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Conta-giro

A voz da velocidade

Téo José lembra os tempos de SBT e analisa o atual momento da carreira como narrador no Fox Sports, a chegada à maturidade, o maior entendimento da Nascar e o quanto gosta da Fórmula E. Mas fala também sobre as saudades da Indy e da falta que Goiânia faz

Há cerca de um ano e meio, Téo José Auad iniciava um novo ciclo na sua carreira como narrador e na vida como um todo. Contratado pelos canais Fox Sports em fevereiro de 2018 depois de longa passagem de 12 anos pela Band, o goiano passou a ser a principal voz da Fórmula E e da Nascar no Brasil ao encabeçar as transmissões do canal sediado no Rio de Janeiro. Um novo desafio começava para quem virou um símbolo da Indy e de grandes narrações no automobilismo como um todo no país.

Dono de uma carreira de mais de 30 anos, Téo José narrou de tudo no que diz respeito às corridas. Mas não era o primeiro plano do menino goiano que, como quase toda criança, sonhava em jogar futebol. Aos 10 anos, era mascote do Goiás, seu time do coração. Nas suas lembranças da época, um autógrafo negado por Pelé e outro, este aceito, por Rivellino.

No rádio, sua trajetória teve início aos 16 anos, como discotecário. Com o passar dos anos, Téo virou repórter esportivo, e na esteira do sucesso de Ayrton Senna nos anos 1980 na F1, desenvolveu sua paixão pelo automobilismo. Em rádio, na RBC FM e Araguaia, ou mesmo no sistema de som do Autódromo de Goiânia, Téo José narrou 25 provas de moto e cerca de 25 de carro. No começo da carreira, narrou até corridas de jet-sky: “Umas 20”, conta.

E impulsionado pelo piloto Alencar Jr., campeão da Stock Car, teve sua primeira chance de narrar uma corrida, na antiga F3 Sul-Americana em Río Cuarto, na Argentina. A transmissão era terceirizada, mas exibida pela Rede Manchete. Foi onde tudo começou na TV.

Com a chegada dos anos 1990, veio a chance de fazer toda a temporada da Fórmula Chevrolet. E quando a Manchete passou a ter os direitos de transmissão da Indy — que até então era exibida pela Bandeirantes —, em 1993, Téo virou a voz da categoria norte-americana no Brasil. Foram duas temporadas liderando as transmissões da Indy pela extinta emissora fundada por Adolpho Bloch. Bordões que viraram clássicos do automobilismo brasileiro, como ‘Amigos da Velocidade’ e ‘Não Perde Mais’ nasceram naquela época.

Em 1995, na esteira de um projeto ousado de Silvio Santos, o SBT adquiriu os direitos de transmissão da Indy em um momento de transição do automobilismo brasileiro. A F1, após a morte de Ayrton Senna um ano antes, estava em baixa e não tinha perspectivas de vitórias com Rubens Barrichello. Na Indy, ao contrário, vários pilotos promissores se uniram a Emerson Fittipaldi, Maurício Gugelmin e Raul Boesel: os jovens Gil de Ferran, André Ribeiro e Christian Fittipaldi. Era a chance de o SBT medir forças com a eterna líder de audiência, a Rede Globo.

Uma categoria recheada de brasileiros com chances reais de vitória e exibida ao vivo na segunda emissora de maior audiência da TV nacional. Com direito a estrutura ímpar, repórteres renomados, helicóptero e câmeras exclusivas, o SBT revolucionou as transmissões de automobilismo no Brasil nos anos 1990. Coube a Téo José ser a voz do auge da Indy no país. Foram anos de muito sucesso e narrações de vitórias inesquecíveis, como a de André Ribeiro na primeira corrida da história da Indy no Brasil, em 1996, no oval de Jacarepaguá, no Rio; a conquista de Gil de Ferran em Cleveland, no mesmo ano; e o primeiro triunfo de Tony Kanaan na categoria, na US 500 em Michigan, na temporada 1999.

Foi naquela época que nasceu o famoso bordão ‘Segura o Italiano’, que Téo criou para Alessandro Zanardi, que inspirou até o nome de batismo do filho.

Revolução da TV e a maior audiência da Indy no Brasil
 

Téo José guarda um grande carinho por um período como um todo vivido como narrador da Indy no SBT e destaca um momento especial no seu coração: a Rio 400, primeira prova da categoria realizada no Brasil. Jacarepaguá recebeu a Indy em um circuito oval muito particular projetado dentro do saudoso autódromo carioca. Foi lá que, diante de milhares de espectadores, oito brasileiros alinharam para a corrida que teve Zanardi como pole.

