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Lado a Lado

McLaren Honda x McLaren Renault

Prestes a mudar para Mercedes, a equipe de Woking viveu altos e baixos com os motores Honda e Renault nos últimos anos. Portanto, o GP* coloca as marcas lado a lado

McLaren, GP de Abu Dhabi 2020, Carlos Sainz Jr,
A McLaren viveu altos e baixos nos últimos anos (Foto: Twitter/McLaren)

A McLaren viveu uma verdadeira montanha-russa de emoções nos últimos anos na Fórmula 1. Após passar por uma das fases mais difíceis, conseguiu dar a volta por cima e mais uma figurar nas posições da ponta do pelotão, e espera manter o bom momento também em 2021.

A temporada deste ano traz diversas novidades para o time. A primeira delas é a chegada de Daniel Ricciardo, que assume o lugar deixado por Carlos Sainz, que se mudou para a Ferrari. O australiano já fez sua estreia com o MCL35M e mostrou empolgação em começar a defender a nova casa, vendo como a melhor oportunidade de sagrar-se campeão.

Outra mudança para o campeonato é a nova fornecedora de motores. Após três anos com a Renault, que ajudou na recuperação da equipe inglesa, vai retomar a parceria com a Mercedes, que iniciou em 1995, conseguiu o caneco com Mikka Häkkinen em 1998 e terminou em 2014.

Nesse meio tempo, o time também foi empurrado pela Honda em uma tentativa de reviver os bons momentos do final dos anos 80 e início dos anos 90. Entretanto, a parceria trouxe muitas dificuldades e deixou muito a desejar para ambos os lados, encerrando o acordo com a relação estremecida.

Com o retorno da Mercedes, como que foram os anos de Honda e Renault se comparadas? É isso o que o GRANDE PREMIUM coloca lado a lado no texto a seguir.

McLaren, GP de Abu Dhabi 2020, Carlos Sainz Jr,
McLaren volta a ser empurrada pela Mercedes em 2021 (Foto: Twitter/McLaren)

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McLaren Honda
Temporadas: 3 (2015, 2016, 2017)
Pole-positions: 0
Pódios: 0
Vitórias: 0
Pontos: 133
Melhor resultado: 6º (2016)
Pilotos: Fernando Alonso, Jenson Button, Stoffel Vandoorne

A retomada da parceria entre Honda e McLaren foi esperada com grande animação e expectativas pelo paddock da Fórmula 1. Entretanto, a tentativa de reviver os tempos áureos dos anos 90 acabou indo por água abaixo em um acordo que protagonizou uma das fases mais complicadas da escuderia de Woking.

A fábrica japonesa se juntou com o time inglês no início de 2015, campeonato que nem havia começado, mas já teve episódio memorável. Durante os testes coletivos, Fernando Alonso sofreu um forte acidente sem explicação e precisou ficar fora da abertura do calendário, o GP da Austrália.

As coisas não se desenrolaram da melhor maneira naquele ano – nem nos dois seguintes. O relacionamento entre a fornecedora de motores e a equipe britânica foi se deteriorando e com momentos marcantes como, por exemplo, o dia que o bicampeão espanhol afirmar que o parecia ser empurrado por um motor de GP2.

Foram três temporadas em que tentaram, mas não conseguiram extrair nem um bom resultado do carro. Em setembro de 2017, então, anunciou que a Honda deixaria o papel de fornecedora para a chegada da Renault.

A McLaren sofreu nos anos em que tentou retomar os sucessos com a Honda (Foto: McLaren)

McLaren Renault
Temporadas: 3 (2018, 2019, 2020)
Pole-positions: 0
Pódios: 3
Vitórias: 0
Pontos: 409
Melhor resultado: 3º lugar (2020)
Pilotos: Fernando Alonso, Stoffel Vandoorne, Carlos Sainz, Lando Norris

A parceria entre a marca francesa e a McLaren começou em alta em 2018. Logo na primeira prova, Fernando cruzou a linha de chegada na quinta colocação, o melhor resultado desde o GP de Mônaco de 2016. Entretanto, após bons pontos nas quatro primeiras provas, nas demais 16 somou apenas 22 tentos, oito a menos que no mesmo período em 2017.

Mas as coisas mudariam de fato apenas em 2019. Na temporada, uma dupla totalmente renovada com as chegadas de Carlos Sainz e Lando Norris, que foi promovido da academia da equipe. No GP do Brasil, Sainz conseguiu o primeiro pódio da equipe de Woking desde o GP da Austrália de 2014, encerrando o campeonato atrás apenas da Mercedes, Ferrari e Red Bull.

E outro passo adiante foi dado no ano seguinte. Mesmo em um tumultuado campeonato de 2020, com corridas adiadas, canceladas e um calendário encurtado, Norris alcançou o primeiro top-3 e Carlos voltou ao pódio, garantindo o melhor resultado final do time desde 2012, quando também terminou em terceiro.

Carlos Sainz Jr. entregou dois pódios para a McLaren (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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