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Guia 24 Horas de Le Mans 2020

EQUIPES E PILOTOS LMP1

Depois das LMGTE-Am, LMGTE-Pro e LMP2, o GRANDE PREMIUM apresenta quem vai buscar a vitória na principal classe em disputa nas 24 Horas de Le Mans: eis o grid da LMP1

LMP1; TOYOTA; LE MANS;
A Toyota é a força a ser desafiada na classe principal das 24 Horas de Le Mans (Foto: Toyota Gazoo Racing)

REBELLION RACING

Sede: Silverstone (Inglaterra)
Carro: Rebellion R13
Motor: Gibson GL458 4,5 L V8 aspirado
Pneus: Michelin
Em 2019/20: 2º lugar do WEC na classe LMP1
Vitórias: 3

Principal equipe não-oficial da LMP1 no Mundial de Endurance desde o retorno da modalidade às pistas em 2012, a Rebellion Racing disputa sua última 24h de Le Mans após uma trajetória iniciada há mais de uma década, quando a equipe ainda se chamava Speedy Racing Team. A organização patrocinada pela marca helvética de relógios e comandada por Alexandre Pesci e Bart Hayden vai deixar saudades.

A Rebellion chegou inclusive a ser anunciada como parceira tecnológica da Peugeot — possivelmente via Oreca — no retorno da marca do Leão às competições, um regresso anunciado para 2022. Mas houve uma mudança de planos no meio do caminho e a escuderia, vencedora em três provas do WEC nas últimas duas temporadas bienais, será desmantelada. Na despedida, terão dois carros, como aconteceu na abertura da temporada 2019/20 em Silverstone e teriam tido em Spa-Francorchamps na etapa passada como preparação para La Sarthe, se não fosse a pandemia.

LMP1; REBELLION; 24 HORAS DE LE MANS;
A Rebellion se despede das 24 Horas de Le Mans neste fim de semana (Foto: Marius Hecker/AdrenalMedia.com)

Pilotos do carro #1

BRUNO SENNA

15 de outubro de 1983 (36 anos), São Paulo (São Paulo), Brasil
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
41 provas
11 vitórias
25 pódios
3º colocado na temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 109 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 7
Melhor resultado geral: 4º lugar em 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: 4º lugar na classe LMP1 em 2018 e 2019

Sem medo de errar, Bruno Senna é hoje o piloto brasileiro mais bem-sucedido do Endurance mundial. Com mais de 40 provas disputadas na categoria, foi o único na história da competição a ter vitórias nas quatro classes – LMP1, LMP2, LMGTE-PRO e LMGTE-AM, feito alcançado na supertemporada 2019/20 ao triunfar em Xangai com a Rebellion. O sobrinho do tricampeão Ayrton vai para a oitava participação nas 24h de Le Mans, numa corrida emocional e emocionante para a Rebellion, fazendo e muito por merecer um pódio na prova de La Sarthe na despedida do time.

Bruno, que teve de iniciar a carreira de piloto de competição depois dos 21 anos, muito tempo depois da morte do tio, fez 46 GPs de Fórmula 1 por HRT, Lotus e Williams, depois de uma passagem de sucesso em categorias de base como a Fórmula 3 inglesa e a GP2 Series – a atual Fórmula 2. Disputou sua primeira temporada no Endurance em 2009 e voltou à modalidade quando as portas da categoria máxima enfim se fecharam. E alcançou sucesso com a Rebellion, levando o título mundial de pilotos em 2017 após o vice em 2016 com a RGR Sport by Morand.

GUSTAVO MENEZES

19 de setembro de 1994 (25 anos), Coto de Caza (Califórnia), EUA
Graduação: Ouro

Retrospecto no FIA WEC
32 provas
7 vitórias
20 pódios
3º colocado na temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 109 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 4
Melhor resultado geral: 3º lugar em 2018
Melhor resultado em categoria: 1º lugar em 2016 na classe LMP2

Filho de pais brasileiros e radicado há muitos anos nos EUA, Gustavo Menezes — que completa 26 anos no dia da largada das 24h de Le Mans deste ano — nasceu na Califórnia e lá se desenvolveu como piloto de competição, tendo iniciado no kartismo ainda cedo em 2002, com oito anos. Mas disputaria somente suas primeiras competições nos EUA e fora daquele país na categoria Cadete, depois subindo a provas mais importantes como o Campeonato Ásia-Pacífico CIK-FIA (5º colocado em 2008) e o Europeu.

