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A culpa é do gado?

Suspenso por 18 meses pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) por doping, Andrea Iannone alega que foi contaminado com esteroide anabolizante por causa de uma carne que comeu durante a passagem do Mundial pela Ásia. Mas isso é possível?

MotoGP 2019 Argentina Termas de Río Hondo Aprilia Andrea Iannone
Andrea Iannone (Foto: Lulop/Aprilia)

Andrea Iannone se colocou numa roubada. Suspenso pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo) por doping, o italiano da Aprilia recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte para tentar se livrar da pena de 18 meses, mas viu a Agência Mundial Antidoping entrar em cena pedindo um gancho de quatro anos.

Por conta do processo no TAS, a FIM não revelou grandes detalhes do caso. A entidade máxima do motociclismo se limitou a dizer, ainda em dezembro passado, que o exame de urina feito em Andrea no GP da Malásia de MotoGP encontrou uma “substância não especificada nos termos da seção 1.1.a) esteroides androgênicos anabólicos exógenos (AAS)”.

O restante das informações conhecidas veio mesmo de Antonio De Rensis, advogado de Andrea. Foi o defensor que revelou que a substância encontrada no exame do #29 foi a drostanolona, um esteroide anabolizante injetável derivado do DHT.

Iannone, porém, alega inocência e diz que a droga entrou no organismo por conta da ingestão de carne animal durante a passagem do Mundial pela Ásia. No mesmo dia em que Andrea foi submetido ao exame de urina, outros oito pilotos também foram testados: Romano Fenati, Ai Ogura, Marcos Ramírez, Remy Gardner, Joe Roberts, Xavi Vierge, Jorge Lorenzo e Marc Márquez. E todos deram negativo.

Em 4 de fevereiro, a Corte Disciplinar Internacional da FIM julgou o caso de Iannone. A defesa apresentou um teste de fio de cabelo para tentar provar a teoria de contaminação acidental e ficou incomodada com a atuação do advogado tcheco Jan Stovicek.

“Ele foi sozinho, sem especialistas ou consultores, apesar de ser um assunto muito técnico”, contou De Rensis na ocasião ao jornal italiano Corriere della Sera. “Nós levamos um químico muito experiente, o professor Alberto Salomone, e relatórios feitos por dois especialistas de renome. Tudo que ele mostrou foram 20 fotos de Andrea de cueca, afirmando que elas claramente demonstravam que ele tomou drostanolona por ‘propósitos estéticos’”, relatou.

MotoGP 2020 Aprilia Andrea Iannone
Apesar da suspensão, a Aprilia contou com Andrea Iannone para apresentar a moto de 2020 (Foto: Lulop/Aprilia)

Ainda de acordo com o advogado de Iannone, Stovicek “atacou verbalmente o nosso consultor e se opôs ao relatório do teste do fio de cabelo”.

Além de ser advogado e membro do quadro de diretores da FIM, Stovicek é presidente da Federação Tcheca de Motociclismo e, por meio da firma de advocacia, é agente esportivo de pilotos. Foi ele, por exemplo, que negociou a contratação de Filip Salac pela Snipers na Moto3.

O advogado de Iannone também se queixou do fato de o juiz ter a mesma nacionalidade do advogado de acusação.

“Andrea está pedindo por um julgamento justo. Nós queremos que os testes sejam avaliados com atenção e respeito. Eles têm de reconhecer o fato de que o teste do fio de cabelo mostra que ele não usa esteroide, e a hipótese da contaminação alimentar tem de ser cuidadosamente avaliada, não rejeitada em 2s, como a acusação fez”, disparou.

Apesar das queixas e argumentos, a FIM impôs uma pena de 18 meses. Segundo De Rensis, a entidade admitiu a possibilidade da contaminação alimentar.

