 pódios
Na última temporada: 9º colocado
Melhor resultado: 3º colocado (17/18)

Bird é um dos pilotos mais longevos da Fórmula E, mas ainda sem conseguir dar um passo adianta na carreira. 2018/19 foi seu pior ano no certame, terminando em um distante nono lugar com a costumeiramente competitiva Virgin. De quebra, foi derrotado por um companheiro de equipe pela primeira vez.

A nova temporada, assim, precisa ser de reação imediata. Frijns ganhou um novo contrato e tem tudo para seguir ameaçando. O bom britânico, que chegou em anos anteriores a pensar em título, ainda tem talento para combater o holandês e brigar por vitórias. A pergunta que se sustenta, por outro lado, é a mesma de anos anteriores: veremos a consistência necessária para tal?

(Sam Bird (Foto: FE))

Sébastien Buemi (Sébastien Buemi (Foto: FE))

Nissan

Melhor resultado: campeã (2014/15, 2015/16, 2016/17)
Vitórias: 16
Poles: 18
Pódios: 32

Time mais tradicional da Fórmula E, a Nissan se viu sem força nos últimos dois anos, mas trabalha para melhorar e retomar a forma que rendeu o tricampeonato de construtores. Sébastien Buemi segue no time.

Oliver Rowland tomou o lugar de Nico Prost e fez um trabalho digno, com direito a pole e pódios em seu ano de estreia. Sua manutenção é boa para a equipe, e o importante para se meter na briga é ter mais regularidade ao longo da temporada.

Sébastien Buemi #23

31 de outubro de 1988 (31 anos), Aigle, Suíça
56 ePs
13 vitórias
14 poles
25 pódios
Na última temporada: 2º colocado
Melhor resultado: campeão (15/16)

O suíço teve dificuldades para brilhar nas últimas duas temporadas, mas certamente não esqueceu de como se pilota um carro. Buemi quebrou longo jejum de vitórias no fim de 18/19 e alcançou um inesperado vice-campeonato.

O resultado veio na temporada passada, mas tem potencial para impactar a atual. A e.dams, que parece ter sofrido um baque com a transição de Renault para Nissan, dá sinais de ser uma equipe a ser temida. Se há talento da parte de Buemi e há know-how da parte da Nissan, o que pode complicar a temporada 19/20? O fato de que, ao contrário do visto na campanha campeã de Sébastien em 15/16, a FE se tornou uma disputa muito mais dura agora.

(Sébastien Buemi (Foto: FE))

Oliver Rowland #22

10 de agosto de 1992 (27 anos), Barnsley, Reino Unido
14 ePs
0 vitórias
3 poles
2 pódios
Na última temporada: 10º colocado
Melhor resultado: 10º (18/19)

O tapa-buraco de Alexander Albon na Nissan acabou dando certo. Rowland, contratado tão logo o tailandês partiu de mala e cuia para a F1, excedeu expectativas em 18/19 e fez por merecer a renovação de contrato. Penando com uma escuderia que fez uma temporada difícil, Oliver mostrou rápida adaptação e poderia tranquilamente ter levado uma vitória.

É claro que não é fácil competir de igual para igual com Buemi, um dos nomes mais fortes da ainda curta história da FE, mas Rowland não está tão longe assim. Com o voto de confiança da escuderia japonesa, operada pela e.dams, Oliver tem um ambiente favorável para virar habitué do pódio em 19/20. Resta saber se a equipe vai fazer a sua parte na preparação dos bólidos.

(Oliver Rowland (Foto: FE))

Alexander Sims (Alexander Sims (Foto: FE))

BMW

Melhor resultado: 5º lugar (2018/19)
Vitórias: 1
Poles: 2
Pódios: 10

Repetindo o feito da temporada passada, a BMW novamente foi um destaque na pré-temporada, mas a queda recente apresenta desconfiança sobre o verdadeiro potencial do time.

