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Lado a Lado

A trinca do abandono

Pela segunda vez na carreira, Valentino Rossi abandonou três corridas seguidas na classe rainha do Mundial de Motovelocidade. Nesta quinta-feira (4), o GRANDE PRÊMIO coloca Lado a Lado as trincas de 2011 e 2019

Valentino Rossi não vive lá um grande momento na temporada 2019 da MotoGP. Pela segunda vez na carreira, o #46 registrou três abandonos seguidos, já que não viu a bandeirada nos GPs da Itália, da Catalunha e da Holanda. Antes, o multicampeão só tinha deixado de completar três etapas em sequência em 2011, no primeiro ano de Ducati.

A trinca de abandonos deste ano começou justamente em Mugello. Correndo em casa, Rossi teve uma daquelas classificações para esquecer, já que, igualando sua pior performance no seco, ficou apenas com o 18º posto no grid. Mas as coisas ficaram ainda piores na corrida.

Ainda no início da prova, Valentino despencou para último depois de um toque com Joan Mir. Pouco tempo depois, com apenas 7 voltas completadas, o italiano caiu e se despediu da corrida.

Na Catalunha, a Yamaha apresentou uma performance melhor, e o italiano conseguiu o quarto posto no grid. O que prometia ser uma boa prova, no entanto, foi pelo ralo ainda no segundo giro, quando Jorge Lorenzo caiu e levou Maverick Viñales, Andrea Dovizioso e Rossi junto.

Com um retrospecto dos melhores em Assen, Rossi esperava a redenção na Holanda, mas o fim de semana em Drenthe foi igualmente ruim. Ao contrário de Viñales e Fabio Quartararo, que estiveram sempre entre os ponteiros, o #46 não conseguiu se entender com a YZR-M1. Largando apenas em 14º, o piloto de Tavullia completou apenas quatro giros no domingo, já que caiu na Stekkenwal, a oitava curva do traçado, ao perder a frente em uma tentativa de ultrapassagem para cima de Takaaki Nakagami.

Rossi já abandonou três corridas na temporada 2019 (Valentino Rossi (Foto: Yamaha))

Assim, Rossi segue estagnado em 72 pontos, mas permanece em quinto na classificação e como líder da Yamaha, uma vez que, mesmo com a vitória, Viñales aparece em sétimo, com 65 pontos.

Oito anos antes, em sua primeira temporada com a Ducati, Valentino viveu um revés semelhante, já que não conseguiu completar as provas de Japão, Austrália e Valência. Vale lembrar, aliás, que a prova da Malásia, que viria na esteira de Phillip Island, acabou não sendo realizada por conta do acidente fatal de Marco Simoncelli pouco depois da largada.

Em Motegi, na 15ª etapa da temporada, Valentino largou em sétimo, mas, na segunda curva, caiu depois de um toque com Jorge Lorenzo, forçando Ben Spies para a brita. Na sequência, no mesmo dia em que Casey Stoner chegou ao bicampeonato da MotoGP em casa, o irmão de Luca vinha em sétimo depois largar em 11º quando caiu tentando passar Álvaro Bautista na pista molhada. O então piloto da Ducati tinha completado apenas 13 voltas.

O desfecho da temporada, porém, não terminou muito melhor. Em um fim de semana marcado por homenagens a Simoncelli, Rossi sequer passou da primeira curva depois de largar em sexto. Bautista caiu na primeira curva e levou junto Rossi, Nicky Hayden e Randy de Puniet.

Assim, Rossi chegou ao último GP da era das 800cc estagnado em 139 pontos e fechou o ano com o sétimo posto na tabela, atrás justamente de Marco, que ficou com a mesma pontuação.

A título de curiosidade, em 2011, Rossi chegou à oitava corrida do ano com 91 pontos e o quarto lugar na tabela. Tal qual hoje, era o melhor colocado da marca que defendia.

. (Lado a lado Rossi (1))

 

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