Ao fim de 133 voltas no oval de 3 km, André Ribeiro emocionou o público ao vencer no Rio de Janeiro. Foi a primeira grande vitória de um piloto brasileiro em uma categoria de ponta do automobilismo desde a morte de Ayrton Senna, dois anos antes.

Ao GRANDE PREMIUM, Téo José ressalta o caráter revolucionário que teve a transmissão da Rio 400, cuja audiência foi a maior da história da Indy no Brasil.

“Tem um fator fundamental: aquela foi a primeira corrida [da Indy] no Brasil. A gente já tinha feito, ao longo de 1995, um trabalho de corrida totalmente diferente do que havia sido feito: fomos os primeiros a falar com um repórter nos boxes com câmera — antes, tinha apenas a comunicação via áudio, mas nós entramos com câmera —; fomos os primeiros a ter câmeras exclusivas em transmissões internacionais no automobilismo no Brasil, fomos os primeiros a conversar ao vivo com os pilotos através do rádio, a cronometragem, a geração dos caracteres, era toda em português, mesmo com transmissão internacional… Então teve uma série de coisas que a gente inovou na transmissão de automobilismo, e aí veio aquela corrida no Brasil”, lembra.

“Naquela oportunidade, os americanos estavam com um pé atrás sobre se a gente teria condições de fazer aquela transmissão. Foram dois sinais: um sinal internacional e um sinal Brasil. Quem fez esses dois sinais foi a gente, o SBT. Os americanos ajudaram, o SBT contratou algumas coisas dos americanos, como a comunicação de box, que foi um sistema contratado lá; a geração dos caracteres, dos gráficos, metade era lá e metade aqui. Mas a base da transmissão era nossa, então era um grande desafio, de fazer uma transmissão para o mundo. E a gente inovou”, destaca Téo.

André Ribeiro e Alessandro Zanardi em Jacarepaguá na Rio 400 (.)

O narrador recorda também a intensidade da cobertura daquela corrida, que teve um espaço muito maior do que o habitual para um evento de automobilismo na TV aberta. “Lembro que a gente ocupou, na grade da transmissão do SBT, algo que antes ninguém ocupou em termos de transmissão de corrida. Eu saía da pista 1h da manhã. Teve um jornal à noite no SBT, por volta de meia-noite, e a gente fazia as entradas ao vivo dos boxes. Então a gente ficou desde a quarta-feira até o final do domingo, com a vitória do André, ficamos dando flashes da programação, no jornalismo da emissora… Foi uma cobertura intensa”.

Téo José fala com orgulho da equipe formada para a transmissão da Rio 400. “Era eu e o Dedê Gomez na cabine, aí tínhamos como repórter o [Roberto] Cabrini, [Luiz Carlos] Azenha, Hermano Henning, Luiz Ceará, Antonio Pétrin e a Adriane Galisteu. Foi a primeira vez que a Adriane participou de uma cobertura, de uma transmissão na TV aberta. Ela fazia os bastidores da corrida”, relembra.

“A gente tinha helicóptero nosso, do SBT, com repórter para acompanhar a chegada do público… Foi uma mega transmissão. Não é marra, não, foi um grande orgulho mesmo. Revolucionamos a transmissão de automobilismo no Brasil. E era uma equipe muito unida, todo mundo com ideias, a gente pensava em Indy 24 horas por dia, e por isso que o trabalho deu tão certo”, diz.

A audiência obtida à época revela o sucesso estrondoso que a Indy tinha no Brasil, amplificada com a vitória de um piloto brasileiro nos anos de entressafra pós-Ayrton Senna na F1. “23 pontos de média e 29 de pico. Hoje é um negócio totalmente sonhador. Foi a maior audiência da Indy no Brasil. A F1, na época do Senna, dava mais, com uns 30, 33 pontos com o Senna ganhando. Mas a gente atingir 23 pontos, no SBT, era uma coisa absurda”, conta Téo.

Em tempos de questionamentos sobre a política da Rede Globo em cortar a transmissão das corridas de F1 antes do pódio, Téo José revela que teve de comprar uma briga com gente poderosa dentro do SBT para que a cerimônia de premiação da vitória de Ribeiro em Jacarepaguá fosse exibida ao vivo na TV.

