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A retomada do crescimento

À frente da CBA desde março, Waldner Bernardo, o ‘Dadai’, sabe da enorme responsabilidade que tem nas mãos: estabelecer as bases para o desenvolvimento sustentável de novos talentos. Não apenas visando a F1, mas todas as principais categorias do automobilismo, no Brasil e lá fora

O início de 2017 marcou também o começo de uma nova gestão à frente da Confederação Brasileira de Automobilismo. Depois de dois mandatos de quatro anos cada, Cleyton Pinteiro passou o bastão da presidência da casa ao conterrâneo Waldner Bernardo, o ‘Dadai’, que venceu o pleito contra Milton Sperafico. Empresário pernambucano nascido em Caruaru, hoje com 42 anos, ‘Dadai’ foi eleito em janeiro e assumiu em março com duras missões pela frente: ‘descolar’ da imagem do antecessor e empreender uma gestão baseada na renovação e também estabelecer as bases para o desenvolvimento sustentável de novos talentos do automobilismo nacional.

Desde que assumiu, Bernardo vem dedicando atenção especial ao kartismo, o grande nascedouro dos novos pilotos. Para citar os nomes que já despontam para o futuro, Gianluca Petecof e Caio Collet, donos de títulos no Brasil e lá fora, são oriundos do kart. A ideia do presidente da CBA é tornar a modalidade cada vez mais forte para que novos pilotos possam surgir e fazer com que a presença de talentos brasileiros nas principais categorias do esporte seja bem mais frequente.

Os tempos são outros. Diferente do que aconteceu, por exemplo, em 2010, quando o Brasil tinha quatro pilotos na F1, em 2018 vai ser a primeira vez em quase 50 anos que o país vai abrir uma temporada da categoria rainha do automobilismo sem ter um representante. E o trabalho para retomar o crescimento do esporte no Brasil passa totalmente por um kartismo mais fortalecido.

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PREMIUM, ‘Dadai’ fez um balanço dos primeiros meses da sua gestão nesta temporada 2017 que está prestes a se encerrar. O pernambucano falou não apenas do desenvolvimento do kartismo em si, mas também de assuntos que deixam o mundo do automobilismo nacional em alerta, como a situação do autódromo de Interlagos, ameaçado pelo plano de privatização do prefeito de São Paulo, João Doria. “Não podemos, sob hipótese alguma, deixar que esse patrimônio seja perdido”, afirmou.

Entre as novidades que marcaram esse começo de trabalho à frente da CBA, Bernardo chamou a atenção por nomear Felipe Massa, depois da sua aposentadoria definitiva da F1, como representante brasileiro na reunião do Conselho Mundial da FIA. ‘Dadai’, que está em Paris para a semana de eventos da entidade que rege o automobilismo mundial, aposta no respeito e na representatividade que o nome de Massa traz para ser mais um elemento de fortalecimento do esporte no país.

O dirigente falou também sobre as impressões a respeito dos novos chefes da F1, Chase Carey, e da Stock Car, Rodrigo Mathias, e não escondeu a tristeza com o cancelamento do eP de São Paulo da Fórmula E, a primeira vítima da sanha privatista do alcaide paulistano.

O 52º Brasileiro de Kart reuniu mais de 500 competidores em Penha (Bruno Gorski/CBA)

Em busca de maior representatividade
 

“Desde que colocamos nosso nome para concorrer ao cargo de presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo, sabíamos que o grau de dificuldade dessa missão era compatível com a rica história da nossa modalidade. Os desafios são grandes e numerosos”, afirma ‘Dadai’ ao GP*, ciente do que é preciso para melhorar não apenas a entidade em si, mas o esporte como um todo.

“Parte dos nossos esforços, nesse primeiro momento, estão voltados para dentro. Temos despendido energia substancial em obras de alicerce, que não aparecem aos olhos do público geral. Essas medidas vão desde a profissionalização de todas as áreas e comissões até a implementação de sistemas internos que otimizem os processos e torne mais eficiente e menos onerosa a operação da entidade”, explica.

Chamou a atenção que a posse de ‘Dadai’ como novo presidente da CBA foi feita dentro do Congresso Nacional. A medida era clara: fazer com que o automobilismo brasileiro ser visto pelo meio político do Brasil. Não à toa, Bernardo vai frequentemente a Brasília para se reunir com autoridades para buscar um maior apoio do poder público na sua meta de tornar o esporte nacional mais forte. A última visita do dirigente à Capital Federal aconteceu dias antes do seu embarque rumo a Paris.

“Temos um trabalho voltado à aproximação da CBA junto ao legislativo e executivo. Por essa razão, realizamos a posse da nova gestão dentro do Congresso Nacional. Como consequência, já tramita na Câmara Federal a criação da Frente Parlamentar pelo Automobilismo, que deve ser instaurada em 2018. Entendemos que sem um contundente apoio do poder público, ficaremos muito distantes de um construir um futuro promissor ao nosso esporte”, comenta.