No início de maio, a defesa de Iannone confirmou em entrevista à emissora Sky Italia o recurso no TAS e anunciou a incorporação de Pascal Kintz ao quadro. O cientista comandou em 2004 a equipe que examinou a suspeita de envenenamento do político ucraniano Viktor Yushchenko. Quatro anos depois, uma análise de fio de cabelo feita pelo Dr. Kintz inocentou Richard Gasquet de uma acusação de consumo de cocaína.

No caso do tenista francês, a defesa alegou que ele tinha sido contaminado ao beijar uma mulher em uma festa durante o torneio em Miami.

Drostanolona: usos e efeitos

Descoberta em 1950, a drostanolona é eficaz na promoção do crescimento muscular, ajuda a definir os músculos, aumenta o ganho de massa e a queima de gordura e reduz a retenção de líquidos. Nos Estados Unidos, o FDA (Food and Drug Administration, em inglês), que equivale à Anvisa no Brasil, aprovou o uso do medicamento em mulheres na pós-menopausa para o tratamento de cânceres de mama inoperáveis.

“É muito comum ela ser usada por fisiculturista para ganho de massa muscular. Já ocorreu com atletas de alguns esportes, como MMA”, aponta Páblius Braga, coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho, em entrevista ao GRANDE PREMIUM.

Em 2015, o lutador Anderson Silva testou positivo em um exame de sangue feito pela Comissão Atlética de Nevada, em janeiro daquele ano, antes da luta contra Nick Diaz, no UFC 183.

“É uma droga utilizada de forma injetável, [que] promove aumento da massa muscular, melhora a disposição e não causa aumento de mamas como alguns outros esteroides anabolizantes”, explica o médico do esporte. “Os efeitos colaterais são a presença de acne, infertilidade e impotência sexual. No longo prazo, pode causar câncer de próstata e alterações cardiovasculares, como infarto e hipertensão arterial”, alerta.

Questionado pelo GP* se é comum a contaminação alimentar de pessoas com drogas utilizadas em animais, o Dr. Braga responde: “É uma alegação de defesa muito comum. Se a quantidade detectada na urina for muito pequena, é possível que esse fato tenha ocorrido”.

O médico entende, também, que é possível que duas pessoas tenham comido carne de um mesmo animal, no mesmo dia, preparadas da mesma forma, mas apresentem resultados diferentes em um exame antidoping. “Principalmente se a quantidade da substância em análise for pequena”, ressalta.

Presidente da FIM, Jorge Viegas disse após a divulgação do caso Iannone que quer se reunir com a Agência Mundial Antidoping para avaliar a possibilidade da criação de uma lista especifica de substâncias proibidas para o motociclismo.

“Conosco, habilidade, psique e coragem são mais importantes do que a bruta força física. Sem mencionar o problema com remédios para dor”, aponta Viegas. “Planejo me encontrar com o novo presidente da WADA, Witold Banka, para ver se há a possibilidade de ter uma lista que se encaixe melhor com nosso esporte”, anuncia.

Diretor-executivo da Dorna, a promotora da MotoGP, Carmelo Ezpeleta compartilha da opinião de Viegas.

“Uma das propostas é que nós tenhamos nossa própria lista de substâncias proibidas. Hoje nós estamos trabalhando com produtos proibidos para todos os esportes e, na verdade, o esporte a motor, e especialmente a MotoGP, é especial. Esse é o meu desejo, mas está fora das nossas possibilidades”, conta Ezpeleta ao site da MotoGP. “Eu pedi para a FIM tentar consolidar uma lista de produtos proibidos, em acordo com a WADA, mas feita pela FIM, para o nosso esporte. Mas esse é só um desejo. Nós não podemos controlar isso”, reconhece o dirigente, que, mesmo sem detalhes, frisou que as quantidades da droga encontrada no exame de Andrea eram “muito, muito pequenas”.

O coordenador do Centro de Medicina do Exercício e do Esporte do Hospital 9 de Julho concorda com os dirigentes, já que cada droga tem um efeito que pode ajudar mais ou menos determinada modalidade.