“Quando acabou a corrida, ia entrar o Domingo Legal, do Gugu. E o diretor do Gugu, o Magrão [Roberto Manzoni], entrou na minha comunicação quando acabou a corrida, e a gente estava com pico de 28, 29 pontos, e ele pediu para passar para o Gugu de imediato, para pegar a audiência lá em cima. E eu não cumpri, fiz que não ouvi. Ele ficou desesperado, ficou gritando na minha orelha: ‘Passa para o Gugu’. Fizemos até o pódio, até acabar tudo, e aí eu passei. Ele chegou a dizer: ‘O Silvio mandou, o Silvio mandou’”, recorda.

“Quando foi na terça-feira e tive a reunião no SBT com nosso diretor geral, o Luciano Callegari, pensei: ‘Vai sobrar para mim’. Mas ele disse que o Silvio não tinha mandado nada, que era para a gente seguir com a nossa programação normal, do jeito que foi. Era que o Magrão queria passar para pegar a audiência alta, antes do pódio, quando a audiência cai”, completa Téo José.

Mas a política volúvel de Senor Abravanel acabou tirando o espaço da Indy aos domingos por conta da guerra de audiência entre SBT e Globo, Gugu Liberato e Fausto Silva, Domingo Legal e Domingão do Faustão. As corridas passaram a ser exibidas em VT, muitas vezes às 23h. A primeira vitória de Tony Kanaan e a corrida marcada pelo acidente fatal de Greg Moore, ambas em 1999, só foram exibidas tarde da noite por aqui.

Com o fim das transmissões da Indy no SBT, foi fechado um ciclo. No início dos anos 2000, Téo José se mudou com a família para Miami. O narrador foi contratado pelo canal por assinatura PSN, que tinha sede nos Estados Unidos. O projeto do canal era ambicioso, com transmissão ao vivo dos jogos da Copa Libertadores, Copa Mercosul, Campeonato Italiano, F3000, entre outros. Mas o projeto naufragou, a rede saiu do ar em 2002, e Téo voltou ao Brasil.

Mas Téo José não ficou sem o automobilismo, e o automobilismo não ficou sem Téo José. O goiano foi contratado pela rádio Jovem Pan para ser o narrador das corridas da F1, ficando dez anos por lá. Na TV, teve uma passagem pela Rede TV, em 2004, e acertou sua ida para a Band em 2006.

Em uma trajetória de 12 anos na emissora dos Saad, Téo ultrapassou a marca de 200 corridas narradas pela Indy, virou a voz da Fórmula Truck — narrando cerca de 115 provas —, cobriu três Copas do Mundo, apresentou muitos carnavais e até o lendário Festival de Parintins. Em 2014, teve a missão de virar o número 1 depois da morte do inesquecível Luciano do Valle.

Naquele ano, Téo José narrou o histórico 7 x 1 da Alemanha contra o Brasil no Mineirão. Uma partida que, para o goiano, representou uma grande conquista.
 

(Téo José trabalhou por 12 anos na Band (Foto: Divulgação))

O 7 x 1 e a vitória pessoal de Téo José
 

Aqui se faz necessário um parêntese para ressaltar a importância que a Copa do Mundo de 2014 teve para Téo José: era a oportunidade de narrar um Mundial no seu país. “Sempre tive o sonho de narrar uma final de Copa do Mundo. Ter narrado uma final de Copa do Mundo, no Brasil, para mim foi o máximo. Lógico que a gente queria que o Brasil estivesse na final, seria o máximo do máximo”, explica.

Pouco depois de narrar Brasil x Colômbia em Fortaleza, na partida que classificou a Seleção para o duelo da semifinal contra a Alemanha, Téo José passou mal e teve sua presença no Mineirão como narrador posta em dúvida pelas suas condições de saúde.

“Quando cheguei no hospital no domingo, fiz os exames, que detectaram uma virose forte e uma infecção estomacal. Pensei: ‘Eu não vou comunicar nada porque quero ver como isso vai evoluir’. Na segunda-feira à tarde eu iria para Belo Horizonte. Aí fiquei no hospital durante o domingo. Quando foi na segunda-feira, falei com meu chefe: ‘Estou meio baleado, mas acho que dá’. Ainda estava muito ruim. Cheguei lá, fiquei no quarto tomando remédio, fazendo inalação…”, diz.