Mas a grande ‘menina dos olhos’ do presidente é o kartismo. ‘Dadai’ destacou os trabalhos à frente da Escola Brasileira de Kart, projeto que nasceu no fim de 2016 e tem três bases: em São Paulo, no tradicional Kartódromo da Granja Viana; em Minas Gerais, no Kartódromo RBC Racing, em Vespasiano; e em Santa Catarina, no Automóvel Clube Rio do Sul.

A meta do dirigente é expandir o projeto para conseguir fomentar o esporte em mais centros do país, passando por todas as regiões. “Em 2017, tivemos o primeiro ano de funcionamento das três primeiras unidades, que representaram a formação de cerca de 100 novos pilotos. Em janeiro próximo, três novos estados iniciarão suas atividades e já temos aprovado no Ministério do Esporte um projeto de lei de incentivo que permitirá a implementação do curso em mais dez municípios pelo Brasil”.

A primeira grande vitória
 

Apoiador de iniciativas de grande destaque, como a Seletiva de Kart Petrobras e a Escola Brasileira de Kart, Bernardo comemorou a primeira grande vitória da sua gestão em julho. Em duas semanas, o Kartódromo do Parque Beto Carrero, em Penha, Santa Catarina, reuniu nada menos que 522 pilotos para a disputa do Campeonato Brasileiro de Kart, que a tornou o maior certame nacional de kart da história da modalidade ao redor do mundo. A entidade, inclusive, recebeu o reconhecimento da FIA e foi premiada por Jean Todt pelo sucesso do evento.

Na visão do pernambucano, foi apenas mais um passo para tornar a modalidade ainda mais forte no Brasil. “Está muito claro para nossa gestão que o desenvolvimento do automobilismo brasileiro passa, inexoravelmente, por um kartismo forte e estruturado. Com menos de quatro meses de gestão, mas com uma dedicação muito forte de todos os envolvidos, realizamos o maior campeonato da modalidade no mundo, reconhecido por Codasur [Confederação Sul-Americana de Automobilismo] e FIA”, diz.

O evento foi considerado um sucesso também por conta da transmissão das suas provas ao vivo não somente pela internet, mas também pela TV, por meio dos canais SporTV, de grande alcance na TV paga. Foi um impulso importante para alavancar a imagem do kartismo nacional. “Além do esforço para garantir a transmissão da competição em TV fechada e internet, firmamos parceria com uma grande empresa de transação financeira no objetivo de facilitar o pagamento das inscrições que, pela primeira vez, pode ser realizado de forma on-line e parcelada”.

“Nosso próximo passo é trabalhar por uma aproximação técnica e desportiva do kart brasileiro com o que é feito lá fora. O intuito é propiciar cada vez mais oportunidades de preparar pilotos em território nacional, com custo menor e com condições mais semelhantes possíveis às europeias”, complementa.
 

(Bruno Gorski/Shell Racing)

O segundo passo: a F4 Brasileira
 

Uma das maiores carências do automobilismo nacional foi oferecer aos jovens pilotos primeira porta de entrada nos monopostos depois do kartismo. De certa forma, atualmente a F3 Brasil, na sua classe de aprendizado Academy — antiga Light — faz esse papel, mas trata-se de um carro de características distintas, mais antigo, mas ao mesmo tempo com mais potência, fazendo com que a transição seja mais difícil.

O formato ideal para que essa transição possa ser mais suave aos pilotos é a F4. A categoria, que vem sendo sucesso e grande formadora de pilotos na Europa, sobretudo na Alemanha, Itália e Inglaterra, atrai vários nomes brasileiros. Dentre os exemplos de jovens pilotos na categoria no Velho Mundo, destacam-se Felipe Drugovich, Luiz Felipe Branquinho e Enzo Fittipaldi. E outros mais vão aportar no ano que vem.

A ideia de ‘Dadai’ é implantar a F4 no Brasil. O dirigente ressalta, porém, as dificuldades para fazer com que o projeto saia do papel e vire realidade.

“A renovação de pilotos é uma das grandes preocupações da nossa gestão”, frisa o dirigente. “O princípio, como disse, parte da estruturação plena do kart. O movimento seguinte é criar esse próximo passo. Por conta do estabelecimento da pirâmide desenhada pela FIA, que coloca a F4 como a base do desenvolvimento de pilotos nas categoria de Fórmula, parece-nos muito claro que a realização da F4 Brasileira seria um dos melhores caminhos”, afirma.

“Desde meados de 2017, iniciamos estudos para entender quais os meios de trazer a categoria para cá. É um processo de alto custo e de muita dificuldade. Trabalharemos incansavelmente para tentar transformar esse sonho em realidade.”

