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Garra Charrua

Santi Urrutia é um dos melhores nomes da nova geração de pilotos, mas nunca teve uma chance na Indy. Apesar disso e além do talento, o piloto é exemplo de dedicação e persistência

Santi Urrutia (Foto: Indy Lights)

A Garra Charrua é uma expressão bastante comum usada para se referir à seleção de futebol do Uruguai. A Celeste Olímpica já teve muitos craques como Alcides Ghiggia, Darío Pereyra, Pedro Rocha, Álvaro Recoba, Diego Forlán, Luis Suárez e Edinson Cavani, mas sempre se destacou pela disposição, pela raça, pela disciplina em conquistar seus objetivos.

Voltando ainda mais na história da construção da América do Sul, os charruas foram uma tribo de índios do Uruguai, da Argentina e do Sul do Brasil de resistência que, mesmo com poucos recursos, lutou e suportou até onde conseguiu diante das investidas imperialistas.

Dos campos e da história para as pistas: é possível dizer que Santi Urrutia se tornou um grande exemplo da garra charrua: em um meio tão cheio de dinheiro e influências, segue no caminho de seus sonhos. Ainda que não tenha os recursos financeiros de seus rivais, sequer pensa em abrir mão de tudo, mesmo diante de portas que insistiram em se fechar.

“Um cara que luta muito por seus sonhos e que nunca desiste”. É assim que Santiago Urrutia Lausarot se define em entrevista exclusiva ao GRANDE PREMIUM. Nascido em 30 de agosto de 1996 na cidade de Miguelete, em Colonia, interior do Uruguai, Santi é o grande ídolo nacional do momento no esporte a motor e carrega, com orgulho, a missão de manter de pé a paixão da família e de Gonzalo ‘Gonchi’ Rodríguez, sua grande inspiração.

Santi Urrutia é um ídolo do esporte uruguaio (Foto: Reprodução/Twitter)

Em um país de pouco menos de 3,5 milhões de habitantes e apaixonado e vitorioso no futebol, Santi vem de uma família que já gostava de acompanhar o esporte a motor. Assim, desde pequeno, ou melhor, desde muito pequeno, conheceu e se encantou pela velocidade.

“Minha paixão começou desde cedo e pela minha família, meu avô já acompanhava as corridas da Fórmula 1. Meu país é apaixonado por futebol, mas meu caso foi diferente: meu avô me deu uma minimoto quando eu tinha 3 anos e eu comecei a correr de motocross. Só que aí eu sofri um acidente feio quando tinha 5 anos e a minha mãe, professora escolar, falou: ‘Santi, se você quiser correr, que seja de kart, não mais de motocross’. Ela me deu um kart e, com cinco anos, comecei e não parei mais”, conta.

Santi Urrutia e seu pai nos tempos de kart (Foto: Reprodução/Twitter)

Aliás, Urrutia diz que pouca coisa mudou no automobilismo uruguaio nos quase 20 anos que tem de carreira. O piloto, inclusive, não vê muita perspectiva de evolução pela barreira econômica em um país que está longe de ser dos mais populosos.

“O esporte a motor nunca foi profissional no Uruguai e, do meu ponto de vista, talvez nunca seja, é muito difícil. Somos só 3 milhões de pessoas, é difícil fazer virar profissional algo que precisa de tanto dinheiro. Mesmo o basquete sofre pela falta de dinheiro, até o futebol sofre. Acho que o esporte a motor é praticamente o mesmo da época em que comecei, não tem muito mais que 60 ou 70 karts, nos carros eu acho que é um número parecido. Sempre foi algo de altos e baixos, mas, com o coronavírus, a coisa fica ainda mais complicada. Espero que o esporte fique mais profissional algum dia, mas acho realmente difícil”, explica.

Foi por isso que Santi precisou passar por uma formação diferente em seus primeiros passos. Foi na Argentina que o jovem se tornou um piloto promissor e se preparou para um desafio imenso: o Mundial de Kart de 2010. Em um grid cheio de nomes de futuro, o uruguaio brilhou e mudou sua história, migrando para o kartismo europeu e, posteriormente, a disputa da então Formula Abarth.