Com a saída de António Félix da Costa, veio o jovem Maximilian Günther, que apesar de mostrar velocidade, também precisa se provar como um piloto de ponta da Fórmula E. Alexander Sims foi mantido após um ano com bons lampejos.

Alexander Sims #27

15 de março de 1988 (31 anos), Londres, Reino Unido
13 ePs
0 vitórias
1 pole
1 pódio
Na última temporada: 13º colocado
Melhor resultado: 13º (18/19)

Sims partiu para a BMW no começo da temporada passada como uma escolha um tanto inusitada. A marca alemã, que poderia seduzir tantos pilotos por aí, trouxe um sem um retrospecto tão vitorioso em monopostos. Sem surpresas, Alexander acabou engolido por Da Costa e ficou em segundo plano.

Acontece que, se Sims era claramente o segundo piloto em 18/19, o cenário é outro em 19/20. Da Costa se mandou para a Techeetah e a BMW só conseguiu o ainda não consolidado Günther para o lugar. Nesse cenário, o tio do Homem Aranha já diria que chegam grandes poderes e grandes responsabilidades: Sims tem a chance de tomar as rédeas da escuderia e somar o maior número de pontos, mas será cobrado em dobro se o campeonato tomar um rumo negativo.

(Alexander Sims (Foto: FE))

Maximilian Günther #28

2 de julho de 1997 (22 anos), Oberstdorf, Alemanha
10 ePs
0 vitórias
0 poles
0 pódios
Na última temporada: 17º colocado
Melhor resultado: 17º (18/19)

Günther começou o ano como uma opção descartável na Dragon, onde chegou a ser trocado por Felipe Nasr durante três etapas, mas amadureceu rapidamente. Dois quintos lugares com uma equipe que lutava para não ser a pior de todas bastaram para chamar a atenção da BMW.

O alemão deixa de ser figurante da segunda metade do grid e vira alguém que merece atenção. Maximilian ainda pode – e precisa – evoluir, mas tem em 19/20 a missão de se impor contra Sims. Se Da Costa fez o que bem entendeu com o companheiro, seria bom para a reputação de Günther fazer o mesmo. É dessa forma que o menino que competia na F2 até 2018 vai se firmar como alguém a ser observado no automobilismo.

(Maximilian Günther (Foto: FE))

Pascal Wehrlein (Pascal Wehrlein (Foto: FE))

Mahindra

Melhor resultado: 3º (2016/17)
Vitórias: 4
Poles: 7
Pódios: 18

A Mahindra teve um início promissor na última temporada, mas acabou caindo ao longo do ano e foi apenas a sexta colocada, sequer brigando por vitórias como na fase inicial do campeonato.

Jerome D'Ambrosio e Pascal Wehrlein foram mantidos. O carro mostrou velocidade na pré-temporada, e a grande expectativa é pela primeira vitória do alemão, cada vez mais adaptado ao estilo da Fórmula E.

Jérome D'Ambrosio #64

27 de dezembro de 1985 (33 anos), Etterbeek, Bélgica
58 ePs
3 vitórias
2 poles
9 pódios
Na última temporada: 11º colocado
Melhor resultado: 4º (14/15)

D’Ambrosio fez um bom trabalho no começo de 18/19, indicando que seria capaz de ocupar o vácuo deixado pela saída de Felix Rosenqvist. A segunda metade do ano, entretanto, não poderia ser mais decepcionante. O total de dois pontos nas últimas seis provas criou a situação chata em que o novato Wehrlein quase somou mais pontos – e isso com uma prova a menos.

Jérôme não chega a estar em processo de fritagem na Mahindra, mas 19/20 começa com jeito de ‘vai ou racha’. Se Wehrlein seguir crescendo, tem tudo para engolir D’Ambrosio. O piloto belga, por sua vez, precisa mostrar que não desaprendeu a pilotar e que ainda pode repetir o trabalho feito nas duas primeiras temporadas da FE, então ao lado da Dragon.