“Sim. Creio que deva existir alguns mais específicos. Existem medicamentos que melhoram a precisão, como no caso do tiro esportivo. Drogas como betabloqueadores, nesse caso, são mais importantes, em seu efeito, do que um esteroide anabolizante”, justifica. “A recíproca também é verdadeira, pois agentes que melhoram a precisão, betabloqueadores, por exemplo, serão catastróficas para modalidades com alto consumo de oxigênio e demandas energéticas mais intensas”, segue.

Questionado pelo GRANDE PREMIUM se vê o doping no esporte a motor diferente de outras modalidades que não contam com o apoio da máquina, o Dr. Páblius responde: “Não acho, pois o desfecho ou resultado será o mesmo: melhora artificial do desempenho humano para buscar a vitória em sua modalidade”.

Por fim, o médico explica a diferença entre exames de sangue e/ou urina e fios de cabelo no caso de doping.

“Exames de urina/sangue cobrem apenas algumas horas da exposição do atleta à substância proibida. Ao passo que o teste de fio de cabelo pode detectar uma substância por várias semanas após exposição”, resume.

Contaminação alimentar?

A alegação da defesa de Iannone é que a contaminação aconteceu por meio de uma carne ingerida pelo piloto. O que significa dizer que o animal era quem fazia uso de esteroides.

Os anabolizantes, porém, têm uso bastante limitado em medicina veterinária, como explica a professora Helenice de Souza Spinosa, do Departamento de Patologia da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da USP ao GRANDE PREMIUM.

MotoGP 2019 Alemanha Sachsenring Aprilia Andrea Iannone
Andrea Iannone largou para 17 corridas com a Aprilia no ano passado (Foto: Lulop/Aprilia)

“A drostanolona é um anabolizante androgênico e o uso de anabolizantes em medicina veterinária é bastante limitado. Em pouquíssimas situações são recomendados, como, por exemplo, em animais numa situação de convalescência. Aqui no país e também na União Europeia, o uso de anabolizantes é proibido em bovinos de abate”, explica Helenice.

Além disso, a veterinária avalia que a contaminação alimentar é “muito pouco provável”, já que não faz sentido dar esteroides e abater o animal na sequência.

“Se o bovino recebeu um anabolizante para aumentar sua massa muscular e, com isso, aumentar o valor da sua carcaça após o abate, há necessidade de se aguardar certo tempo após a administração do anabolizante para que ele possa agir no organismo animal ― meses ― e seja observado o efeito. Isto é, aumento da massa muscular”, explica. “Esse espaço de tempo faz com que gradativamente o anabolizante seja eliminado do organismo do animal e, no momento do abate, não seja encontrado seu resíduo na carne”, segue.

Questionada pelo GP* se uma dose excessiva do anabolizante poderia produzir a contaminação, a professora respondeu: “Muito pouco provável. Não há nenhuma razão para se dar uma dose excessiva ao animal porque isso poderia causar um efeito nocivo no seu organismo, prejudicando-o e não atingindo o objetivo que seria obter maior valor comercial da carcaça”.

A veterinária explica, também, que não é provável que Andrea tenha dado azar com o pedaço da carne que ingeriu.

“Nos países em que é permitido o uso de anabolizantes em bovinos, usualmente se faz o implante do anabolizante em parte não comestível da carcaça, como, por exemplo, na orelha. A administração oral ou injeção (oleosa ou cristalina) aumenta a possibilidade da ocorrência de resíduos em tecidos comestíveis, o que o produtor não deseja, uma vez que se torna um problema na saúde pública”, justifica.

Perguntada pelo GP* se todo medicamento usado em animais acaba sendo ingerido pelos seres humanos via alimentação, a professora da USP explica: “Sim, existe a possibilidade de o medicamento administrado ao animal atingir o ser humano por meio da ingestão de um produto de origem animal. É por esse motivo que as autoridades sanitárias fazem os devidos controles, por exemplo, permitindo a venda do anabolizante mediante a prescrição elaborada pelo médico veterinário. O abatedouro faz a aquisição de bovinos de produtor rural idôneo, pois se for detectado resíduo de anabolizante, o produto será condenado e serão aplicadas as penalidades ao abatedouro e ao produtor pelo ilícito”.