“Fiz poucos anos de kart no Uruguai, a maior parte foi na Argentina, onde aprendi muita coisa, como ser um piloto melhor, mais profissional, é um país maior. A grande oportunidade veio em 2010, disputei o Mundial de Kart em Braga, Portugal, com gente como Alexander Albon, que venceu, Charles Leclerc, Esteban Ocon, tinha muita gente da F1 ali. Fui muito bem, disputei o segundo lugar com Max Verstappen e, no fim, o dono da equipe chegou e me convidou para correr com eles no ano seguinte. Só que não era fácil dizer sim ali, tinha só 14 anos, era uma mudança grande e ainda precisava de algumas coisas como arranjar algum dinheiro, eu estava indo para virar profissional. Conversei com meus pais, falamos com patrocinadores e meus pais disseram para eu fazer o que quisesse, mas que prestasse atenção em tudo, tomasse cuidado. Saí de casa com 14 anos e fui para a Europa, já em 2011 consegui algumas corridas no que hoje é a F4, enfim, cumpri meu primeiro objetivo, que era correr na Europa, pelo trabalho que fiz no Mundial em Braga”, lembra.

Santi Urrutia (Foto: Indy Lights)

Desde muito cedo se aventurando nos monopostos europeus, Urrutia teve uma passagem de muito aprendizado, adquiriu experiência, mas também enfrentou poucas e boas. Sem o orçamento dos rivais e longe de casa, teve bons resultados no que hoje é a F4 Italiana e na F3 Open, mas chegou na GP3, em 2014, longe das condições ideais, com a equipe Koiranen.

“Estava vivendo meu sonho na Europa, era algo que eu sempre quis. Mas foi bem difícil, no começo eu senti muita falta da minha família, não falava bem inglês ou italiano, tive problemas na comunicação. Não tinha o orçamento dos outros pilotos, precisava trabalhar na fábrica para pagar minhas contas e eu só tinha 14 anos. Os outros tinham a minha idade, mas chegavam nas corridas com os pais, sem problema de dinheiro, eu tinha, vinha de outro lugar, da América do Sul. Sentia falta de muita coisa, tudo que pessoas daquela idade fazem e eu não tinha como fazer lá, não tinha tempo também. Mas é isso: sabia que precisava passar por essa experiência para chegar aonde eu queria, dei 100% o tempo inteiro, trabalhei duro comigo mesmo, com o time, com os patrocinadores. Aprendi muito, tem vezes que é assim, que você aprende muito na dificuldade, quando está sozinho e foi o que aconteceu comigo na Europa”, recorda.

Santi Urrutia foi campeão na Pro Mazda (Foto: IndyCar)

A temporada de GP3 foi um importante marco na carreira do piloto. Basicamente, foi o momento em que a primeira das maiores portas se fechou: o sonho de um dia estar no grid da F1 acabava de vez. Era tempo de recalcular rota e buscar novos horizontes, estabelecer novas metas. Foi quando ganhou força o objetivo de chegar até a Indy, começando pela Pro Mazda, já em 2015.

“A ida para os EUA veio depois de um último ano muito complicado na Europa. Estava sofrendo bastante com o orçamento, já sabia que ir para a F1 era algo praticamente impossível, não tinha dinheiro, não tinha apoio político, meu país não tem tradição na categoria, não tinha empresário, nada. Foi aí que reparei que precisava me mexer se quisesse seguir correndo. Fui pesquisar e vi o Road to Indy, decidi que tinha de fazer a Pro Mazda para conhecer as pistas e descobri que poderia ganhar a bolsa para a Indy Lights caso fosse campeão. Era o cenário perfeito, meus patrocinadores gostaram também da ideia, ganhei o título da Pro Mazda. Aí, na Indy Lights, estava garantido com o dinheiro da Pro Mazda e pude seguir meu objetivo de tentar chegar na Indy, é como se fosse a F3, F2 e F1. Então diz aquela escada”, diz.