A partir de 2010 abraçou a carreira de piloto de monoposto, começando na Star Mazda e passando por USF2000, Fórmula 3 Europeia, GP de Macau e eventualmente as provas de Endurance com o American Le Mans Series e depois no United SportsCar, agora IMSA. Em 2016, surpreendeu com a passagem ao WEC e mais ainda ao ser campeão mundial da LMP2 no primeiro ano na competição e também das 24h de Le Mans. Foi contratado pela Rebellion em 2018 e defende a equipe desde então, tendo subido ao pódio geral em La Sarthe naquele mesmo ano.

NORMAN NATO

8 de julho de 1992 (28 anos), Cannes, França
Graduação: Ouro

Retrospecto no FIA WEC
7 provas
2 vitórias
5 pódios
3º colocado na temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 109 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 2
Melhor resultado geral: Não completou em 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: Não completou na classe LMP2 em 2018 e 2019

Norman Nato foi mais um dos muitos pilotos que buscou a carreira nos monopostos e viu no Endurance um porto seguro para dar continuidade à sua trajetória.  De 2010 até há três anos atrás, vinha na ‘escadinha’ de Fórmula 4, Fórmula Renault, World Series V8, GP2 Series e Fórmula 2 (disputou inclusive a primeira temporada com a atual nomenclatura), mas transferiu-se às provas longas. Fez o ELMS em 2018 e no último ano foi o regra-três de Jean-Éric Vergne na G-Drive Racing e também de Loïc Duval na TDS Racing. Está em sua primeira temporada completa no FIA WEC e disputará a terceira 24h de Le Mans na carreira, tendo abandonado nos dois últimos anos, defendendo SMP Racing e RLR MSport/Tower Events.

Pilotos do carro #3

ROMAIN DUMAS

14 de dezembro de 1977 (42 anos), Alès, França
Graduação: Platina

Participações nas 24h de Le Mans: 19
Melhor resultado geral: 1º lugar em 2010 e 2016
Melhor resultado em categoria: 1º lugar na classe LMP1 em 2010 e 2016 e na LMGTE-PRO em 2013

Versátil e experiente, Romain Dumas completa nesta edição das 24h de Le Mans um total de 20 participações na clássica prova francesa de Endurance – trajetória iniciada em 2001 e logo com um dos muitos pódios em que o piloto de 42 anos subiria em La Sarthe.

Dumas tem mais de duas décadas de carreira, tendo obviamente passado pelos karts e monopostos, onde foi campeão francês de F3 em 1998. Disputou também provas de F3000 Europeia antes de migrar para o Endurance e correr também em provas de Rally e na lendária Subida de Montanha Pikes Peak, da qual é tricampeão. Venceu também as 24h de Nürburgring e Spa-Francorchamps, o título do American Le Mans Series como piloto Porsche e o FIA WEC em 2016, além de três edições das 24h de Le Mans – duas na geral e uma na LMGTE-PRO, com mais três pódios.

NATHANAËL BERTHON

1º de julho de 1989 (31 anos), Romagnat, França
Graduação: Ouro

Participações nas 24h de Le Mans: 6
Melhor resultado geral: 5º lugar em 2019
Melhor resultado em categoria: 5º lugar na classe LMP1 em 2019 e na LMP2 em 2015 e 2018

De carreira de pouco brilho no automobilismo, o francês Nathanaël Berthon, de 31 anos, vai para sua sétima participação nas 24h de Le Mans e a segunda via Rebellion Racing. Ano passado, ele entrou no final do campeonato do WEC substituindo Mathias Beche – que deixara a equipe – com um contrato para a temporada 2019/20 que, por questões econômicas, acabou não sendo mais cumprido.

Em seu cartel já vasto e de resultados medianos, destaca-se o título francês da Fórmula Renault no já distante ano de 2009. Sem mostrar potencial na World Series e GP2, migrou para o Endurance em 2014, ano de sua estreia em La Sarthe. Na maior prova longa do planeta, Nathanaël foi 5º colocado geral ano passado e três vezes em classe – duas delas na LMP2.

LOUIS DÉLETRAZ

22 de abril de 1997 (23 anos), Genebra, Suíça
Graduação: Ouro
Estreante nas 24h de Le Mans

Em 2020: 7º colocado na Fórmula 2, com 122 pontos

Filho do folclórico piloto Jean-Denis Déletraz, considerado um dos piores de sempre a guiar na Fórmula 1, o suíço Louis Déletraz é um dos raros dentre todos os inscritos da LMP1 a debutar nas 24h de Le Mans deste ano. Com 23 anos, já está no quarto ano na Fórmula 2, onde é companheiro de equipe do brasileiro Pedro Piquet na Charouz. Tem quatro pódios na atual temporada e é o sétimo colocado da classificação. Andou também na World Series (vice-campeão em 2016) e na Fórmula Renault NEC e Europeia.

