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Ranking GP

As notas do GP da Itália 2020

O que se viu em Monza foi um daqueles clássicos que marcam época na F1. Mesmo daqui a algumas décadas, todos vão lembrar do dia em que Pierre Gasly venceu de AlphaTauri

Com Gasly no topo, o improvável pódio da Itália (Foto: F1)

Após uma sequências de provas monótonas na Fórmula 1, o GP da Itália e a histórica pista de Monza presentearam o público com um clássico instantâneo. Não que tenha sido uma prova de muitas ultrapassagens decisivas e batalhas ferozes, mas uma série de eventos improváveis colocaram a ordem de forças estabelecida em loucura. Assim, nasceu uma prova a ser lembrada por muito tempo – e as notas seguiram o mesmo caminho.

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Confira as outras notas da temporada 2020.

A maior nota do dia em Monza, como não poderia deixar de ser, foi do vencedor de nova onda, Pierre Gasly. O francês conseguiu levar a AlphaTauri à segunda vitória da sua história, 12 anos depois da primeira, e soube bem como agir quando assumiu a liderança. Pelo dia memorável, levou uma nota máxima.

Já a pior nota do dia coube a Valtteri Bottas. Após uma largada tenebrosa, o piloto da Mercedes ficou preso no meio do pelotão sem conseguir recuperar posições. O álibi era a configuração do carro da Mercedes, feito para andar na frente, mas quando Lewis Hamilton deu show de ultrapassagem até isso caiu por terra.

As notas do Ranking GP são distribuídas por Gabriel Curty, Pedro Henrique Marum e Vitor Fazio.

Pierre Gasly vibra com a primeira vitória (Foto: Red Bull Content Pool)

1º) Pierre Gasly – 10 – Uma vitória com uma AlphaTauri é algo gigantesco. Gasly protagonizou uma das maiores zebras de todos os tempos na F1, levando o carro B dos motores Honda a um triunfo na pista mais rápida da categoria. O francês completou a redenção que vinha desde setembro de 2019, se recuperando do rebaixamento que sofreu na Red Bull e se transformando em um dos melhores pilotos do grid. É, sem dúvida, o terceiro mais forte da F1 em 2020. Nota dez!

2º) Carlos Sainz – 9.5 – Sainz conquistou o segundo pódio da carreira, mais uma vez ao lado de Gasly no feito, como já tinha sido em Interlagos em 2019. Mas a história do espanhol foi diferente. No Brasil, largou em último e escalou até o terceiro lugar, enquanto que, em Monza, partiu de terceiro do grid e vinha disparando em segundo, atrás de Hamilton, quando a confusão de safety-car e bandeira vermelha começou. Um segundo lugar merecidíssimo para alguém que faz uma temporada muito maior do que indicam os números.

3º) Lance Stroll – 6.0 – Difícil não se empolgar e dar uma nota alta para alguém que vai ao pódio com uma Racing Point, mas precisamos ser honestos aqui. Quando a bandeira vermelha caiu do céu e deixou Stroll trocar os pneus com a corrida parada, o canadense era segundo, atrás de um Hamilton que tinha um stop and go para cumprir. Com Gasly e as Alfa Romeo na sequência, Stroll tinha tudo nas mãos. E perdeu com uma relargada pífia.

Hamilton cumprimenta Gasly e Sainz (Foto: Mercedes)

4º) Lando Norris – 7.5 – Não teve uma classificação muito feliz, mas fez uma largada fenomenal e tinha ritmo para, em condições normais, brigar pelo pódio. Não foi dos melhores na segunda metade da corrida, mas ainda saiu com 12 pontos, manteve a ótima performance na temporada.

5º) Valtteri Bottas – 2.5 – A gente vinha pegando muito leve com Bottas e deixando passando sua tremenda passividade, mas ela foi para outro patamar em Monza. Uma largada péssima seguida de não conseguir ultrapassar absolutamente ninguém tendo um carro e um motor Mercedes. E aí que Hamilton vai para último e acaba em sétimo enquanto ele fica preso no quinto lugar. Ficou muito feio, tinha chances reais de vencer na bandeira vermelha.

6º) Daniel Ricciardo – 7.0 – Meio inacreditável que a Renault não tenha tido chance alguma de pódio em uma pista que casa tão bem com o carro e em uma corrida tão maluca, mas foi o que aconteceu. Ricciardo foi consideravelmente melhor que Ocon na classificação e parecido com o companheiro na corrida. Fica com uma nota boa.

7º) Lewis Hamilton – 8.0 – Mas como pode Hamilton chegar só em sétimo e levar 8? Bom, quem acompanhou a corrida viu um show de ultrapassagens e um ritmo espetacular do futuro heptacampeão. Pole, boa largada, bom ritmo, a vitória 90 viria com ampla folga. Não veio por uma entrada nos boxes com eles fechados, mas foi meio que o único porém numa grande atuação de Hamilton.

8º) Esteban Ocon – 6.5 – A classificação foi terrível e não poderia acontecer de jeito nenhum, mas Ocon fez, sim, uma boa corrida. O francês poderia ter ficado ainda melhor não fosse uma estratégia esquisitíssima de colocar pneus macios por 27 voltas ali no fim.