Santi não demorou nem um pouco para se estabelecer como uma força do Road to Indy. Em 2015, pela Pelfrey, derrotou nomes como Pato O’Ward para se sagrar campeão. E a escadinha tinha tudo para ser concluída já no ano seguinte, quando venceu quatro corridas na temporada da Indy Lights, mas seu futuro mudou por causa de uma volta. A última volta da última corrida de 2016, em Laguna Seca.

Zach Veach venceu a corrida 2 da decisão na pista californiana e Urrutia foi segundo, resultado que lhe garantiria a taça e, principalmente, a bolsa para correr na Indy em 2017 caso Ed Jones terminasse abaixo do quinto lugar, justamente a posição que o rival estava quando abriu a volta derradeira. Só que a Carlin entrou em ação, e Félix Serrallés saiu da frente do companheiro para dar a Jones a quarta colocação e os dois pontos que faltavam para o título.

Santi Urrutia quase foi campeão em 2016 (Foto: Indy Lights)

O pós-corrida foi bastante emblemático. Por mais que Jones e a Carlin comemorassem, não tinha clima algum para aquela festa de encerramento. Parte do público vaiou, reclamou de Serrallés e Santi chorou, sabia que era mais uma porta que se fechava, ao menos naquele momento. Para 2017, enquanto o rival se garantia como piloto da Dale Coyne, o uruguaio se virava para fechar uma nova temporada na Lights com a Belardi, uma vez que a Schmidt Peterson, sua equipe de 2016, deixava a categoria.

“Vou ser bem sincero: acho que tive temporadas melhores do que alguns pilotos que estão na Indy. Não acho que eu seja melhor que os pilotos que estão lá, mas que tenho talento suficiente para correr na Indy, só que ninguém me dá uma chance e só consigo ver a falta de dinheiro como motivo para isso. Venci a Pro Mazda, fui vice da Indy Lights por 2 pontos quando o cara [Ed Jones] passou o companheiro de equipe dele [Félix Serrallés] na última volta da última corrida e ali eu perdi a bolsa de $ 1 milhão, teria três ou quatro corridas na Indy. Quis continuar na Indy Lights, mas não foi fácil, não tinha dinheiro, sofri com a equipe, o Sam Schmidt deixou a categoria, foi tudo muito difícil, ninguém me deu a chance que eu queria para provar o meu talento”, lembra.

“O que me deixa feliz, até orgulhoso, é que os caras que disputavam comigo na Indy Lights estão andando na frente na Indy, vencendo corridas, fazendo poles, mas é complicado, eu venho de um país pequeno e não posso fazer o mesmo por não ter $ 2 ou 3 milhões que me garantissem uma vaga na Indy. Acho que foram bons anos no Road to Indy, poderiam até ter sido melhores, claro, cometi uns erros como todo mundo, mas o grande problema é nunca ter recebido a grande chance de estar no grid da Indy”, completa.

Santi Urrutia teve grandes momentos na Indy Lights (Foto: IndyCar)

O jovem piloto esteve na Indy Lights também em 2017 e 2018, os dois anos com a Belardi. E novamente brigando pelo título, inclusive foi vice de Kyle Kaiser em 2017. Só que, nesse meio tempo, uma nova porta se abriu e fechou de forma inesperada. A Harding, equipe que entrava no grid da Indy em 2018, chamou Urrutia para fazer parte do projeto. O uruguaio topou, acertou o acordo e esperou o contrato. Que simplesmente nunca chegou.

