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As novas armas para popularizar a F1: Adam Sandler e Jennifer Aniston

McLaren vencendo o GP de Mônaco? Acredite, isso acontece na nova comédia da Netflix – justamente estrelada pela dupla

Depois de 'F1: Dirigindo para Viver', a colaboração entre Liberty Media e Netflix acaba de ganhar um novo capítulo. Não, não é mais um documentário, nem uma continuação para 'Rush: No Limite da Emoção'. Na verdade, estou falando de 'Mistério no Mediterrâneo', longa-metragem que estreou nesta sexta-feira (14) na plataforma de streaming.

Sim, o novo filme de comédia com Adam Sandler e Jennifer Aniston tem relação com a Fórmula 1.

Na história, Sandler é um policial de Nova York que leva a esposa (Aniston) para uma tardia lua-de-mel na Europa. Após uma sequência de eventos, os dois acabam em um iate de uma mega ricaço (vivido por Terence Stamp, o Zod dos antigos filmes do Superman), que acaba assassinado. Em uma história com inspiração em Agatha Christie e em romances policiais baratos, fica o mistério: quem foi o autor do crime e quais seriam as motivações?

Um dos suspeitos é Juan Carlos, um piloto espanhol que pouco entende a língua inglesa e corre para a equipe do tal bilionário. Exatamente: trata-se de uma paródia de Fernando Alonso, que inclusive corre pela “McLaren” (apesar do nome do time não ser mencionado em nenhum momento). 

Quando o barco chega em Monte Carlo, o piloto participa – e vence! – o GP de Mônaco, tudo com imagens cedidas pela F1. Nos créditos, há um agradecimento à categoria e à McLaren.

(McLaren 2018 Lluis Gene AFP)

Mais do que a ironia que é ver uma equipe tão tradicional conseguir vencer uma corrida apenas na ficção (e em uma comédia!), 'Mistério no Mediterrâneo' é uma representação clara do novo momento da maior categoria do automobilismo mundial.

Antes, a F1 e suas equipes eram extremamente herméticas e fechadas a iniciativas até mais sérias de retratá-las nos cinemas. Na virada dos anos 1990 para os 2000, Sylvester Stallone tentou usá-la como ponto de fundo para o longa 'Alta Velocidade'. O produtor, ator e diretor, porém, desistiu da ideia após esbarrar na má vontade das equipes e da Formula One Management, que não colaboraram. O eterno Rocky levou o projeto de volta para os EUA, e foi gravar durante as provas da CART. 

A situação mudou. Começou com algo antes inimaginável: a categoria abrindo seus bastidores para uma série documental, 'F1: Dirigir para Viver', ainda que Ferrari e Mercedes só tenham topado participar na futura segunda temporada. Agora, isso acontece em uma comédia – situação que tem chances de se repetir no futuro, já que a Netflix gosta de se autorreferenciar em seus filmes.

Luis Gerardo Mendez, que interpreta o piloto Juan Carlos Rivera, ao lado de Gemma Arterton

Com a colaboração, o Liberty Media vai garantindo uma vitrine importante para a categoria. Dos 149 milhões de assinantes da plataforma, 60 milhões vivem nos EUA – um mercado que sempre foi importante para a F1, mas onde não possui a mesma penetração que em outros países. Sem falar que um filme de comédia dialoga com um público maior do que um documentário ou mesmo uma transmissão esportiva. 

O curioso é que as gravações de ‘Mistério no Mediterrâneo’ com a Fórmula 1 não aconteceram, exatamente, no Principado. A categoria cedeu imagens do GP de Mônaco de 2018, que foram intercaladas com gravações feitas em Milan, mais exatamente no bairro de Porta Venezia – que foi decorado para ficar parecido com Monte Carlo em um fim de semana de corrida. Tudo para se encaixar nos custos de produção e na agenda de equipe e atores. 

É a magia do cinema – a mesma mágica que faz a McLaren, em pleno 2018, vencer um GP

(F1 2018; FERNANDO ALONSO; McLAREN; GP DE SINGAPURA; McLAREN)

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