O maior desafio no sentido de implantar a F4 no Brasil é um só: buscar meios para financiar a nova categoria.

“Não há dúvidas da tamanha dificuldade que é encontrar meios de fomentar qualquer projeto em nosso esporte. Esse processo passa por um incremento na credibilidade do segmento, mas sobretudo, no entendimento do mercado em geral de que nosso automobilismo não é apenas uma modalidade, mas, sim, grande e vantajoso negócio. Desde que assumimos a CBA, todo mês, apresentamos esse enfoque em empresas, congressos, eventos e feiras. A ideia é mostrar o potencial de retorno e a capacidade de mobilização das competições nacionais e internacionais”, complementa.
 

(Prema Power Team)

Como voltar a ter um piloto brasileiro na F1?
 

Todo o trabalho na formação e desenvolvimento de pilotos é para que, em algum momento, o Brasil possa se ver representado no grid da F1. Mas não apenas na F1, deixa claro ‘Dadai’. A ideia é que a nova fornada de pilotos brasileiros possa ser vista nas principais categorias do mundo. Contudo, o dirigente frisa que trata-se de um trabalho que demanda tempo e só vai render frutos em médio-longo prazo.

“Não apenas como dirigente, mas como apaixonado pelo esporte a motor, sinto-me entristecido com essa situação. Entendemos que o foco não deve ser exclusivamente na ‘formação de pilotos para a F1’. Como entidade máxima do automobilismo brasileiro, nosso intuito é fomentar a produção de talentos para todas as principais categorias mundiais, e não apenas para a mais famosa”, explica.

“Reverter esse cenário não será simples, tampouco célere. Exigirá muito esforço e dedicação de todos aqueles que se colocarem à disposição para nos auxiliar nesse objetivo. Precisamos do apoio e participação de todos os personagens importantes do nosso segmento. Ex-pilotos, empresas, poder público e até jornalistas. Somente com o esforço concentrado de todos esses players colocaremos o Brasil no lugar de onde nunca deveria ter saído”, diz ‘Dadai’.

“O foco é propiciar a formação de talentos para todas as categorias de ponta do automobilismo, seja nacional ou internacional. Com uma maior formação de pilotos de qualidade, o mercado interno será fortalecido. Com ou sem piloto na F1”, emenda.

Falando a respeito da principal categoria do automobilismo brasileiro, Bernardo teceu elogios à nova gestão da Stock Car, agora chefiada pelo jovem paulistano Rodrigo Mathias, que ocupa desde o começo do ano o lugar de Maurício Slaviero. O novo homem-forte da Vicar tem como uma das premissas elevar o engajamento da Stock Car junto ao público.

“Acredito que são fases distintas. Mauricio Slaviero, assim como outros que comandaram a categoria, deram sua contribuição, de acordo com o momento. Mas não há como deixar de elogiar o que tem sido feito nessa nova administração. Seguindo uma tendência mundial, vide o que a Liberty Media faz na F1, acredito ser esse um excelente caminho para a Stock. Rodrigo e sua equipe estão de parabéns. Espero que continuem ousados e criativos como demonstraram ser nessa temporada”, destaca.

‘Dadai’ fala sobre o desafio de formar novos pilotos. Não apenas pensando na F1 (CBA/Divulgação)

A preocupação com o GP do Brasil e o ‘fator Massa’
 

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O GP do Brasil de F1 é o principal evento do calendário do automobilismo no país. A prova, aguardada não apenas pelos fãs, que vêm de vários lugares do Brasil, mas também de países da América do Sul, também é querida por muitos pilotos do grid, que costumam destacar a atmosfera criada pelo torcedor em Interlagos, um circuito dos mais elogiados.

Contudo, a edição de 2017 foi manchada por várias falhas de segurança nas cercanias de Interlagos. Assaltos às tripulações de Mercedes e Pirelli e tentativas de roubo às delegações da FIA, Williams e Sauber, mostraram ao mundo as mazelas sofridas diariamente pelo povo paulistano. O cenário, de tão negativo, acarretou no cancelamento do teste de pneus que a Pirelli faria em conjunto com a McLaren dias depois. A fábrica italiana e a McLaren alegaram falta de segurança.

Os acontecimentos naquele fim de semana entre 10 e 12 de novembro vão ser tema de discussão no Conselho Mundial da FIA, em Paris. ‘Dadai’, presente ao evento logo mais, não esconde uma certa preocupação com o que a entidade máxima do automobilismo pode determinar para o GP do Brasil.

“No espírito contínuo de colaboração positiva com a Fórmula 1, o Conselho discutirá as formas em que um procedimento de segurança mais consistente e efetivo possa ser aplicado em todos os eventos do Mundial de Fórmula 1”, diz a entidade em comunicado.