“A história é bem simples. O Mike Harding me ligou, disse que queria que eu corresse pela equipe dele no ano seguinte [2018], me reuni com ele e com outras pessoas em Indianápolis e aí o Mike apertou minha mão e disse: ‘Bem-vindo ao time, você vai correr conosco no ano que vem’. E aí, de repente, Gabby Chaves, que não sabia da história, foi anunciado lá. Eles ainda me falaram que eu correria junto com Gabby, aquele papo de sempre. Fui para o Uruguai e eles disseram que enviariam o contrato dois ou três dias depois. Aí esperei uma semana, duas semanas, um mês, a temporada ia se aproximando e pensei: ‘Que porra está acontecendo?’. Foi então que eles falaram que estavam sem dinheiro e que eu não teria uma vaga, mas eles esperaram até o último momento para me dizer isso e ainda ficaram com aquele papo de que arrumariam uma solução, mas era tudo mentira. Apertaram minha mão, me fizeram promessas, mas era tudo mentira. Acho que foi algo terrível para o esporte o que fizeram comigo, com Gabby e com outras pessoas. Esse cara [Mike Harding] é realmente um cara mau. E isso aconteceu também com Pato [O’Ward] no ano seguinte: ele estava na equipe, mas não tinha carro para ele, só para o Colton [Herta]”, revela.

De fato, o relato de Urrutia remete imediatamente ao que aconteceu com O’Ward antes de 2019. O mexicano chegou a ser anunciado pela equipe, participou de eventos representando a Harding e, às vésperas do início do campeonato, acabou sacado, já que tinha apenas um carro e que ficou mesmo com Colton Herta. Pato ainda conseguiu se ajeitar e usou o dinheiro da bolsa do título da Lights para arranjar uma vaga na Carlin, mas Santi não teve a mesma sorte. Obrigado a fazer mais um ano na base e longe das condições ideias para tal, foi o único momento em que o uruguaio cogitou desistir do sonho.

Santi Urrutia teve um acordo com a Harding quebrado (Foto: IndyCar)

“Pensei em desistir não só da Indy, mas do esporte a motor como um todo. Fiquei cansado disso tudo, era sempre a falta de dinheiro, é sempre isso que dita tudo, que me impediu de chegar mais longe, que mais me irritou, principalmente nos monopostos. Tem muito piloto na Indy que é bom, mas que não teve uma grande carreira no Road to Indy, só que tem dinheiro. Estava cansado, cansado de trabalhar tanto, me esforçar tanto e aí chutarem e darem um pé na bunda assim. Mas aí pensei: acredito em mim, vou seguir em frente, quero provar que posso chegar na Indy, que posso ser um piloto profissional, um dia ainda quero realizar, por isso eu não paro. Não quero voltar para o Uruguai e dizer aos meus amigos que eu desisti, é a última coisa que eu farei. Vou seguir em frente, se as coisas não rolarem na Indy, vão acontecer em outro lugar, mas eu vou fazer o que sempre sonhei, vou ser um piloto profissional”.

Depois das portas fechadas, foi hora de buscar uma nova rota, mais uma vez. O destino? A Europa, após cinco anos. Mas em outra realidade: era tempo de pés no chão e, assim, Santi foi para o Europeu de TCR, em uma oportunidade interessante com a Audi que parecia ter um bom futuro.

“O TCR foi bem legal, bem melhor até do que eu poderia imaginar. Foi um ano muito bom para mim, ganhei o campeonato dos novatos, fui o melhor da Audi, do grupo Volkswagen, enfim, fui terceiro no campeonato Europeu com pouca experiência e pouco orçamento. Estava pronto para correr no WTCR em 2020 com a Audi, mas aí eles decidiram sair do programa e tive de recomeçar outra vez, daí a volta para os EUA. Mas minha ideia era seguir para o WTCR, tive reuniões, estava tudo certo, mas a Audi fechou o programa do WTCR e precisei mudar meus planos novamente”, conta.

Santi Urrutia no WTCR (Foto: Reprodução/Twitter)

Com só 23 anos nas costas, Urrutia se via obrigado a um novo recomeço, já incontável em sua trajetória. Então, mais uma vez, o retorno aos EUA se deu. A ideia era fazer a Indy Lights em 2020 pela HMD, mas outro contratempo: a categoria cancelou a temporada, e Santi e seu time tiveram de tentar a sorte na F-Regional Americas, que garante bolsa ao campeão na Lights 2021.