BYKOLLES RACING TEAM

Sede: Greding (Alemanha)
Carro: ENSO CLM P1/01
Motor: Gibson GL458 4,5 L V8 aspirado
Pneus: Michelin

De volta às 24h de Le Mans após ficar a princípio fora da prova como equipe titular e depois alçada à lista principal por conta de forfaits, a ByKolles se despede do problemático protótipo ENSO CLM P1/01 naquela que é também a última edição da corrida com a participação da classe LMP1.

A equipe austríaca de sede em Greding, na Baviera (Alemanha), ainda não tem planos concretos para 2021, mas tudo indica que se juntará à Toyota e à Scuderia Glickenhaus – e futuramente Peugeot – como os construtores dos primeiros modelos dentro do regulamento Hypercars. Será a décima participação da organização de Colin Kolles em La Sarthe e um dos pilotos do carro #4 seria o brasileiro João Paulo de Oliveira, que o testou antes da pandemia do Covid-19. Infelizmente as restrições sanitárias para os residentes do Japão que são estrangeiros impediram ‘Oribeira’ de reforçar a equipe em 2020.

LMP1; BYKOLLES; 24 HORAS DE LE MANS;
A ByKolles apresentou o layout para a disputa das 24 Horas de Le Mans 2020 (Foto: ByKolles)

Pilotos do carro #4

TOM DILLMANN

6 de abril de 1989 (31 anos), Mulhouse, França
Graduação: Ouro
Participações nas 24h de Le Mans: 2
Melhor resultado geral: Não completou em 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: Não completou na classe LMP1 em 2018 e 2019

Tido no começo da carreira como fenômeno francês no automobilismo, Tom Dillmann foi mais um dos diversos pilotos do país que ficaram pelo caminho sem chance de chegar à F1. Ganhou a F3 alemã quando o campeonato era super competitivo e migrou para a GP2 Series. Quando perdeu o bonde da história em 2015, migrou para o Endurance e ainda eventualmente tentou o ABB FIA Fórmula E sem muito sucesso e provas de Grã-Turismo. Até agora, não conseguiu completar nenhuma das 24h de Le Mans que participou pela ByKolles.

OLIVER ‘OLI’ WEBB

20 de março de 1991 (29 anos), Manchester, Inglaterra
Graduação: Ouro
Participações nas 24h de Le Mans: 6
Melhor resultado geral: 7º lugar em 2014
Melhor resultado em categoria: 3º lugar na classe LMP2 em 2014

Britânico de 29 anos, Oliver “Oli” Webb só entrou na trinca da ByKolles porque João Paulo de Oliveira foi impedido de deixar o território japonês pelas restrições das autoridades locais aos residentes estrangeiros naquele país. De pouco brilho nos monopostos, passou por Fórmula Renault, F3 inglesa e Indy Lights antes das corridas de Endurance. Foi campeão do ELMS na classe LMP2 em 2014 e vencedor das 24h de Dubai no ano seguinte. Em La Sarthe, estreou com um bom pódio defendendo a Signatech Alpine e desde 2016 colabora com a ByKolles – só que, a partir daí, nunca mais viu a quadriculada em Le Mans. Vai para sua sétima participação na prova francesa.

BRUNO SPENGLER

23 de agosto de 1983 (37 anos), Schiltigheim, Alemanha (naturalizado canadense, tem cidadania francesa)
Graduação: Platina
Estreante nas 24h de Le Mans
Em 2020: 3º colocado do IMSA na classe GTLM com 174 pontos

Nascido na Alemanha, numa cidade próxima a Estrasburgo, na região francesa da Alsácia, Bruno Spengler foi cedo para o Canadá – por isso, o piloto de 37 anos tem tripla nacionalidade, correndo hoje com a bandeira canadense. Estreia nas 24h de Le Mans com um cartel alentado principalmente no DTM, no qual competiu por nada menos que quinze temporadas de 2005 até o ano passado, primeiro como piloto Mercedes-AMG e depois defendendo a BMW, pela qual foi campeão em 2012 – logo no primeiro ano com os bávaros.

A marca dos triângulos Dixi levou Spengler à série IMSA e ele faz boa campanha por lá este ano, ocupando o 3º lugar no campeonato da GTLM. Bruno também tem uma prova oficial do WEC no currículo – as 1000 MIlhas de Sebring ano passado, além de uma aparição hors-concours com a ByKolles, nas 6h de Spa-Francorchamps.

