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Lado a Lado

Giovinazzi ou Hülkenberg na Alfa Romeo?

Renovação do italiano com a equipe pareceu encaminhada até o lobby pelo experiente Nico Hülkenberg virar assunto no paddock da Fórmula 1, antes do GP do México. GRANDE PREMIUM colocou os dois pilotos ‘Lado a Lado’

Depois de um ano estupendo de estreia, seria bem difícil alguém repetir o desempenho de Charles Leclerc na Alfa Romeo. Bem por isso, a titularidade de Antonio Giovinazzi para 2019 não foi lá muito comemorada As atenções estavam mesmo voltadas para o ex-campeão Kimi Räikkönen, que havia deixado a Ferrari justamente para o lugar do prodígio que nascia, e se mostrava empolgado com uma velha e renovada casa. Às vésperas da 18ª prova da temporada de Fórmula 1, o GP do México, Giovinazzi viu o lobby pelo experiente Nico Hülkenberg, preterido por Esteban Ocon na Renault, virar assunto no paddock.

Como há tempos se sabe na F1, apenas os resultados não garantem o italiano, nem o alemão, entre os 20 pilotos do grid. Se não bastasse, esses também não são lá tão pomposos, sobretudo, se levado em conta a primeira metade do ano de um e o que esperava-se do outro. O #99, que havia feito duas corridas pela Sauber em 2017, é o atual 18º colocado, com apenas quatro pontos — um nono (GP da Áustria) e dois décimos lugares (GPs da Itália e de Singapura). Para o sempre cruel efeito de comparação, seu companheiro Räikkönen é o 14º, com 31 pontos.

Por outro lado, o #27, com 175 corridas e nem um pódio sequer, é o 13º, com 34 pontos, sendo a quinta, no GP da Itália, sua melhor colocação — tabela já atualizada com a desclassificação da equipe francesa no GP do Japão. Daniel Ricciardo, que chegou como astro, também ainda não foi muito longe com um carro errante. O australiano é o 12º, com os mesmos 34 pontos do companheiro, tendo sido o quarto em Monza.

Giovinazzi ficou perto de Räikkönen na segunda metade do ano e ganhou confiança de Vasseur (Divulgação/Alfa Romeo)

Em recente entrevista, foi como Giovinazzi já soubesse da renovação ou então desse mesmo de ombros para o futuro na F1, afirmando que lida com situações semelhantes desde o kart.

“Na F1, tudo pode mudar rapidamente de corrida para corrida. Em uma você é herói, na outra é uma merda, depois é herói de novo. Tudo muda”, disse ao site norte-americano ‘Motorsport.com'.

A evolução do piloto de 25 anos, que ocasionalmente acabou liderando por quatro voltas a corrida em Singapura, é notória. Os irritantes erros do início da temporada, ao menos, deram uma amenizada. Da volta das férias para cá, foi ao Q2 em todas as cinco corridas e chegou até a fazer frente para Räikkönen. O carro em corridas, no entanto, não teve o mesmo crescimento de performance e ficou até difícil de cobrar dos pilotos resultados mais expressivos. O chefe Frédéric Vasseur pareceu entender e disse que a decisão sairia “em breve”.
(Divulgação/RenaultF1)

“Vamos tomar a decisão logo mas, honestamente, basta olhar os últimos resultados para ver que Antonio está forte”, disse Vasseur, em Suzuka, na entrevista dos chefes de equipe.

O lobby por Hülkenberg, de 32 anos, partiu de Sergio Pérez, hoje na Racing Point, mas companheiro do alemão nos tempos de Force India. Em um evento na Alemanha, ele lamentou a situação do piloto que, com uma vitória nas 24 Horas de Le Mans em 2015, pode muito bem ter o WEC na alça de mira.

“No fim das contas, talento e resultados não contam tanto. São tantos fatores diferentes, políticos e tantos outros, que um atleta não têm sob controle”, atacou Perez.
(Divulgação/Alfa Romeo)

Por obra do destino, italiano Giovinazzi liderou quatro voltas nas ruas do último GP de Singapura (Divulgação/Alfa Romeo)

Sobre apoio político, vale lembrar que Giovinazzi está sob o guarda-chuva da Ferrari além de ser um o único representante no grid de uma das bandeiras mais tradicionais do automobilismo. Com as palavras de Vasseur, a renovação com o italiano parece encaminhada e, friamente, não valeria a pena uma troca por um piloto tão experiente e que tradicionalmente demora a apresentar resultados.

Um que não ‘apareceu’, mas praticamente se ‘colocou’ como uma opção no mercado foi Mick Schumacher. O filho do heptacampeão mundial Michael se disse pronto para guiar um F1. A tendência mais natural, no entanto, é que o piloto de 20 anos repita uma temporada na F2 até uma vaga mais madura aparecer. Nesse meio tempo, outros novos convites para testes com a Alfa Romeo e mesmo com a Ferrari devem pintar.

Além de uma vaga na Alfa Romeo, a Red Bull ainda precisa definir se Alexander Albon ou Pierre Gasly será o companheiro de Max Verstappen na próxima temporada. A decisão implica também na situação de Daniil Kvyat. Apesar das vagas em abertas, essas devem ficar entre o programa de pilotos da própria equipe. Na Williams, Robert Kubica já avisou que deixa a equipe no próximo ano, e, George Russell, apesar de ter contrato, ainda não foi confirmado.

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