“Foi bem complicado porque o Henry Malukas, dono da MHD, me deu uma bela chance. Ele é um ótimo chefe de equipe, um cara legal e me ajudou em tudo que ele conseguiu, sou bem grato a ele. Eu ia correr com o filho dele, David Malukas, a gente tinha formado um belo time, com potencial para título. Aí tudo foi cancelado, foi bem ruim para todo mundo. Fomos para a F-Regional Americas porque lá vai ter uma bolsa para o campeão na Indy Lights em 2021, então vamos trabalhar muito para que eu ou ele, um dos dois seja campeão e aí a gente fica com o dinheiro para a temporada que vem corrermos na Indy Lights com esse dinheiro”, explica.

Santi Urrutia teve de ir para a F-Regional Americas (Foto: Reprodução/Twitter)

A persistência e luta de Urrutia têm também uma origem além de seu próprio espírito e do amor de sua família pelo esporte. É que o piloto é fã declarado de Gonzalo ‘Gonchi’ Rodríguez, compatriota que foi ídolo nacional nos anos 1990, se destacando na F3000 e dono de um lugar no grid da Indy em 2000, mas que nunca chegou a ocupar.

Gonchi morreu em um acidente em 1999, quando faria a etapa de Laguna Seca pela Penske. Desde então, seu legado ficou, bem como a história de superação que teve para atingir seus objetivos no esporte.

“Gonchi era o número #1, é o número #1 e para sempre vai ser o número #1. Ele foi o cara a chegar na Indy, eu amo ele mesmo sem ter conhecido, ele é para a gente algo parecido com o que o Ayrton Senna é para vocês no Brasil. Ele foi o cara que me inspirou lá no começo, espero que hoje eu possa inspirar outros pilotos, os meninos do kart, mas minha relação com ele, com a Nani Rodríguez, irmã dele, que cuida da fundação dele, é excelente, somos muito próximos. Ele vai ser nossa inspiração e não apenas no esporte a motor, mas também na vida por tudo que ele fez e como ele virou o grande piloto que foi. Para mim, ele é o melhor de todos, vou sempre levá-lo nos momentos bons e ruins, respeito muito tudo que ele fez”, explica.

Para Santi, uma das melhores coisas de sua jornada tem sido o apoio do povo uruguaio a cada conquista, a cada vitória ou mesmo nas dificuldades. O piloto tem total noção de como preenche uma lacuna que não era ocupada desde Gonchi.

Santi Urrutia leva a bandeira uruguaia pelo mundo (Foto: Indy Lights)

“É muito bom, é incrível. Recebo muito carinho do meu país, sou o único piloto fora do Uruguai, sou o cara que vim 20 anos depois do Gonchi, tivemos de esperar esse tempo todo, isso me deixa bem orgulhoso. Não sinto a pressão, só me faz bem. Quando venço, minhas redes sociais explodem, muitas mensagens mesmo. Quando perco, muita gente me dá apoio, uns poucos me mandam parar de correr, mas nem ligo, só fico orgulhoso com tudo isso. O pessoal sabe que eu faço o meu melhor”, diz.

Inspirado em Rodríguez e sempre muito resiliente, Urrutia só pensa em seguir trilhando seu caminho e conseguir ganhar a vida como piloto profissional, “por qualquer categoria que seja”. Seu objetivo, mais do que qualquer outra coisa, é ser lembrado como alguém que deu a vida pelo esporte.

“Só quero fazer o meu melhor, dar o meu melhor. O que estiver dentro do meu controle, eu vou buscar, não quero desistir, quero estar preparado e pronto para lutar nos bons e nos maus momentos. Quando eu voltar para casa com 23, 24, 30 ou 40 anos, não importa se como campeão ou um perdedor, mas quero ter a certeza de que dei sempre meus 100%, é disso que quero que as pessoas se lembrem lá na frente, do quanto eu me dediquei, do quanto eu lutei pelo meu sonho”.

E como lutou. E vai seguir lutando. Afinal, Santi tem no sangue a garra charrua.

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