TOYOTA GAZOO RACING

Sede: Colônia (Alemanha)
Carro: Toyota TS050 Hybrid
Motor: Toyota 2,4 L V6 Biturbo
Pneus: Michelin
Em 2019/20: 1º lugar do WEC na classe LMP1
Vitórias: 25

O FIA WEC retornou em 2012, e a Toyota, que fez sua primeira corrida na competição exatamente nas 24h de Le Mans há oito anos, acabou como o único construtor de fábrica que permaneceu e acreditou na categoria. Sem a concorrência de Porsche e Audi, além da fugaz presença da Nissan com seu fracassado LMP1, os orientais fizeram da divisão principal o seu feudo. Campeões mundiais de Construtores em 2014, viveram altos e baixos, além de colecionar derrotas incríveis em La Sarthe, como em 2016 (a mais dolorida de todas) e 2017.

Mas houve alegrias, mesmo com os artificialismos do regulamento que deixam os japoneses sem nenhum vestígio de concorrência. Ganharam – finalmente! – as duas últimas edições após 14 tentativas desde 1987 e algumas idas e vindas. E têm tudo para, na despedida do modelo TS050 Hybrid de Le Mans, uma vez que em outubro começam enfim os testes para valer do GR Supra Hypercar visando o Mundial de 2021, ganhar pela terceira vez.

LMP1; TOYOTA; 24 HORAS DE LE MANS;
A campeoníssima Toyota parte como favorita à mais uma vitória na LMP1 em Le Mans (Foto: Toyota Gazoo Racing)

Pilotos do carro #7

MICHAEL ‘MIKE’ CONWAY

19 de agosto de 1983 (37 anos), Bromley, Inglaterra
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
51 provas
11 vitórias
25 pódios1º colocado da temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 137 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 6
Melhor resultado geral: 2º lugar em 2016, 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: 2º lugar na classe LMP1 em 2016, 2018 e 2019

Atual líder do WEC junto a seus parceiros de equipe, o britânico Mike Conway seguiu o caminho que qualquer piloto faz na carreira – kart, monopostos e passagens por várias categorias, da Fórmula Ford à Fórmula Indy, desaguando em títulos britânicos da Fórmula Renault e F3, nesta derrotando Oliver Jarvis e Bruno Senna. Na Indy, desistiu da categoria por conta de sérios acidentes, embora tenha conseguido duas vitórias e cinco pódios. Como na Fórmula 1 não passou do papel de piloto de testes, migrou para o Endurance em 2013 e por lá ficou.

Agora em 2020, Conway busca na despedida do TS050 Hybrid das pistas o título mundial de pilotos e uma vitória inédita nas 24h de Le Mans. Quem sabe sem os desígnios do destino não será a vez dele e de seus colegas de pilotagem?

KAMUI KOBAYASHI

13 de setembro de 1986 (34 anos), Amagasaki, Japão
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
40 provas
6 vitórias
25 pódios
1º colocado da temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 137 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 5
Melhor resultado geral: 2º lugar em 2016, 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: 2º lugar na classe LMP1 em 2016, 2018 e 2019

O popular Kamui Kobayashi busca igualmente o primeiro título mundial no FIA WEC e a primeira vitória nas 24h de Le Mans após três pódios como segundo colocado, a melhor volta da corrida há quatro anos e a histórica pole position em 2017, quebrando o recorde de Hans-Joachim Stuck cravado num circuito ainda sem chicanes no retão Les Hunaudières, que já perdurava havia 32 anos.

Com passagem pela Fórmula 1, que lhe rendeu pódios em 75 GPs por Toyota, Sauber e Caterham, “Koba San” ficou sem assento por lá em dois períodos. No primeiro, foi para a Ferrari na LMGTE-PRO via AF Corse e depois migrou a partir de 2016 para a Toyota, revezando-se entre FIA WEC e Super Formula.

JOSÉ MARÍA LÓPEZ

26 de abril de 1983 (37 anos), Río Tercero, Argentina
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
22 provas
5 vitórias
12 pódios
1º colocado da temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 137 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 3
Melhor resultado geral: 2º lugar em 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: 2º lugar na classe LMP1 em 2018 e 2019

O argentino José María López é um homem em busca de uma missão. Ser o primeiro sul-americano campeão mundial de Endurance na classe principal em 33 anos, desde a conquista do brasileiro Raul Boesel em 1987. E tem boas chances de conseguir. Com retrospecto excelente em provas de carros de Turismo – tricampeão do Super TC2000, campeão da Top Race V6 e tricampeão do WTCC pela Citroën – após uma boa campanha nos monopostos, com direito ao título da então Fórmula Renault em 2003, o piloto de 37 anos só não conseguiu se firmar na Fórmula E por falta de carro. No WEC, pode não só ser o número #1 da temporada junto a Conway e Koba, como também ser o primeiro argentino em mais de 60 anos a triunfar em La Sarthe.