(Jérôme D’Ambrosio (Foto: FE))

Pascal Wehrlein #94

18 de dezembro de 1994 (25 anos), Sigmaringen, Alemanha
12 ePs
0 vitórias
1 pole
1 pódio
Na última temporada: 12º colocado
Melhor resultado: 12º (18/19)

Wehrlein chegou à Mahindra como quem ainda busca um rumo após levar um pé na bunda – da Mercedes na F1, onde a carreira não prosperou como se imaginava. É uma situação chata, mas que o alemão matou no peito. Os pontos vieram com frequência, exceção feita a quatro ePs. A vitória chegou a ser plausível ainda em Santigo, sua segunda corrida na categoria. Tudo isso deixa Pascal como um homem a ser observado em 19/20.

Para dar um novo passo na carreira, é importante tomar Rosenqvist como exemplo. Talvez seja pedir demais uma briga por título com a Mahindra atual, não tão forte quanto outrora, mas é hora de vencer. Isso implica também em derrotar D’Ambrosio. Essa parte do desafio é bem possível, mas depende muito de manter a forma apresentada na reta final de 18/19

(Pascal Wehrlein (Foto: FE))

Mitch Evans e James Calado (Mitch Evans (Foto: FE))

Jaguar

Melhor resultado: 6º (2017/18)
Vitórias: 1
Poles: 1
Pódios: 4

Apesar de uma campanha em pontos levemente pior do que em 2017/18, a Jaguar chamou atenção por bons passos dados na temporada passada, e a expectativa é que o time siga incomodando no próximo campeonato.

Mitch Evans vem se provando como um dos melhores pilotos da categoria. Talvez o conjunto não seja suficiente para um título, mas tem total potencial para incomodar assim como na temporada passada. James Calado ainda é uma incógnita.

Mitch Evans #20

24 de junho de 1994 (25 anos), Auckland, Nova Zelândia
37 ePs
1 vitória
1 pole
4 pódios
Na última temporada: 5º colocado
Melhor resultado: 5º (18/19)

Se você quiser ganhar dinheiro apostando em um campeão improvável da FE, talvez Evans seja o nome certo para você. O neozelandês mostrou grande regularidade ao longo de 18/19 e coroou o bom momento com a vitória em Roma. De quebra, pilota uma equipe de fábrica – a Jaguar, que dá sinais claros de evolução ano após ano. Chegou a hora?

Talvez soe como exagero contar com uma briga direta pelo título, mas Evans certamente não é um nome a ser descartado. Antes um piloto de resultados pouco empolgantes na F2, o neozelandês virou o piloto que toda a equipe da FE sonha em ter: alguém que bate pouco e aproveita oportunidades que aparecem. Tendo o novato Calado ao lado, Mitch tem tudo que precisa tanto para reinar internamente quanto para atacar rivais.

(Mitch Evans (Foto: FE))

James Calado #51

13 de junho de 1989 (30 anos), Cropthorne, Reino Unido
Estreante

A Jaguar sofre desde a chegada na Fórmula E para encontrar um bom segundo piloto, com nomes como Adam Carroll, Nelsinho Piquet e Alex Lynn pouco conseguindo produzir. É nesse cenário que surge Calado – um piloto que pode trazer bons resultados, mas que também pode ser um belo tiro na água.

Calado carrega consigo um belo retrospecto com a Ferrari no Mundial de Endurance, sendo campeão na LMGTE em 2016. Acontece que, por óbvio, a FE é um mundo muito diferente. As dúvidas aumentam quando lembramos que o britânico não compete com um monoposto desde 2013, quando ainda estava na GP2. A Jaguar certamente ousou. Se vai dar certo ou não, isso são cenas dos próximos capítulos.

(James Calado (Foto: Jaguar))

Felipe Massa (Felipe Massa (Foto: FE))

Venturi

Melhor resultado: 6º (2015/16)
Vitórias: 1
Poles: 0
Pódios: 5

Agora cliente da Mercedes, a Venturi se envolveu em bastante confusão dentro das pistas, o que prejudicou a campanha no campeonato.