“Todos os produtos, quer de origem animal ou vegetal, são sujeitos a critérios rigorosos, da fazenda ao prato do consumidor, a fim de preservar a saúde pública. É por esse motivo que as autoridades sanitárias do mundo inteiro se preocupam em inspecionar os produtos antes de serem destinados ao consumo humano”, completa.

O GRANDE PREMIUM tentou falar com Andrea Iannone, mas os contatos da reportagem não foram atendidos. O GP* também não conseguiu localizar o advogado Antonio De Rensis.

Orientação nutricional

Apesar das particularidades do esporte, o motociclismo está sujeito à mesma lista de substâncias proibidas das demais modalidades. Assim, os cuidados são os mesmos de um profissional de atletismo ou de um jogador de futebol, por exemplo.

E, se na população em geral a alimentação tem um papel chave na saúde, no esporte de alto rendimento isso é ainda mais significativo e impacta frontalmente no desempenho.

“O alimento é o combustível para o exercício. Se o combustível não for bom, o rendimento, consequentemente, também não será o melhor”, explica Alessandra Favaro, nutricionista do Santos, em entrevista ao GRANDE PREMIUM.

A alimentação, porém, precisa levar em conta o esporte praticado, uma vez que as modalidades têm suas exigências próprias.

MotoGP 2019 Itália Mugello Aprilia Andrea Iannone
Aprilia segue esperando Andrea Iannone (Foto: Lulop/Aprilia)

“Cada tipo de exercício tem uma característica, um gasto energético e um estímulo fisiológico diferente e, portanto, necessitando de estratégias nutricionais diferentes”, justifica a nutricionista. “Todos os grupos alimentares são importantes. Tanto os macro nutrientes, como os micronutrientes. Mas, dependendo da modalidade você precisará mais de um determinado tipo de nutriente”, aponta.

Enquanto dentro do clube e dentro de casa é possível ter um cuidado maior com a comida, fora de casa as coisas fogem mais do controle.

“Alimentação fora de casa deve ter um cuidado em relação ao lugar onde se está indo. Se é um lugar confiável, que tem um bom padrão de higiene”, comenta a profissional do Santos. “Outro ponto importante é observar o que está sendo consumido. Então procurar não exagerar em frituras, em alimentos ultra processados, em doces que são prejudiciais à saúde”, lista.

Questionada pel GP* se existe algum alimento relacionado ao risco de doping, Alessandra responde: “Existem alguns alimentos que podem ter substâncias que acusam em doping. A semente de papoula, que tem o ópio, por exemplo”.

Nesta época de isolamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus, o trabalho de nutrição seguiu à distância dentro do clube.

“Na época da quarentena enviei dicas gerais para os atletas sobre alimentação para não ter queda de imunidade e sobre a alimentação na quarentena. Perguntei a cada um como estava sendo o treinamento e montei um plano alimentar individualizado”, relata.

O caso Anthony West

Antes de Andrea Iannone, o último registro de doping no Mundial de Motovelocidade tinha sido em 2012, quando Anthony West, então na Moto2, foi flagrado num exame e acabou suspenso por 18 meses. O australiano, porém, foi novamente suspenso após um segundo flagra, em setembro de 2018, quando perdeu a vaga no Mundial de Supersport após testar positivo para cocaína em um exame feito em Misano.

Durante o julgamento da FIM, West levou uma testemunha que admitiu ter colocado a droga em uma bebida sem o conhecimento do australiano. Jacobo Suárez, que se dizia um amigo, quis curar a tristeza do piloto em um encontro num bar.

