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Räikkönen e Giovinazzi: semelhanças na mediocridade

Italiano e finlandês estão sem contratos para a temporada 2021 da F1 e veem a permanência na Alfa Romeo ameaçada por Mick Schumacher. Filho do heptacampeão tem as suas credenciais e ainda participará de treino livre

Kimi Räikkönen, Antonio Giovinazzi, Alfa Romeo 2020,
(Foto: Reprodução/Twitter/@alfaromeoracing)

Das poucas e incertas vagas em aberto para a próxima temporada da Fórmula 1, duas podem estar na mesma equipe: a Alfa Romeo. Kimi Räikkönen e Antonio Giovinazzi sofrem com dois dos piores carros do grid, é bom que se diga, mas também não se destacam nem um do outro quando o assunto é andar na frente. Com Mick Schumacher fazendo sombra inclusive em um treino livre da categoria, não seria de se estranhar se o italiano ou o finlandês ficasse a pé em 2021.

Mick, filho de Schumacher, líder da F2, potencial campeão e ainda piloto da Academia Ferrari tem todos os pré-requisitos, e um pouco mais, para ocupar uma vaga na equipe de Frédéric Vasseur. Além do sobrenome pra lá de famoso, o herdeiro do heptacampeão tem mostrado um certo talento nas categorias de acesso ainda que a atual temporada não seja exuberante. O alemão, de 21 anos, tem 191 pontos, 22 a mais que o britânico Callum Illot, a duas rodadas duplas do término da competição. Os dois aguardam para guiar respectivamente a Alfa Romeo e a Haas no treino livre 1 do GP do Eifel, em 9 deste mês. 

Assim como eles, o russo Robert Shwartzman, outro do programa de pilotos da escuderia italiana, também terá um teste pela equipe suíça. Essa atividade, no entanto, acontecerá só no fim de semana do GP dos Emirados Árabes Unidos, em dezembro, e o jovem pode ser considerado carta fora do baralho. Mesmo assim, deixa bem claro que a própria Ferrari está procurando lugares para os seus jovens talentos. Räikkönen foi o último campeão de macacão vermelho, e Giovinazzi trabalhou com a equipe antes de ser titular da Alfa Romeo.

Essas são só as primeiras semelhanças entre a mediocridade dos dois pilotos, que não têm contrato divulgado para o ano que vem. Na tabela de classificação, ambos somam apenas dois pontos, 16º e 17º entre os que pontuaram — somente Kevin Magnussen (um ponto), e Nicholas Latifi, George Russell e Romain Grosjean (todos zerados) estão atrás. Räikkönen e Giovinazzi conquistaram seus pontos com dois nono lugares, no GP da Toscana para o veterano que fará 41 anos neste mês e no da Áustria para o piloto de 26 anos. 

Por isso, uma análise mais profunda dos números pode ajudar a traduzir o que cada um entregou até agora além dos pontos que colocam a equipe na oitava colocação na tabela de construtores. Em classificação, a coisa não ajuda muito. Os dois largaram cinco vezes um na frente do outro. A melhor posição de largada do #7 foi 13º lugar na Toscana, enquanto o #99 cravou apenas o 15º tempo no GP da Inglaterra.

Se passado para as corridas, e aqui levado em conta apenas quem chegou na frente, Räikkönen tem uma ligeira vantagem. O veterano chegou na frente em sete oportunidades das dez corridas disputadas até aqui, sem muito que enchesse os olhos dos mais apaixonados por velocidade. Há quem diga no paddock que o finlandês inclusive pode trocar a aposentadoria e ir parar na Haas, no lugar dos sempre contestados Grosjean e Magnussen. O iminente recordista de largadas na F1, já que empatado com as 322 de Rubens Barrichello, talvez ainda possa contribuir no desenvolvimento de um carro complicado.

Alfa Romeo, Haas, GP da Toscana 2020,
Räikkönen pode se aposentar, seguir na Alfa Romeo ou até ir parar na Haas (Foto: Reprodução/Twitter/@alfaromeoracing)

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Com só três vitórias frente ao companheiro, Giovinazzi sabe que fez pouco. No início da temporada, mesmo sob pressão e desconfiança, ele esperava garantir uma vaga na Ferrari para 2021. Não só a pandemia do novo coronavírus, como o próprio desempenho na pista o atrapalharam bastante. As 33 largadas na F1 podem também ser um fator positivo de alguém que já não é tão inexperiente. Ainda assim, emprestar o carro para Mick em Nürburgring não estava nos planos.

No fim, Sebastian Vettel deixou a Ferrari e foi substituído não por Giovinazzi ou qualquer outro piloto sob o guarda-chuva da escuderia italiana. Também sem espaço para erros, e com uma queda por Charles Leclerc, a tradução mais bem sucedida do seu programa de pilotos, a direção de Maranello decidiu importar Carlos Sainz Jr. da McLaren. 

Sem a vaga mais cobiçada disponível, os novos e antigos nomes precisarão brigar pela Alfa Romeo e pela Haas. Mas não é só resultado na pista que conta. Räikkönen e Giovinazzi estão completando a segunda temporada juntos, e Grosjean e Magnussen se aproximam do término do quarto ano na mesma equipe. Nenhum desses teve a permanência confirmada para o grid do ano que vem.

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