Edoardo Mortara e Felipe Massa podem alçar alguns voos para algo melhor que o oitavo lugar entre os construtores, mas as esperanças não são lá tão altas para 2019/20.

Edoardo Mortara #48

12 de janeiro de 1987 (32 anos), Genebra, Suíça
22 ePs
1 vitória
0 poles
3 pódios
Na última temporada: 14º colocado
Melhor resultado: 13º (17/18)

Mortara excedeu expectativas ao alcançar uma vitória surpresa em Hong Kong em 18/19, mas murchou por completo nas corridas seguintes – a visita ao alto do pódio antecedeu uma incômoda sequência de oito provas sem pontos. A situação surpreende e deixa mais dúvidas do que certezas a respeito de o que esperar do suíço na nova temporada.

O que se sabe é que Mortara é melhor que a seca de pontos, incluindo diversos abandonos, indica. Só que já não é possível cravar que será possível manter Massa sob controle em 19/20. O brasileiro tem mais experiência e pode cumprir o papel esperado inicialmente. Se for para se manter importante dentro da Venturi, parece claro que Edoardo vai precisar suar.

(Edoardo Mortara (Foto: FE))

Felipe Massa #19

25 de abril de 1981 (38 anos), São Paulo, Brasil
12 ePs
0 vitórias
0 poles
1 pódio
Na última temporada: 15º colocado
Melhor resultado: 15º (18/19)

O brasileiro começou a jornada na FE com algumas dificuldades. Os resultados demoraram a vir com a Venturi em 18/19, começando a aflorar somente na segunda metade do ano e tendo o pódio em Mônaco como ponto alto. Passado o momento de desconfiança, dá para acreditar: Massa pode voar para valer em 19/20.

Por mais que o brasileiro siga como o mais velho da FE, completando 39 anos durante o campeonato, a experiência de quem deixou uma marca na F1 ainda pesa. Os pontos devem vir com frequência, cumprindo as expectativas criadas na temporada passada. O que joga contra: a Venturi deve ter cada vez mais dificuldades em um campeonato mais de gente grande do que nunca.

(Felipe Massa (Foto: FE))

Stoffel Vandoorne (Stoffel Vandoorne (Foto: FE))

Mercedes

Melhor resultado: 9º lugar (2018/19)
Vitórias: 0
Poles: 1
Pódios: 1
*Como HWA

A experiência da temporada passada como HWA foi valiosa, com pontos altos de Stoffel Vandoorne em Hong Kong, na pole, e com pódio e Roma.

Agora com a força total da Mercedes e a chegada de Nyck de Vries, o desempenho na pré-temporada foi promissor, e indica que o time pode brigar por pódios e até vitórias logo em seu primeiro ano.

Stoffel Vandoorne #5

26 de março de 1992 (27 anos), Kortrijk, Bélgica
13 ePs
0 vitórias
1 pole
1 pódio
Na última temporada: 16º colocado
Melhor resultado: 16º (18/19)

Vandoorne mandou bem no ano de estreia na FE, fazendo pole e levando pódio com uma equipe que nem era 100% Mercedes ainda. O belga fez por merecer a grande chance que recebe agora: a de comandar um projeto ousado de uma grande montadora.

Com o equipamento adequado e um bom ambiente, Vandoorne tem tudo para se destacar em 19/20. Talento existe, vide um título inconteste na GP2 em 2015 e brilharecos na F1. A instabilidade de uma Mercedes que ainda precisa aprender a caminhar por pernas próprias tem tudo para ser uma pedra no caminho, mas tudo indica que a briga frequente por pódios é uma possibilidade real.

(Stoffel Vandoorne (Foto: FE))

Nyck de Vries #17

6 de fevereiro de 1995 (24 anos), Sneek, Holanda
Estreante

De Vries, campeão da F2 em 2019, é um cara que merece muita atenção. Desperdiçado pela McLaren – assim como Vandoorne –, Nyck se reergueu rapidamente. A decisão de ir para a FE ao invés de buscar a F1 pode parecer uma ideia estranha, mas que tem chances de dar certo. Afinal, um contrato para pilotar pela Mercedes costuma ser uma boa ideia.