Ao falar sobre o tema, Bernardo torce para que os problemas vividos neste ano em São Paulo não prejudiquem a sequência da prova no calendário do Mundial. 
 

(Foto: José Cordeiro/Autódromo de Interlagos)

“Infelizmente, a questão segurança pública é muito mais complexa do que o ocorrido na semana do GP do brasil. mas o que aconteceu ali é de envergonhar não só a comunidade do esporte a motor como qualquer cidadão brasileiro. Espero que isso não nos cause problemas futuros.”

Em contrapartida, ‘Dadai’ revela que o novo chefão da F1, Chase Carey, enxerga no Brasil um país muito importante para a F1. Os dois se encontraram durante o fim de semana da prova em Interlagos, e o dirigente pernambucano disse que teve impressões “muito boas” do empresário norte-americano, representante da nova gestão do Liberty Media.

“Ficou evidente que o planejamento deles para o desenvolvimento da F1 sob os aspectos desportivos e de marketing é bastante arrojado e ainda está apenas no início. Ele deixou claro a importância do nosso país nesse processo, sobretudo pela representatividade do público brasileiro no universo de fãs da F1”, declara.

‘Dadai’ comentou também sobre o convite feito a Felipe Massa para que o piloto seja o representante do Brasil no Conselho Mundial da FIA. Tradicionalmente, o posto é ocupado pelo presidente da CBA, como foi nos últimos anos com Pinteiro, mas Bernardo decidiu inovar e trazer para a FIA um nome de muito peso e enorme representatividade não só dentro do Brasil, mas sobretudo lá fora. O nome de Massa deve ser sacramentado também nesta quarta-feira em Paris.

“Ficamos extremamente felizes com o aceito do Felipe em concorrer ao cargo de representante do Brasil no Conselho Mundial. O mundo do automobilismo tem um imenso respeito por tudo o que ele representa em nosso esporte. Os momentos de sua despedida ratificam essa ideia. Creio que nessa função ele poderá prolongar sua importante contribuição com a modalidade em nosso país. Agora nos resta esperar a eleição na FIA e torcer para que ele seja eleito”.

Felipe Massa foi convidado pela CBA para ser o representante brasileiro no Conselho Mundial da FIA (Felipe Massa Beto Issa)

Em defesa do patrimônio chamado Interlagos
 

A comunidade do automobilismo brasileiro acompanha estupefata as últimas notícias sobre o Autódromo de Interlagos. Envolta em meio ao plano de privatizações da gestão do novo prefeito de São Paulo, João Doria, a pista tem destino incerto. No momento, não apareceram interessados na sua aquisição, que agora tornou-se também objeto da especulação imobiliária. Especula-se a construção de um gigante complexo habitacional dentro do complexo, chamado Arco Jurubatuba, que mataria, por exemplo, o célebre kartódromo de Interlagos, onde nasceram para o esporte nomes como Ayrton Senna, Rubens Barrichello e o próprio Massa, dentre tantos outros.

Bernardo se mostrou muito preocupado com o futuro de Interlagos. “Ainda que seja um equipamento da prefeitura municipal de São Paulo, ele é um dos maiores patrimônios do automobilismo brasileiro. Não podemos, sob hipótese alguma, deixar que esse patrimônio seja perdido. Infelizmente, sabemos que a prerrogativa de qualquer ação que se queira fazer com Interlagos não é nem da CBA, nem dos pilotos do Brasil, nem dos promotores, nem da imprensa e nem dos amantes do nosso esporte, o que limita a participação de todos esses players nessa questão”.

“No entanto, afirmo a toda comunidade de apaixonados por velocidade que, junto com todos que estão envolvidos nessa luta, independente de qual seja o caminho tomado pela prefeitura de São Paulo, faremos tudo o que nos couber para preservar o nosso principal autódromo nacional”, alerta ‘Dadai’.

“Interlagos é patrimônio do automobilismo brasileiro. Aconteça o que acontecer, temos de trabalhar todos juntos para que esse patrimônio seja preservado.”

Por fim, o presidente da CBA falou a respeito de uma grande derrota para o automobilismo brasileiro. O eP de São Paulo, que marcaria a estreia do país no calendário da ascendente e revolucionária Fórmula E, foi limado do calendário, sendo a primeira vítima esportiva do plano de privatização de Doria, que pretende vender também o complexo do Anhembi, onde a prova seria realizada em março de 2018.

“Recebemos com tristeza essa notícia. Seria muito bom para o nosso esporte sediar essa prova. Infelizmente, parece que não há mais solução para 2018. O que pudermos fazer para auxiliar um projeto de realiza-la em 2019, faremos”, encerra o presidente, ciente de que seus desafios à frente do automobilismo brasileiro vão muito além da esfera esportiva como um todo.

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