A revanche

Depois da derrota em Spa, a Mercedes armou uma armadilha para a Ferrari em plena Monza lotada e ainda contou um impecável Lewis Hamilton para vencer o GP da Itália. A vitória ainda colocou o inglês mais perto dos maiores da F1. A Indy também tem seus números

Evelyn Guimarães, de Curitiba &
Gabriel Curty, de São Paulo

 


Apenas uma semana depois de ser derrotada em uma pista que dominava, a Mercedes reagiu e, contando com um impecável Lewis Hamilton, armou para cima da Ferrari, diante de uma Monza lotada de tifosi. É bem verdade que os vermelhos fizeram bonito no sábado com a pole e a dobradinha no grid, mas o domingo foi dos prateados. Como resultado, Hamilton ampliou a vantagem na liderança do campeonato e seguiu somando números expressivos na carreira. Então, vamos a eles!
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


O triunfo de Lewis Hamilton em Monza foi o 68º de sua carreira na F1. O inglês agora está a 23 vitórias do recordista absoluto neste quesito, o heptacampeão Michael Schumacher.

E falando no alemão, com a conquista do último domingo, Hamilton igualou o número de vitórias em Monza com Schumacher: cinco para cada. Além disso, Lewis foi o primeiro a receber a bandeirada final pela sexta vez em 2018.
 

Foi quinta vez consecutiva que a Mercedes figurou no degrau mais alto do pódio na histórica pista da Lombardia. E em termos de total de voltas completadas na temporada, Hamilton lidera a tabela com sete giros a mais que Sebastian Vettel. A equipe prata, por sua vez, tem 45 passagens de vantagem para a Ferrari.

O Autódromo Internacional de Monza se viu lotado no domingo, e os tifosi aplaudiram a performance de Kimi Räikkönen
Ferrari

 

 

 

 

 

 


No sábado, Kimi Räikkönen surpreendeu a todos ao cravar uma pole-position sensacional diante dos torcedores da Ferrari em Monza e com direito a recorde.

O tempo de 1min19s119 do Q3 se tornou a nova melhor marca do circuito italiano e a volta mais rápida da história da F1, com média de 263,588 km/h.

 

 


Foi a 18ª posição de honra da carreira do finlandês na F1 e a primeira desde o GP de Mônaco do ano passado. Ainda, o nórdico se tornou o piloto mais velho a sair da pole desde Nigel Mansell em 1994 - o inglês tinha 41 anos, três meses e cinco dias quando largou na ponta no GP da Austrália daquele ano.

Kimi conquistou a principal posição do grid na Itália aos 38 anos, 10 meses e 16 dias.

Além de Mansell, só mais seis pilotos foram pole mais velhos: Giuseppe Farina (47), Juan Manuel Fangio (46), Jack Brabham (44), Mario Andretti (42), Carlos Reutemann (39) e Graham Hill (39).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Ainda, foi a 20ª pole da Ferrari no GP da Itália. A última primeira fila da equipe italiana em Monza havia sido em 2000, quando Schumacher e Rubens Barrichello ainda defendiam as cores de Maranello.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Na corrida, o campeão do mundo de 2007 cruzou a linha de chegada na segunda posição, o que lhe rendeu o 100º pódio da carreira na F1.
 


 


Indy e um incrível Dixon

A Indy foi a Portland para a penúltima corrida da temporada 2018, e viu uma reviravolta entre os postulantes ao título. A prova teve um acidente logo no início, que poderia até ter tirado Scott Dixon do páreo, mas o neozelandês teve sorte e soube se recuperar. A vitória ficou com um ótimo Takuma Sato, que aproveitou melhor do que ninguém as bandeiras amarelas.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A vitória em Portland foi apenas a terceira de Takuma Sato em seus nove anos de Indy. O triunfo significou bastante para Sato. Agora, o japonês tem uma vitória em cada tipo de pista: rua (Long Beach 2013), oval (Indy 500 2017) e misto (Portland 2018).

Também foi apenas o oitavo pódio do japonês na categoria, o segundo conquistado em 2018 (terceiro no GP de Iowa).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Falando em pódio, Sébastien Bourdais encerrou um jejum de 15 corridas sem top-3, já que não levava um troféu para a casa desde a abertura, em São Petersburgo, quando venceu.
 

Quase como um milagre, Dixon terminou de novo no top-5 em Portland. Agora, são 12 top-5 em 16 corridas (75% de aproveitamento).

 


Pietro Fittipaldi conquistou seu primeiro top-10 na Indy ao chegar em nono. O brasileiro conseguiu o feito antes de alguns pilotos com mais corridas em 2018 como René Binder, Zachary Claman DeMelo, Jordan King, Gabby Chaves, Max Chilton e Matheus Leist. Apesar disso, Chaves conquistou seu melhor resultado em 2018 ao chegar em 13º.
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Charlie Kimball ampliou a lavada em cima de Max Chilton em top-10 na história curta da Carlin: 6x0 para o americano, que chegou em sétimo. Enquanto isso, mesmo em um ano apagado, Simon Pagenaud tem a melhor sequência de top-10 ativa: nove consecutivos. Foi sexto em Portland.
 

Fotos: AFP, Ferrari, Mercedes e Indycar.