Para o longo prazo, pode ser ótimo. Para o curto, ainda é difícil dizer. Jovens estreantes costumam penar na FE, dada a dificuldade de combinar economia de energia como a necessidade de pisar fundo. O início de ano deve ser sofrido, ainda mais tendo Vandoorne como parâmetro. Só que, tendo tempo e apoio da Mercedes, esta pode ser a sementinha de algo muito vitorioso no futuro.

(Nyck de Vries (Foto: FE))

Brendon Hartley (Brendon Hartley (Foto: FE))

Dragon

Melhor resultado: 3º lugar (2015/16)
Vitórias: 2
Poles: 2
Pódios: 9

Após dois anos recentes bem complicados, a Dragon aparenta estar no caminho certo.

Com um desempenho digno na pré-temporada, a expectativa é que os pontos não sejam gratas novidades como no último campeonato, especialmente com o bom Nico Müller, que se colocou à frente em vários momentos em Valência.

Brendon Hartley #6

10 de novembro de 1989 (30 anos), Palmerston North, Nova Zelândia
Estreante

Hartley passou a ter uma carreira incerta desde a saída da Toro Rosso ao fim de 2018, quando voltou a estar no radar da Porsche. Campeão do WEC e das 24 Horas de Le Mans pela marca alemã, era natural que o neozelandês fosse cotado para participar do projeto na FE.

Só que as coisas não correram como planejado. Jani ganhou a briga para formar dupla com Lotterer, o que obrigou Hartley a buscar refúgio na nem tão competitiva assim Dragon. Isso, aliado ao fato de estreantes terem alguma dificuldade na FE, desenha um cenário não tão positivo. O que joga a favor é a experiência de Brendon com os mais diversos estilos de carro e o fato de que o companheiro de equipe também é um estreante.

(Brendon Hartley (Foto: FE))

Nico Müller #7

25 de fevereiro de 1992 (27 anos), Thun, Suíça
Estreante

Müller é um piloto competente, com bom retrospecto no DTM, mas que chega na FE alvo de alguma desconfiança. Afinal, os anos de parceria com a Audi nunca fizeram a marca alemã pensar em trazer o suíço para o certame elétrico. A Dragon resolveu fazer a aposta, fechando uma dupla 100% novata.

O estreante precisa aprender, mas talvez não tenha tanto tempo para isso. Trata-se de um novato como Hartley, é verdade, mas com um currículo bem menos vistoso. Pode ser que Nico seja uma grata surpresa e pontue com frequência, mas hoje isso seria uma surpresa e tanto.

(Nico Müller (Foto: Audi))

Oliver Turvey e Ma Qing Hua (Oliver Turvey e Ma Qing Hua (Foto: FE))

NIO

Melhor resultado: 4º lugar (2014/15)
Vitórias: 2
Poles: 1
Pódios: 6

O time passou por mais uma venda, agora para a Lisheng Racing. Os trens de força não são originais, já que adquiriram os utilizados pela Dragon no ano passado.

Ma Qinghua retornou para ser a dupla de Oliver Turvey, e a expectativa é de repetir o limbo da temporada passada, quando ficou com míseros 7 pontos.

Oliver Turvey #3

1º de abril de 1987 (32 anos), Penrith, Reino Unido
47 ePs
0 vitórias
1 pole
1 pódio
Na última temporada: 20º colocado
Melhor resultado: 10º colocado (17/18)

Talentoso, mas não a ponto de reverter a falta de qualidade da equipe mais fraca do grid atual da Fórmula E. Esta é uma boa forma de definir Turvey: o britânico, representando a equipe de origem chinesa desde 2015, nunca teve a chance clara de apresentar seu talento ao mundo. E 18/19 deve trazer mais disso.