“Lembro que no carro, conversando com o [ex-jogador e comentarista] Edmundo, falei: ‘Espero que seja 1 x 0, porque se tiver de gritar muito gol eu tô fodido. Só que aí foi 7 x 1. Mas todos os gols foram narrados em tom baixo. E como o jogo começa com a Alemanha já arrebentando o Brasil, você não faz uma narração emocionante, você mais conversa do que narra aquele jogo. Foi uma coisa totalmente fora da curva. Então não tive nenhum problema com relação à minha voz. Quando terminou o jogo, fiquei aliviado: ‘Puta que o pariu, eu consegui’. Foi uma vitória pessoal, eu consegui”, diz.

A histórica goleada sofrida pela Seleção impactou Téo José muito mais por conta da reação da torcida nas cadeiras do Mineirão. “Na boa, quando estou narrando qualquer coisa, seja automobilismo, vôlei, natação, atletismo… não estou pensando se o brasileiro vai ganhar, se o Brasil vai ganhar. Estou pensando em fazer um bom trabalho. Lembro que olhava em volta da gente e via um monte de gente chorando. Aí comecei a levar a minha narração e falar: ‘Isso aqui não existe, isso aqui é fora da curva, o futebol é mais do que isso’. Então esse trabalho eu fiz”.

No fim das contas e, de certa forma, a goleada da Alemanha acabou por ajudar e salvar a presença de Téo até o fim da narração daquela partida icônica. “Se aquele fosse um jogo pegado, com o Brasil pra cima, não sei se iria aguentar. Para mim, tive uma vitória pessoal naquele jogo. Semifinal, jogo do Brasil, Copa do Mundo, eu vou falhar? Essa era a minha preocupação antes de começar o jogo, mas durante não tive nenhum problema com a voz, nada. Então foi essa a imagem que ficou. Foi horrível? Foi. Mas, acima de tudo, queria fazer um bom trabalho. Foi uma vitória pessoal”.

Téo José foi o líder das transmissões da Indy na Band

Maturidade e aprendizado constante no Fox Sports
 

Dois anos depois do maior fracasso do futebol brasileiro, Téo narrou uma das grandes conquistas, o ouro olímpico, no Maracanã, em 2016, além de dar sequência ao trabalho como líder das transmissões da Indy nos canais Band e BandSports.

Alegando corte de custos, a Band dispensou Téo José no início de 2018. Mas o goiano não ficou muito tempo fora da TV. Dias depois,Téo anunciava sua ida para os canais Fox Sports. Na emissora carioca, encarou novos desafios na sua carreira ao narrar a ascendente Fórmula E e a super tradicional Nascar, joias da grade de esportes a motor da emissora.

Passados 18 meses do início da ‘era Fox Sports’, Téo fala com humildade e diz que ainda está aprendendo sobre a dinâmica e as peculiaridades da categoria americana.

“Se pudesse colocar para você, diria que é um momento maduro, mas ainda estou numa fase de buscar o novo, de aprendizado. Estou há um ano e meio. Mas só agora, sendo bem sincero para você, estou me sentindo mais à vontade. Porque [a Nascar] é uma categoria que acompanhava muito pouco, tem um estilo muito próprio, um estilo de corrida muito próprio. Como é muita prova em circuito oval, as estratégias de corrida vão ficando pelo caminho, porque tem muita [bandeira] amarela”, explica.

“Na Indy, você sabia que, quando um cara estava mais lento, ele estava economizando combustível porque vai tentar fazer uma parada a menos. Na Nascar geralmente não tem essa história. Você está vendo que o cara está lento, porque ele tem algum problema, vai para os boxes, arruma o carro e retorna… Já teve corrida em que o cara bateu, ficou com o carro detonado, ficou na corrida e ganhou. E à época falei: ‘O cara está morto, não tem mais corrida para ele’. E o cara ganhou”, recorda.

“Então só agora estou me sentindo mais à vontade”, ressalta Téo, feliz com o momento da carreira e com a chance de narrar uma nova fase do automobilismo como um todo. “Tem um trabalho que tenho muito, muito prazer em fazer, que é a Fórmula E. Vejo o trabalho que a Fox está fazendo com a Fórmula E, aí volto lá atrás, com aquele trabalho que fizemos com a Fórmula Truck, quando cheguei, a própria Indy, em 1994, 1995, de crescimento, de explosão da categoria, e agora a Fórmula E. Adoro a Fórmula E, ela tem um espaço maior para cair no gosto do público, e eu adoro isso”.

Os trabalhos de Téo na Fox Sports não se resumem ao automobilismo. O narrador também faz parte das transmissões de futebol da casa, como na Copa do Mundo, no ano passado, Copa Libertadores, Sul-Americana e outros eventos, além de ser apresentador de programas como o Debate Final.