“Anthony me visitou no começo de julho deste ano. Ele estava mal. Estava cansado e exausto”, disse Suárez em depoimento. “Nós saímos para beber e comer o Bahiana Club, na Calle del Conde. Ele ficou bêbado e não comeu. Ele falava da relação com a Rouse. Ela o chamou de inútil e fracassado. Ele falou de problemas com a equipe. Ele estava praguejando. Já tinha ouvido aquilo antes, mas desta vez ele estava realmente bravo. Estava triste. Eu já o tinha visto assim antes, mas não triste deste jeito”, relatou.

“Ele ia correr naquele fim de semana em Misano. Ia voar para a Itália naquele dia. Eu coloquei um pouco de cocaína na bebida dele para ajudá-lo a passar pelo voo e a se sentir melhor. Não disse nada a ele, pois sabia que ele não aceitaria a oferta”, admitiu Suárez, que revelou que batizou a bebida enquanto West estava no banheiro. E o fez três vezes na mesma noite.

Suárez, aliás, foi interrogado pelo mesmo Jan Stovicek do caso Iannone. E, durante o interrogatório, revelou que, só após a FIM anunciar a suspensão provisória, que informou West que tinha batizado a bebida.

Mesmo com o testemunho de Suárez, o australiano foi suspenso por dois anos, uma pena que só termina em 14 de setembro de 2020. No ano passado, Anthony competiu no Superbike Brasil, já que, no início do ano, o campeonato não era homologado pela CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo) e, portanto, não estava sujeito às determinações da FIM.

Pedido atendido

É bom lembrar que os próprios pilotos tinham pedido um rigor maior no controle antidoping no Mundial de Motovelocidade. Ainda no início de 2018, Cal Crutchlow se queixou do sistema usado pela FIM, criticou o formato de testes aleatórios e contou que passou dois anos sem ser submetido a um exame.

“Acho que os testes são terríveis. Acho que a maneira como toda essa parte é controlada neste esporte não é boa. Mas não estou dizendo algo que não tenha dito nos últimos quatro anos. Se você acha que tem pessoas aqui que não estão buscando um atalho, no maior esporte de motocicletas do planeta, você é idiota. Pois têm pessoas pegando atalhos”, disse Cal na época ao site britânico Crash.net.

Meses mais tarde, durante a passagem pela Argentina, um grupo de pilotos cobrou que fossem submetidos a mais testes ao longo do ano. Na época, a FIM tinha o chamado ‘registered testing pool’, onde reunia competidores de “alta-prioridade”, que estavam sujeitos a testes dentro e fora de competição e que eram obrigados a fornecer paradeiro para as entidades reguladoras. No entanto, eram realizados apenas dois testes por ano durante competições.

Na ocasião, Marc Márquez, por exemplo, pediu o uso do ADAMS, um sistema da Agência Mundial Antidoping onde os atletas registram a localização, podem fazer pedidos para uso terapêutico de determinadas drogas e têm acesso a resultados.

“Só estamos pedindo mais controles. Nós somos atletas profissionais e, claro, [precisamos de] mais controles para que seja mais justo para todos. Para mim, não é normal que, em 19 corridas, só tenhamos dois controles, em duas corridas diferentes, e sem que todos os pilotos participem, apenas alguns. Acho que precisamos mudar isso”, defendeu.

Aos poucos, a FIM foi mudando este cenário. Em 2017, por exemplo, foram 95 testes em pilotos das mais variadas modalidades, com apenas um resultado positivo: Cade Clason, do AMA Supercross. No ano passado, esse número saltou para 149, com quatro positivos ― Brock Tickle e Christian Craig, no AMA Supercross; Anthony West, no Mundial de Supersport; e Jeroni Fajardo, no Mundial de Trial. Em 2019, foram 254 testes, com o caso de Iannone sendo o único positivo.

Olhando apenas para o Mundial de Motovelocidade, o volume de testes também aumentou sensivelmente. Foram 33 exames em 2018 ― com 11 testes em três etapas diferentes ― e 72 no ano passado ― nove exames em oito etapas distintas.

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