Por mais que Turvey tenha talento para pontuar aqui e ali, é difícil esperar mais disso. O único pódio ao longo de quatro temporadas completas fala por si. As três corridas dentro do top-10 em 18/19 também. O que fica de bom é o conforto de saber que, aconteça o que acontecer, será o piloto líder da NIO.

(Oliver Turvey (Foto: FE))

Ma Qing Hua #33

25 de dezembro de 1987 (31 anos), Xangai, China
9 ePs
0 vitórias
0 poles
0 pódios
Na última temporada: não disputou
Melhor resultado: 19º colocado (15/16)

Uma verdadeira vaca em cima do poste, já que ninguém sabe ao certo o que Hua ainda faz na FE. As aparições anteriores no certame foram completamente esquecíveis, assim como grande parte da carreira como um todo. Isso, aliado à falta de competitividade da NIO, é a fórmula do desastre para alguém que tem tudo para repetir o feito de Tom Dillmann em 18/19 – pela mesma escuderia, 13 corridas sem pontos.

A única coisa que pode jogar a favor de Hua é a expectativa de disputar o calendário completo. Mas talvez até isso seja otimismo demais – seja porque não deve ser suficiente para pontuar por méritos próprios, seja porque talvez nem dure um ano inteiro.

(Ma Qing Hua (Foto: FE))

André Lotterer (André Lotterer (Foto: FE))

Porsche

Melhor resultado: estreante
Vitórias: 0
Poles: 0
Pódios: 0

Diferente da Mercedes, a novata Porsche não dá muitos indícios de temporada promissora. A equipe apresentou problemas na pré-temporada, especialmente com a dupla André Lotterer e Neel Jani, que bateram seus respectivos carros.

O início deve ser difícil, e não podemos esperar pódios ou resultados relevantes no primeiro ano da montadora alemã na categoria.

André Lotterer #36

19 de novembro de 1981 (38 anos), Duisburg, Alemanha
25 ePs
0 vitórias
1 pole
4 pódios
Na última temporada: 8º colocado
Melhor resultado: 8º (17/18, 18/19)

Lotterer evoluiu ao longo de dois anos na Techeetah, tanto que surpreende a falta de vitórias no período. Velocidade para isso existiu, sem dúvida. Além do azar, entretanto, acabou pesando um outro fator: ficar à sombra de Vergne, que somou mais pontos que André até com certa tranquilidade. Desse jeito, a decisão de assinar com a Porsche para 19/20 faz sentido: por mais que os alemães tenham dificuldades para alcançar o nível da equipe chinesa de imediato, André volta a ser o dono da bola.

Com experiência e talento, Lotterer tem tudo para manter Jani sob controle. Alguém poderia dizer que 38 anos é uma idade já avançada, mas não a ponto de atrapalhar a participação no projeto da Porsche. A marca alemã conhece bem o talento do veterano desde os dias de WEC. É certamente uma mão na roda para agilizar o processo de adaptação ao mundo da FE

(André Lotterer (Foto: FE))

Neel Jani #18

8 de dezembro de 1983 (35 anos), Rorschach, Suíça
2 ePs
0 vitórias
0 poles
0 pódios
Na última temporada: não disputou
Melhor resultado: 25º (17/18)

Piloto com longa trajetória no Mundial de Endurance, Jani vem para a FE para ficar. O suíço, que teve passagem breve em 2017/18 pela Dragon, agora faz parte do projeto ambicioso da Porsche. E certamente com muito o que provar.

Por mais que seja um veterano de 35 anos, Jani ainda precisa aprender os macetes da FE. Isso deve ser um problema inicial, mas facilmente contornável para alguém que conhece tão bem bólidos híbridos. Lotterer vai ser a grande esperança na missão de somar pontos e desenvolver a equipe em um primeiro momento, mas não é difícil imaginar Jani se sentindo confortável antes mesmo do fim do campeonato.

(Neel Jani (Foto: Porsche))

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