“No futebol, é muito campeonato, e sou uma pessoa que gosta de se preparar bastante, de estudar, estou o tempo inteiro estudando, estou lendo. E quanto aos programas, da mesma forma. Como sou eu que apresento o Debate Final, tenho de estar antenado com tudo, então é um trabalho de preparação muito maior”, conta.

Indy, F1 e Fórmula E: as maiores narrações de Téo José 
 

Téo José não titubeou quando foi questionado sobre suas narrações preferidas em mais de 30 anos de carreira no automobilismo. O goiano listou seis grandes momentos em uma seleta lista de quase 1.000 corridas narradas ao longo da sua trajetória.

“Eu colocaria a vitória do André Ribeiro em 1996 no Rio de Janeiro como a mais importante; colocaria a do Emerson Fittipaldi em 1993, a segunda vitória dele nas 500 Milhas de Indianápolis, e eu estou narrando 500 Milhas, um piloto brasileiro… apesar que não gosto dessa narração, acho que exagerei muito. Acho que grito muito… tecnicamente, não gosto muito dela. Mas, da mesma forma, o narrador acho que tem às vezes de se jogar. Se pudesse voltar atrás, não narraria da forma que narrei, mas ok”, avalia.

“A última pole-position do Rubens Barrichello na F1, em Interlagos, (2009), que narrava pela rádio Jovem Pan… coloco a do Tony em 1999 pelo erro, pela repercussão até hoje, e colocaria também a primeira vitória do Gil, que foi em Cleveland, em uma disputa com o Zanardi, se eu não me engano, uma puta de uma vitória, uma corrida difícil pra caramba. Tinha muito tempo que um brasileiro não ganhava, e o Gil ganhou aquela de Cleveland, então aquela vitória foi muito importante. E coloco a vitória do Lucas Di Grassi na Fórmula E no México também nesta lista”, completa o narrador.
 

6) A incrível vitória de Lucas Di Grassi no México

 

5) Na raça, Gil de Ferran tem vitória suada em Cleveland

4) A antológica primeira vitória de Tony Kanaan na Indy

3) A última pole-position de Rubens Barrichello na F1

 

2) A glória de Emerson Fittipaldi na Indy 500 pela segunda vez

1) A conquista de André Ribeiro em frente à torcida brasileira

 

Saudades de Goiânia e da Indy
 

A agenda de Téo José é cheia na emissora da Barra da Tijuca. Com os estudos como parte da preparação para narrar as quase semanais corridas da Nascar, da Fórmula E — que teve sua quinta temporada encerrada há dez dias — e as várias partidas de futebol, além da apresentação do Debate Final, o sentimento é de felicidade com a fase vivida na carreira. “Estou gostando muito. Apesar da maturidade, é uma fase de muito trabalho, de preparação enorme…”, diz.

Contudo, os dias corridos não amenizam a saudade da amada terra. “Sinto muita falta de Goiânia, sinto muita falta da minha casa. Como o trabalho é mais intenso, tenho menos chance de ir para casa, então sinto falta. Bate a saudade de Goiânia, da minha família, do meu cachorro, dos barzinhos… Sou um apaixonado pela minha terra”, conta.

E quando se fala em saudade, é inevitável a pergunta: “Você tem saudade de narrar a Indy?”.

“Eu tenho. É uma categoria pela qual tenho um carinho enorme. É uma categoria que me lançou nacionalmente. Tenho muita saudade”, revela Téo.

O narrador, como amante da categoria, revela sua preocupação, seja com o espaço cada vez menor na TV ou com o futuro da Indy no Brasil. Com transmissão de algumas corridas na Band em TV aberta e do BandSports como canal por assinatura, a Indy tem dois brasileiros no grid: Kanaan, já na fase final da carreira, e o jovem Matheus Leist.

“Gostaria que ela tivesse, onde ela esteja, que voltasse um pouco no tempo, com um investimento um pouco maior na categoria, um investimento maior de transmissão. Vejo que estamos caminhando para um momento de ficar sem piloto brasileiro, talvez um. A hora do Tony [se aposentar] vai chegar, então a Indy precisa de um carinho maior, porque ela já teve um espaço muito maior, acho que ela está perdendo muito espaço. Mas sinto muita saudade. Sempre que posso, assisto às corridas. Indianápolis, por exemplo, me fez sentir uma saudade danada”, completa a voz da velocidade no Brasil.

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