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E se a final da Stock Car fosse como a da Nascar?

Felipe Fraga e Rubens Barrichello estariam entre os quatro finalistas se o ‘Chase’ da Nascar existisse na Stock Car, mas a dinâmica seria diferente: bastaria chegar à frente

E se a Stock Car decidisse seu campeão por um formato parecido com o da Nascar? 

Desde 2014, a categoria norte-americana instituiu seu “mata-mata” para definir o melhor da temporada. São 26 corridas na chamada “temporada regular”, e então 16 pilotos avançam para a fase final, que compreende dez provas divididas em quatro rodadas. A cada três etapas, quatro pilotos são eliminados, restando apenas quatro postulantes ao caneco para uma última prova. Em Homestead, quem chega na frente é campeão.

Esse sistema substituiu o anterior, que tinha um “mini-campeonato” de dez corridas com 12 pilotos e pontos corridos fechando o ano — algo que a Stock Car até chegou a ter por alguns anos.

Resolvemos adaptar ligeiramente a fórmula de disputa da Nascar para o que foi a Stock Car 2016.

Barrichello e Fraga estariam na final, mas teriam mais dois adversários (A batalha pelo Milhão: Barrichello lutou lado a lado com Fraga)

Consideramos como “temporada regular” as oito primeiras etapas, até a rodada dupla de Londrina. Classificaram-se automaticamente todos os pilotos que tinham vencido ao menos uma prova (oito), e os outros oito avançaram com base na pontuação.

Classificados: Felipe Fraga, Rubens Barrichello, Marcos Gomes, Max Wilson, Diego Nunes, Cacá Bueno, Galid Osman, Julio Campos, Valdeno Brito, Daniel Serra, Allam Khodair, Ricardo Maurício, Vitor Genz, Átila Abreu, Ricardo Zonta e Sérgio Jimenez.

A partir daqui, cada rodada dupla contou como uma fase da disputa. O vencedor de uma das duas provas já garantiria a vaga na fase seguinte. Os demais dependeriam dos pontos somados especificamente naquele fim de semana. Os quatro últimos ficariam pelo caminho.

1ª rodada: Curitiba — Felipe Fraga e Thiago Camilo venceram em Curitiba, mas Camilo já estaria eliminado da disputa. E dois pilotos de alta pontuação ao longo do ano saíram zerados do Paraná: Marcos Gomes e Diego Nunes.

Classificados para a 2ª rodada: Felipe Fraga, Rubens Barrichello, Allam Khodair, Ricardo Maurício, Daniel Serra, Vitor Genz, Valdeno Brito, Julio Campos, Cacá Bueno, Galid Osman, Max Wilson e Ricardo Zonta.
Eliminados: Sérgio Jimenez, Átila Abreu, Diego Nunes e Marcos Gomes.

2º rodada: Goiânia — Barrichello ganhou na chuva em Goiânia e assegurou o lugar na “semifinal”. E Átila levou a segunda, mas já estaria sem chances.

Classificados para a semi: Rubens Barrichello, Felipe Fraga, Valdeno Brito, Vitor Genz, Julio Campos, Daniel Serra, Galid Osman e Max Wilson.
Eliminados: Ricardo Zonta, Cacá Bueno, Allam Khodair e Ricardo Maurício.

Semifinal: Curvelo — Fraga foi ao alto do pódio na primeira prova da Stock Car em Minas Gerais e se colocou na final. E a pane seca da segunda prova não tirou Barrichello, que somou 22 pontos em Curvelo. Dos oito “remanescentes”, o pior entre os eliminados foi Wilson, com oito pontos. Ninguém zerou, como nas fases anteriores.

Finalistas: Felipe Fraga, Rubens Barrichello, Julio Campos e Galid Osman
Eliminados: Daniel Serra, Valdeno Brito, Vitor Genz e Max Wilson.

Em Interlagos, neste domingo, quem chegasse em primeiro entre Fraga, Barrichello, Campos e Galid levantaria o caneco: dois que disputam o título no formato de pontos corridos e dois “azarões”. Campos, por exemplo, estava em 17º após Londrina, mas desbancou Camilo justamente pelo fato de ter uma vitória. Claro, quando se faz tais brincadeiras, há sempre de se ressaltar que a postura dos pilotos teria sido diferente desde o início de 2016 caso o regulamento da Stock Car previsse este mata-mata.

A Nascar instituiu seu mata-mata em 2014. Lá, quem chega na frente na última corrida é campeão (Chase da Nascar)

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