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Ranking GP

As notas do GP do Brasil de 2019

A gira americana da Fórmula 1 foi salva com louvor por um GP do Brasil espetacular. A corrida em Interlagos teve vitória definida no fim, companheiros batendo e dois pilotos fazendo estreia no pódio. Chegou a hora de avaliar o grid

A gira americana foi salva com louvor por um GP do Brasil espetacular. Após um começo de prova apenas mediano, um safety-car causado por Valtteri Bottas mudou completamente os rumos da corrida e uma série de acontecimentos foram rolando até que, no fim, Max Verstappen vencesse e fosse acompanhado no pódio pela Toro Rosso de Pierre Gasly e pela McLaren de Carlos Sainz Jr. Como? Contamos durante os comentários das notas atribuídas para cada um dos 20 pilotos.

Nas avaliações, um verdadeiro recorde. Por aqui, nunca antes tínhamos dado a nota máxima para tantos pilotos – na realidade, foram raros os casos de 10 na história do Ranking GP, quanto mais saindo para mais de um piloto na mesma corrida. Mas o pódio mais jovem que a F1 já teve merece tal exceção.

As notas do RANKING GP são calculadas de acordo com avaliações dos jornalistas Gabriel Curty, Pedro Henrique Marum e Vitor Fazio.

Max Verstappen e Pierre Gasly foram estrelas no Brasil (Max Verstappen e Pierre Gasly)

1º) Max Verstappen – 10 – Vai ser difícil escapar dos exageros nos adjetivos hoje, mas Verstappen merece mesmo todos eles. Cravou uma pole de respeito, largou muito bem e tinha ritmo para vencer fácil a corrida caso nada de anormal acontecesse. Só que aconteceu. Robert Kubica quase o acertou nos boxes e o jogou para segundo, então, teve de passar Hamilton com voracidade na pista. Depois, parou no safety-car e, de novo, passou Lewis sem tomar conhecimento do hexacampeão, só que na relargada. Venceu, acertou contas com Interlagos e mostrou que tem tudo para ser ainda mais protagonista da categoria nos próximos anos.

2º) Pierre Gasly – 10 – Sim, aqui temos outra nota máxima e, sim, aqui precisamos também gastar todos os elogios. O francês já vinha tendo uma ótima segunda metade de temporada, mas a coroação do trabalho veio em Interlagos. Foi o melhor da F1 B o tempo todo, mas cresceu na corrida com os problemas dos rivais, ousou ao passar Hamilton depois do toque do inglês com Albon e, de forma espetacular, espremeu o hexacampeão nos últimos metros para cruzar a linha final na frente com seu motor Honda. Um segundo lugar histórico, uma chegada histórica.

3º) Carlos Sainz – 10 – É isso, três notas máximas nos três primeiros lugares do GP do Brasil. Uma atuação inesquecível para Sainz, que largou em último quando seu motor quebrou no comecinho da classificação. Largou bem, teve ritmo de corrida ainda melhor e uma estratégia muito bem executada, cuidando lindamente dos pneus para que com um único pit-stop chegasse ao final. Que tocada que tem o espanhol, que pódio justo.

Max Verstappen ultrapassou Lewis Hamilton duas vezes (Max Verstappen e Lewis Hamilton)

4º) Kimi Räikkönen – 9.0 – Uau! De zerado depois das férias para um quarto lugar. Resultado fantástico do finlandês que finalmente tem voltado a superar o companheiro Giovinazzi. A nota poderia ter sido ainda maior, mas ficou no quase a manobra em cima de Sainz que valeria o pódio.

5º) Antonio Giovinazzi – 8.5 – Perdeu de Kimi, ok, mas só por isso sua nota é um pouquinho menor. De muito longe o seu melhor resultado na F1, uma atuação fundamental para justificar a renovação de contrato.

6º) Daniel Ricciardo – 7.5 – Uma boa corrida de recuperação de Ricciardo, que teve de novo de fazer stint longo, mas agora sendo forçado, já que danificou o carro ao tocar Magnussen. Teve ainda de conviver com uma punição de 5s pelo incidente. Mais um belo resultado.

7º) Lewis Hamilton – 4.0 –  Uma nota nada comum para Hamilton por aqui. Só que ela é bem merecida. Lewis não foi muito bem na classificação, não conseguiu ser extremamente combativo nos duelos com Verstappen, perdeu de Gasly, mas, principalmente, foi muito mal no duelo com Albon, acertando o rival em cheio. Como grande campeão que é, se desculpou bastante com o tailandês e lamentou pelo pódio que ceifou do adversário.

