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As temporadas mais tardias da F1

Impossível dizer quando (e se) a temporada 2020 da F1 vai começar, mas certamente nenhum outro campeonato começou tão tarde. Os inícios mais tardios datam dos anos 1950 e 1960

Diante de um quadro sem precedentes na história recente mundial provocado pela pandemia do novo coronavírus, a F1 é nada relevante em tempos atuais. A principal categoria do automobilismo mundial vem estudando, nas últimas semanas, alternativas para dar início ao calendário da temporada 2020, mas o fato é que não há a menor ideia de quando ou mesmo se o campeonato vai ter início, justamente porque é impossível fazer qualquer previsão por conta do avanço da pandemia ao redor do mundo.

Na melhor das possibilidades, o que não parece ser o caso, a temporada 2020 começaria em 14 de junho com a disputa do GP do Canadá. O fato é que, independente de quando comece, a F1 vai ter neste ano seu início mais tardio da história, superando de longe o ocorrido nos anos 1950 e 1960.

Nos seus primórdios, a F1 tinha calendários bem mais curtos que as mais de 20 corridas de agora, variando entre 7 e 11 GPs no máximo. A primeira temporada da história, em 1950, teve 7 GPs e começou em 13 de maio com a disputa do GP da Inglaterra.

E foi justamente o quinto mês que marcou a abertura de boa parte das temporadas daquela época, exceção feita quando os campeonatos começavam na Argentina, entre 1953 e 1958 e 1960, ou na África do Sul, e 1965, 1967 e 1968, quando tudo começava nos primeiros dias de janeiro, às vezes no primeiro dia do ano. Mas o padrão era de início das temporadas em maio.

A seguir, o GRANDE PREMIUM viaja no tempo e lista as duas temporadas de início mais tardio da história da F1.

(Fotos: Forix)

1963 – 26 de maio, GP de Mônaco

Monte Carlo abriu a temporada da F1 em 1963 com uma disputa entre dois grandes nomes da história da F1: Graham Hill e Jim Clark. Os dois protagonizaram a batalha pelo título no ano anterior, com Hill levando a melhor, e retomaram a briga no fim de maio.

A bordo do Lotus 25, Clark largou na pole em Mônaco, tendo justamente Graham Hill ao seu lado. O piloto da BRM pulou na frente e liderou as primeiras voltas até ter sido superado pelo rival, que comandou a disputa até o 78º giro.

Só que Clark sofreu com a quebra do câmbio e abriu caminho para a primeira das cinco vitórias de Graham Hill nas ruas do Principado. Um feito histórico para o piloto. No entanto, no fim do ano a festa ficou com Clark, que faturou o título mundial.
(Graham Hill e Jim Clark duelam no GP de Mônaco de 1963 (Foto: Forix))

1951 – 27 de maio, GP da Suíça

A temporada daquele ano tem um ponto em comum com 2020, já que o GP de Mônaco não foi realizado. A Suíça então recebeu o início da F1 naquele ano. O palco da abertura do campeonato foi em Bremgarten, circuito de estrada de altíssima velocidade perto de Berna.

A pista, de pouco mais de 7 km de extensão, foi a única sede da categoria no país antes de o automobilismo ter sido banido na Suíça depois do trágico acidente ocorrido nas 24 Horas de Le Mans de 1955. O GP da Suíça só voltou ao calendário em 1982, mas foi realizado no circuito francês de Dijon-Prenois.

A corrida marcou o início da arrancada de Juan Manuel Fangio rumo ao primeiro título mundial. De Alfa Romeo, o argentino marcou a pole-position e, debaixo de chuva, dominou a prova. Piero Taruffi foi o segundo e Giuseppe Farina completou o pódio.
(Juan Manuel Fangio e Giuseppe Farina no GP da Suíça de 1951 (Foto: Forix))

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