9º) Daniil Kvyat – 6.5 – Bela corrida de Kvyat! Dois pontos com um carro que tem pouco a oferecer, especialmente em uma pista como Monza. Teve seu melhor resultado em 2020, um ritmo bom e poderia ter ficado mais na frente com a estratégia prevista antes da largada. Mas o comparativo com Gasly, mais uma vez, foi extremamente cruel com ele.

10º) Sergio Pérez – 5.5 – Apagadíssimo, hein? Pérez ficou ali próximo de Stroll nas condições normais, mas no fim um foi ao pódio e o outro ficou com 1 pontinho. O mexicano decepciona em 2020, apesar de ter um ótimo carro nas mãos.

Claire Williams na despedida da família da F1 (Foto: Williams)

11º) Nicholas Latifi – 6.0 – Tudo bem que o canadense esteve duas vezes do nada na zona de pontos e saiu de lá em um piscar de olhos, mas bom resultado! Latifi venceu Russell e colocou o companheiro em uma situação complicada no campeonato: são dois 11º lugares a zero para Nicholas.

12º) Romain Grosjean – 5.5 – Não é fácil ser competitivo de Haas e menos ainda em uma pista que pede tanto dos motores e aí você está com um da Ferrari. Grosjean foi o melhor com o motor italiano e merece elogios.

13º) Kimi Räikkönen – 6.0 – Kimi apareceu ali em terceiro por algumas voltas e, por isso, merece ser destacado. Ficou sem pneus, mas deveria ter chegado até perto dos pontos, merecia. O finlandês tem se recuperado nas últimas etapas.

14º) George Russell – 4.0 – Completamente apagado, Russell sequer bateu todos os carros de motor Ferrari. E, vamos ser claros: chegou bem atrás de Latifi. Não pode. É o novo lanterna da temporada 2020.

15º) Alexander Albon – 3.0 – Sim, a Red Bull não tem o melhor dos carros e sofre em uma pista de alta, especialmente com assoalho danificado, mas 15º? Forçou na largada contra Gasly, foi punido ao jogar Grosjean para fora e ficou preso atrás do grid inteiro. Uma atuação tenebrosa.

Charles Leclerc e Romain Grosjean parabenizam Pierre Gasly pela vitória (Foto: Ferrari)

16º) Antonio Giovinazzi – 4.5 – Parou nos boxes fechados e jogou fora qualquer chance que tinha até ali, mas, de novo, foi bem inferior no comparativo com Räikkönen. Giovinazzi, até pelo que não faz e pelo que acontece na F2, parece cada vez mais longe da F1 2021.

NC) Max Verstappen – 5.0 – Fazia tempo que a gente não via Verstappen tão apagado, hein? Com problemas, abandonou, mas antes já estava para lá de discreto. O pódio só viria com milagre, realmente não foi o final de semana da Red Bull e nem do holandês.

NC) Charles Leclerc – 4.0 – Parecia que Leclerc vinha para mais um milagre com a carroça da Ferrari em Monza, mas aí… que paulada! O monegasco escapou e bateu muito forte na Parabólica, um acidente feio. Chance considerável de pontos perdida ali.

NC) Kevin Magnussen – 4.5 – Um carro péssimo, motor péssimo, abandono. E, antes da quebra, uma asa dianteira danificada e um pit emergencial para tornar tudo pior.

NC) Sebastian Vettel – 4.5 – A Ferrari parece mesmo querer virar a Haas. Não basta a luta para vencer o Q1, o ritmo de meio de grid e o carro péssimo, ainda viu Vettel ficar sem freios na Itália. Uma tragédia.

A largada em Monza (Foto: Mercedes)

GP da Itália – 9.5 – O que mais dizer que não um clássico instantâneo? Daqui a 30 anos todo mundo vai lembrar bem do dia que Pierre Gasly venceu de AlphaTauri em Monza. E a briga até a bandeirada entre Gasly e Carlos Sainz não fica por menos.

Melhor GP – GP da Itália – 9.5
Pior GP – GPs da Espanha e Bélgica – 4.0
Média da temporada – 6.6

1°) Lewis Hamilton – 8.7
2°) Max Verstappen – 7.6
3°) Pierre Gasly – 7.5
4°) Nico Hülkenberg – 7.0
5°) Lando Norris – 6.8
6°) Carlos Sainz – 6.7
6°) Daniel Ricciardo – 6.7
8°) Esteban Ocon – 6.4
9°) Sergio Pérez – 6.3
10°) Valtteri Bottas – 6.1
10°) Lance Stroll – 6.1
12°) Alexander Albon – 5.9
12°) Daniil Kvyat – 5.9
14°) Charles Leclerc – 5.7
15°) Kimi Räikkönen – 5.2
16°) Sebastian Vettel – 5.1
16°) George Russell – 5.1
16°) Romain Grosjean – 5.1
19°) Kevin Magnussen – 4.9
20°) Nicholas Latifi – 4.4
21°) Antonio Giovinazzi – 4.3

*Com Gabriel Curty e Vitor Fazio

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