8º) Lando Norris – 5.0 – Uma classificação regular e um resultado final também mediano fazem Norris receber uma nota até baixa. Isso acontece porque Sainz, largando bem atrás dele, chegou no pódio. Lando pode até estar feliz pelo companheiro e amigo, mas, no fundo, sabe que poderia ter sido ele ali no terceiro lugar.

9º) Sergio Pérez – 6.5 – Pérez pode nem aparecer na corrida, como foi o caso no GP do Brasil, mas é impressionante como é um cara que vai te entregar os pontos que pode entregar. Vive mais uma boa fase.

10º) Daniil Kvyat – 4.5 – Geralmente, marcar um pontinho com a Toro Rosso é algo que te faz ganhar uma moral. Não é o caso quando isso acontece na mesma corrida em que seu companheiro foi para o pódio. O comparativo foi pesado para Kvyat.

Carlos Sainz Jr. fez aquela que pode ser considerada a melhor atuação da carreira no Brasil (Carlos Sainz Jr)

11º) Kevin Magnussen – 5.0 – A Haas é terrível. Que carro ruim de ritmo de corrida. Magnussen perdeu uns cinco lugares em duas voltas, ainda conseguiu recuperar um pouco. Ponto? Nada.

12º) George Russell – 5.0 – O resultado final até foi bom, mas poderia ter sido melhor se George não tivesse perdido tanto tempo preso em Kubica. Para quem quer chegar onde o jovem quer, não pode se dar ao luxo de viver situações assim.

13º) Romain Grosjean – 5.0 – Deu pena do francês. Grosjean largou bem e fez o possível e o impossível para manter a Haas nos pontos. Mas aí o carro foi despencando de nível e deu nisso aí.

14º) Alexander Albon – 8.0 – Que pena, que pena. Albon merecia muito o pódio, merecia completar o 1-2 da Red Bull, mas Hamilton atrapalhou tudo. Só não ganha mais porque teve um começo de prova meio opaco.

15º) Nico Hülkenberg – 4.5 – Apagadíssimo, é até difícil dizer alguma coisa da corrida dele além do fato de ter sido punido duas vezes.

A Alfa Romeo pontuou bem e até sonhou com pódio (Kimi Räikkönen)

16º) Robert Kubica – 4.0 – Estávamos prontos para elogiá-lo, afinal, andou muito tempo na frente do Russell. Só que ele quase acerta Verstappen nos boxes, não dá para ficar ileso. E, bom, terminou em último.

NC) Sebastian Vettel – 4.5 – A culpa pela batida da Ferrari pode muito bem ficar dividida, com Vettel não tendo sido tranquilo na manobra. Uma pena, mas fechou uma corrida em que andou muito para trás após parecer um candidato ao triunfo.

NC) Charles Leclerc – 4.0 – Não foi nada tranquilo no duelo com o companheiro, jogou bem duro e deu no que deu. Fazia uma prova de recuperação interessante, com boas manobras, mas também oscilou, com direito a um erro na classificação que custou três posições no grid de domingo e tornou a reação ainda mais improvável.

NC) Lance Stroll – 4.5 – Bem pior do que Pérez, acabou quebrando durante o safety-car, teve também azar. Mas foi muito mal, especialmente na classificação, caindo de novo no Q1.

NC) Valtteri Bottas – 5.0 – Não foi bem, estava preso atrás de um Leclerc que tinha pneus velhos e aí seu motor explodiu. Não sabemos onde poderia chegar, mas não estava se esforçando para que fosse longe.

GP do Brasil: 9.5

Corridão! Sabemos que teria sido outra coisa se o safety-car não tivesse entrado na quebra de Bottas, mas entrou e a loucura começou. Brigas o tempo todo, duas equipes menores no pódio, uma chegada maluca, enfim, uma corrida das melhores dos últimos tempos.

Melhor GP: GP da Alemanha (10.0)

Pior GP: GP da França (1.0)

Média: 6.8
(Sebastian Vettel e Charles Leclerc)

Confira as notas dos pilotos após o GP do Brasil

1º) Max Verstappen – 7.6
2º) Lewis Hamilton – 7.5
3º) Carlos Sainz Jr. – 6.9
4º) Alexander Albon – 6.7
5º) Valtteri Bottas – 6.5
6º) Charles Leclerc – 6.4
7º) Nico Hülkenberg – 6.3
7º) Sergio Pérez – 6.3
7º) Lando Norris – 6.3
10º) Sebastian Vettel – 6.2
11º) Daniel Ricciardo – 6.1
12º) Pierre Gasly – 5.9
13º) Kimi Räikkönen – 5.8
14º) Daniil Kvyat – 5.7
15º) George Russell – 5.4
15º) Lance Stroll – 5.4
17º) Antonio Giovinazzi – 5.0
18º) Romain Grosjean – 4.9
19º) Kevin Magnussen – 4.8
20º) Robert Kubica – 4.2

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