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Lado a Lado

A pior pontuação da Ferrari em 11 anos

Desempenho de Leclerc e Vettel, em sétimo e em décimo na classificação de pilotos, só não é pior do que o de Massa e Räikkönen, que zeraram nas três primeiras corridas de 2009. ‘Lado a lado’ mostra as diferenças

Vettel, Leclerc, GP da Hungria 2020
(Foto: Divulgação/Ferrari)

Nem Sebastian Vettel e Kimi Räikkönen, nem Fernando Alonso e Kimi Räikkönen, tampouco Fernando Alonso e Felipe Massa. O recorde de pior início nas últimas 11 temporadas está com Charles Leclerc e Sebastian Vettel. Os atuais pilotos da Ferrari, a quinta colocada no Mundial de Construtores da Fórmula 1, com apenas 27 pontos, são os registram a marca negativa nas primeiras três corridas do ano.

Para se ter uma ideia do atoleiro em que a Ferrari vive, a Mercedes segue no topo da tabela com 121 pontos. No lugar em que deveria aparecer a escuderia italiana, este ano figuram Red Bull (55), McLaren (41) e até mesmo a Racing Point (40), que em muito se vale de um projeto de carro similar ao da vitoriosa equipe alemã em 2019 para conquistar importantes pontos no campeonato. 

Individualmente, o desempenho é ainda mais pífio se levado em conta que o piloto monegasco é o sétimo, com só 18 pontos; e o alemão é o 10º, tendo acumulado míseros nove pontos — enquanto isso, Lewis Hamilton dispara rumo ao heptacampeonato, com 63 pontos. Também pudera já que o #16 tirou o #5 da corrida na primeira curva no GP da Estíria

Apesar da segunda colocação na corrida de abertura, no GP da Áustria, Leclerc tem dificuldades em um carro que claramente perdeu potência em relação aos últimos anos. Vettel, que inclusive já anunciou sua despedida do time de Maranello para o ano que vem, ainda quer se despedir em grande estilo, mas não terá o caminho facilitado e as coisas podem piorar ainda mais.

Vettel, GP da Hungria 2020
Vettel foi apenas o sexto no GP da Hungria (Foto: Divulgação/Ferrari)

Nessa primeira corrida em Spielberg, quando viu o companheiro no pódio, Vettel foi o décimo colocado, sem dar mostras de um rendimento satisfatório e até rodar quando brigava por algo melhor. Já no GP da Hungria, a terceira etapa da temporada marcada pela pandemia do coronavírus, foi a vez do tetracampeão levar a melhor em cima do jovem, mas nada que seja muito digno: sexta contra 11ª colocação.

Em Budapeste, a equipe só não se perdeu mais por conta da experiência do alemão diante do chove e para, seguido da ameaça de chuva forte até o final da prova. Ainda no terço inicial da prova, a Ferrari chamou o piloto para os boxes para colocar os pneus macios, como já havia feito no outro carro. Vettel recomendou os médios e evitou uma outra parada no pit.

É preciso de um pouco de esforço da memória para lembrar-se de uma temporada tão ruim dos dois carros vermelhos nos últimos tempos. Ainda assim, a história recente não dá conta de uma fase que envolvesse máquina aquém do esperado e pessoal despreparado para lidar com as eventualidades de uma corrida. Isso sem falar na batida dos companheiros na segunda corrida. 

A pior marca em três corridas ainda está com Massa e Räikkönen, que zeraram na pontuação em 2009. As razões, no entanto, são diferentes das de 11 anos depois. O brasileiro abandonou a primeira e a terceira prova, na Austrália e na China, e foi prejudicado pelo dilúvio na Malásia. Já o finlandês completou as corridas iniciais, mas fora da zona de pontuação, que até aquele ano contemplava os oito primeiros. Apenas na quarta corrida, o hoje piloto da Alfa Romeo conseguiu a sexta posição. Na sequência daquele ano, ainda que com o acidente de Massa, terminou na quarta posição, com 70 pontos, 32 atrás da Brawn GP, do campeão Jenson Button.

Leclerc, GP da Hungria 2020
Leclerc tem a missão de liderar a Ferrari em 2020 (Foto: Divulgação/Ferrari)

Outro ano muito ruim para o time italiano foi a de 2014, a última de Alonso com o macacão vermelho. Sem conseguir liderar o time novamente ao caminho dos títulos, como aconteceu com o alemão, o espanhol teve duas quarta e uma nona colocação. O finlandês foi ainda pior com sétima, 12ª e décima posição, somando 33 pontos para a época. Ruim, mas ainda assim melhor que os 27 de 2020.

A F1 agora parte para uma rodada dupla no autódromo do GP da Inglaterra, em 2 e 9 de agosto. No ano passado, em Silverstone, Leclerc, que hoje tem assumidamente a missão de ilderar a equipe, foi ao pódio com a terceira posição. O problema é que, para aumentar as chances de outro altos e baixos, Vettel terminou na 16ª colocação. Um desempenho só em parte animador para a Ferrari.

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