Pilotos do carro #8

SÉBASTIEN BUEMI

31 de outubro de 1988 (31 anos), Aigle, Suíça
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
57 provas
16 vitórias
33 pódios
2º colocado da temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 125 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 8
Melhor resultado geral: 1º lugar em 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: 1º lugar na classe LMP1 em 2018 e 2019

O suíço Sébastien Buemi é junto a Kazuki Nakajima um dos atuais campeões do FIA WEC e o piloto de 31 anos continua em busca do terceiro título na categoria. Mas pelo visto não será tão fácil quanto pareceu ser na Super Season 2018/19, quando tinham Fernando Alonso como parceiro. A estrela da companhia desde o primeiro ano da competição – que também é destaque no ABB FIA Fórmula E com seu jeito meio estressado, porém competente – vai ter trabalho para derrotar os colegas de equipe e rivais do carro #7 dessa vez.

Sem nenhum indício de favorecimento ou de suspeições, o que ficou claro nas seis corridas anteriores da temporada é que dessa vez o trio do #8 está em desvantagem clara em relação ao outro carro da Toyota. E Buemi, que venceu as duas últimas 24h de Le Mans, terá de fazer bem mais para chegar ao tri do WEC e em La Sarthe.

KAZUKI NAKAJIMA

11 de janeiro de 1985 (35 anos), Okazaki, Japão
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
51 provas
13 vitórias
29 pódios
2º colocado da temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 125 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 8
Melhor resultado geral: 1º lugar em 2018 e 2019
Melhor resultado em categoria: 1º lugar na classe LMP1 em 2018 e 2019

Duas vezes pole position das 24h de Le Mans e igualmente bicampeão da prova junto a Buemi nos dois últimos anos, Kazuki Nakajima é por vezes o melhor piloto da equipe – e é subestimado principalmente por ser filho de Satoru Nakajima, tido como trapalhão na F1 mas (não se enganem) celebrado como um dos grandes ídolos do automobilismo oriental, talvez o maior deles.

Com 35 anos, Kazuki teve duas temporadas de F1 pela Williams e um ótimo retrospecto no Japão, em paralelo com sua campanha no WEC, conquistando dois títulos de Super Formula e tendo excelentes desempenhos no Super GT. Vai para sua nona edição nas 24h de Le Mans, buscando – a exemplo de Buemi – uma terceira vitória seguida em La Sarthe, o que não acontece a nenhum piloto desde o recordista de triunfos Tom Kristensen, que emplacou seis consecutivas de 2000 a 2005.

BRENDON HARTLEY

10 de novembro de 1989 (30 anos), Palmerston North, Nova Zelândia
Graduação: Platina

Retrospecto no FIA WEC
41 provas
13 vitórias
30 pódios
2º colocado da temporada 2019/20 do World Endurance LMP Drivers com 125 pontos

Participações nas 24h de Le Mans: 6
Melhor resultado geral: 1º lugar em 2017
Melhor resultado em categoria: 1º lugar na classe LMP1 em 2017

Após duas edições de fora, Brendon Hartley retorna às 24h de Le Mans, prova que conquistou junto a Earl Bamber e Timo Bernhard de forma dramática em 2017, quando o Porsche deles caiu para 52º e último e a trinca empreendeu uma recuperação estonteante que os levou à vitória – um dos pontos altos da campanha que deu ao piloto neozelandês hoje com 30 anos o bicampeonato do FIA WEC.

E que curiosamente o levaria à Fórmula 1: defenestrado do programa de desenvolvimento (onde chegou a ser piloto de testes e reserva) da Red Bull, que ficou sem um piloto capaz de possuir a pontuação de Superlicença, Hartley faria 25 GPs pela Toro Rosso, a atual AlphaTauri. Fez apenas um 9º posto em Austin como melhor resultado e pontuou três vezes somente.

Retornou ao FIA WEC, agora pela Toyota, mas nem de longe consegue mostrar o mesmo desempenho nas quatro temporadas em que defendeu a Porsche. Vai para a sétima participação nas 24h de Le Mans, buscando também a segunda vitória na clássica prova francesa e manter assim as chances de título na LMP1 em sua derradeira temporada de disputas.

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