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Sonho de criança

Álex Palou traçou um caminho diferente dos rivais ao trocar a Europa pelo Japão. Agora, o espanhol conduz o sonho de correr em Indianápolis ao assinar com a Dale Coyne

A temporada 2020 da Indy contará com diversos novos nomes no grid. Alguns deles são figuras que cresceram dentro da categoria nos últimos anos como Oliver Askew, Dalton Kellet e Rinus VeeKay, mas quem também conquistou espaço no grid foi o espanhol Álex Palou.

Com 23 anos de idade, Palou traçou o mesmo caminho que a maioria dos pilotos europeus desenharam. Se destacou no kart, fez a transição para os monopostos e passou a correr nas categorias de base. Em 2015, garantiu lugar na GP3 e chegou a vencer uma corrida, fechando o campeonato em 10º. Fez outra temporada por lá, mas o movimento que surpreendeu veio em 2017.

Álex Palou no teste em Austin (Álex Palou (Foto: Indycar))

Sem oportunidade de ser um piloto integral na F2, partiu para o Japão, onde disputou a F3 japonesa. Dois anos depois, ganhou espaço na Super Fórmula, um dos principais campeonatos de monopostos do oriente, no qual brigou pelo título até a última corrida e fechou o campeonato em um surpreendente terceiro lugar, atrás de Nick Cassidy e Naoki Yamamoto.

Palou mudou de ares em 2020. Apesar do destaque no Japão, firmou um contrato com a Dale Coyne Racing para substituir o veterano e vitorioso Sébastien Bourdais na Indy. Para o piloto, a oportunidade de estar nos Estados Unidos é um sonho de criança.

"Desde criança, sempre tive o sonho de correr na Indy e na Indy 500. Acho que está entre os campeonatos mais competitivos do mundo. Carros são parecidos e correm em circuitos ovais, mistos e de rua, o que é desafiador para vencer. Correr no Japão era legal e divertido, mas eu acredito que o nível é bem maior nos Estados Unidos", diz.

As 500 Milhas de Indianápolis acontecem no dia 24 de maio. Palou não esconde a ansiedade para estar no Brickyard. Indianápolis jamais viu um vencedor espanhol em sua história centenária.

"Estou muito animado em ser parte da maior corrida do mundo. Assisti a Indy 500 nos últimos anos e é um evento incrível. A única parte ruim é que será a minha primeira corrida em oval, então tudo será novo para mim, mas mal posso esperar para estar na pista", declara.

Cultivando a carreira em um caminho diferente do normal, Álex gostaria de ver mais pilotos de diferentes nacionalidades na Indy, mas ainda não sabe se sua ida para a Dale Coyne vai abrir portas para nomes que competem no Japão.

"É difícil dizer”, disse o espanhol sobre a abertura de portas “Fui muito sortudo em garantir este lugar. Tive um bom teste em Mid-Ohio em 2019 e todo mundo me ajudou a perseguir esse sonho e correr na Indy, desde Team Goh no Japão, Dale Coyne e Honda. Mas seria melhor ter mais pilotos estrangeiros nos Estados Unidos, mais pessoas se interessariam", segue.
(Álex Palou (Foto: Indycar))

O primeiro teste de Palou na Indy aconteceu no segundo semestre de 2019 pela Schmidt Peterson, que acabou virando McLaren e seguiu outro caminho no mercado. O espanhol se garantiu na Dale Coyne, apesar do pouco tempo de teste com o carro.

"Estou muito feliz com a Dale Coyne. Uma pena que tivemos pouco tempo de pista em Austin por conta do tempo, mas tive espaço suficiente para me adaptar com o time. Também tive a sorte de um dia de testes no Texas, que foi meu primeiro oval e me diverti muito. Mal espero para começar a correr”, declara.

 

Com o cancelamento das primeiras quatro provas da temporada, a Indy só começa em maio, em Indianápolis. Palou traçou objetivos grandes para o campeonato de estreia nos Estados Unidos.

"Não coloco expectativas porque não sei como será o campeonato, as pistas, o carro. Tudo é novo para mim. Tenho objetivos pessoais nesta temporada e o primeiro é conquistar o prêmio de novato do ano na temporada e na Indy 500, o que já é difícil porque o elenco é forte. Se tivermos um carro forte, tentarei estar no top-8 sempre. Espero que dê para brigar por vitórias"

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